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Câmara dos EUA vota acordo para encerrar paralisação recorde do governo federal

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Câmara tenta pôr fim à mais longa paralisação do governo dos EUA

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deve votar nesta quarta-feira (12) um pacote de financiamento temporário que pode encerrar a mais longa paralisação já registrada na história do governo americano. O projeto prevê a retomada de programas de assistência alimentar, o pagamento de centenas de milhares de servidores federais e a recuperação de serviços críticos, como o controle de tráfego aéreo, afetado pela falta de recursos.

Pacote de financiamento temporário divide republicanos e democratas

Com uma estreita maioria republicana — 219 a 213 cadeiras —, a Câmara enfrenta intensos debates em torno da proposta. O apoio do ex-presidente Donald Trump tem sido fundamental para manter a coesão entre os republicanos, apesar da resistência dos democratas, que criticam a falta de avanços em questões sociais, especialmente na ampliação dos subsídios federais para o seguro saúde.

Na segunda-feira (10), o Senado aprovou o pacote com o apoio de oito democratas que desafiaram a liderança do partido. A medida garante o funcionamento do governo até 30 de janeiro, mas também mantém a trajetória de crescimento da dívida pública, que já ultrapassa US$ 38 trilhões, com aumento anual estimado em US$ 1,8 trilhão.

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Republicanos pedem cooperação, democratas reagem

O presidente da Câmara, Mike Johnson (Partido Republicano), fez um apelo público pela aprovação da proposta, destacando a necessidade de “responsabilidade e bom senso” para evitar maiores prejuízos à economia e aos serviços públicos.

“Meu apelo urgente a todos os meus colegas — especialmente aos democratas — é que pensem cuidadosamente, rezem e façam a coisa certa”, declarou Johnson a jornalistas.

Por outro lado, os democratas da Câmara permanecem resistentes, frustrados com o acordo fechado pelo Senado. A insatisfação aumentou após as vitórias democratas recentes em Nova Jersey, Virgínia e Nova York, que haviam alimentado expectativas de um acordo mais favorável à manutenção dos subsídios de saúde.

Disputa política expõe impasse sobre custo de vida e saúde pública

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, criticou duramente a condução republicana, afirmando que o partido ignora os desafios econômicos enfrentados pela população.

“Donald Trump e os republicanos acreditam que a crise de acessibilidade econômica é inventada. É por isso que esses extremistas nada fizeram para reduzir o alto custo de vida. Os americanos merecem algo melhor”, escreveu Jeffries em suas redes sociais.

Embora o Senado tenha prometido uma nova votação sobre os subsídios em dezembro, Johnson ainda não se comprometeu com a realização do mesmo debate na Câmara, o que mantém o impasse entre os partidos.

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Próximos passos e impacto político

Caso o projeto seja aprovado pela Câmara, ele seguirá para sanção de Donald Trump, que classificou a aprovação no Senado como “uma grande vitória”. O resultado da votação desta quarta-feira deve definir não apenas o fim da paralisação, mas também o tom das negociações políticas que dominarão o Congresso americano nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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