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Café arábica supera US$ 4 por libra e robusta avança em Londres com dólar fraco e tensões comerciais entre EUA e Colômbia

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O mercado global de café iniciou a terça-feira (21) com forte valorização, impulsionado por fatores cambiais, preocupações climáticas e tensões comerciais entre Estados Unidos e Colômbia. O café arábica voltou a ser negociado acima de US$ 4 por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), enquanto o robusta manteve ganhos expressivos em Londres.

Os contratos futuros do arábica com vencimento em dezembro/25 foram cotados a 411,05 cents/lb (+1,23%), março/26 a 387,90 cents (+1,20%) e maio/26 a 372,10 cents (+1,22%). Já o robusta, na Bolsa de Londres (ICE Europe), apresentou altas em todos os vencimentos: novembro/25 fechou a US$ 4.590/tonelada (+1,64%), janeiro/26 a US$ 4.545 (+1,81%) e março/26 a US$ 4.479 (+1,91%).

Dólar fraco e tarifas americanas influenciam o mercado

A desvalorização do dólar frente ao real segue como um dos principais fatores de sustentação dos preços. O câmbio mais favorável reduz a competitividade das exportações brasileiras, o que tende a restringir a oferta internacional e a sustentar os contratos em Nova York.

Além disso, o mercado acompanha com atenção as possíveis novas tarifas dos Estados Unidos sobre o café colombiano. O consultor Gil Barabach, da Safras & Mercado, ressalta que o aumento dessas tarifas pode trazer desequilíbrios à indústria americana.

“O Brasil, principal fornecedor, já enfrenta uma tarifa de 50%, enquanto a Colômbia paga 10%. Caso os EUA elevem essa alíquota, a situação para os compradores americanos ficará ainda mais complicada”, explica o analista.

Estoques da ICE seguem em queda e sustentam preços

Outro ponto que contribui para a valorização é a contínua redução dos estoques certificados da ICE, tanto de arábica quanto de robusta. Os volumes de arábica atingiram a mínima de 19 meses, com 467.110 sacas, enquanto o robusta recuou para a mínima de 3 meses, com 6.160 lotes.

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A queda é reflexo das tarifas sobre o café brasileiro, que levaram importadores americanos a cancelar contratos de compra. Entretanto, há expectativa de que essas barreiras possam ser revistas em breve, o que traria volatilidade adicional ao mercado.

Condições climáticas no Brasil e no Vietnã influenciam expectativas

No Brasil, chuvas irregulares e baixos níveis de umidade no final de outubro preocupam os produtores. A instabilidade climática pode afetar a abertura e o pegamento das floradas que determinarão o potencial produtivo da safra de 2026.

No Vietnã, por outro lado, o cenário é oposto: previsões indicam chuvas acima da média na região produtora de Dak Lak, o que deve favorecer o desenvolvimento da lavoura e aumentar a oferta global de robusta.

Produção global segue ajustada, apesar de crescimento esperado

De acordo com o Serviço de Agricultura Estrangeiro (FAS/USDA), a produção mundial de café na safra 2025/26 deve alcançar 178,68 milhões de sacas, alta de 2,5% em relação ao ciclo anterior. A produção de arábica deve recuar 1,7%, para 97,02 milhões de sacas, enquanto a de robusta cresce 7,9%, atingindo 81,65 milhões de sacas.

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Apesar desse aumento, a consultoria Volcafe projeta um déficit global de 8,5 milhões de sacas de arábica para 2025/26 — o quinto ano consecutivo de déficit —, o que mantém o viés altista para os preços internacionais.

Produção brasileira revisada para baixo

A Conab reduziu em 4,9% sua estimativa para a safra de arábica no Brasil, fixando-a em 35,2 milhões de sacas. A produção total de café do país caiu para 55,2 milhões de sacas, recuo de 0,9% em relação à previsão anterior. Já o Vietnã deve colher sua maior safra em quatro anos, com alta de 6%, totalizando 1,76 milhão de toneladas (29,4 milhões de sacas).

Esses ajustes reforçam a percepção de um mercado equilibrado, porém sensível a variações climáticas e políticas comerciais.

Café rompe resistência técnica em Nova York

Em meio a esse cenário, os contratos de arábica para dezembro/2025 romperam a marca técnica dos 400 centavos de dólar por libra-peso, encerrando a sessão a 406,35 cents, alta de 2,2%. A posição março/2026 avançou 2,0%, para 383,30 cents.

Com o vencimento de dezembro se aproximando, o mercado mostra inversão das posições e aperto no curto prazo, refletindo o movimento de rolagem de contratos e a firmeza da demanda imediata.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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