Connect with us


Paraná

Cadetes do Corpo de Bombeiros fazem treinamento sobre produtos perigosos na Sanepar

Publicado em

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou nesta sexta-feira (15) um treinamento simulado de emergências com produtos perigosos envolvendo gás cloro nas instalações da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iraí, da Sanepar, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A atividade reuniu 16 cadetes do 3º ano do Curso de Formação de Oficiais (CFO) e integrou a disciplina de Intervenção em Emergências com Produtos Perigosos.

O treinamento foi realizado em parceria com a Companhia de Saneamento do Paraná e com o Grupo Hidromar Indústria Química. A capacitação teve como foco a atuação em cenários de vazamento de cloro, substância amplamente utilizada no tratamento de água e considerada altamente tóxica em casos de acidente.

Segundo o major Alexandre Mançano Cavalca, instrutor da disciplina de produtos perigosos do CFO, o objetivo foi preparar os futuros oficiais para ocorrências que podem acontecer em diferentes regiões do Estado. “Além dos grandes depósitos de cloro existentes nas centrais de abastecimento de água, nós também temos o transporte desse produto pelas rodovias. O objetivo do treinamento é ensinar os alunos sobre os procedimentos corretos em caso de vazamento ou qualquer outro tipo de emergência envolvendo cloro”, afirmou.

Durante o exercício, os cadetes utilizaram roupas encapsuladas nível A, proteção respiratória e ferramentas específicas para contenção de vazamentos em cilindros e tanques de armazenamento de cloro. As atividades foram realizadas em ambiente controlado e simulado, sem utilização real do produto químico.

Leia mais:  Expo Londrina terá estande de promoção do turismo do Norte e Norte Pioneiro

“O cloro é um produto extremamente importante para a sociedade, mas também extremamente tóxico quando ocorre um vazamento. Ele pode causar irritações severas, problemas respiratórios graves e até levar vítimas à morte. Por isso é fundamental que os bombeiros estejam preparados para agir rapidamente e minimizar os danos”, explicou o major.

O treinamento também abordou o uso do chamado “kit cloro”, conjunto de ferramentas específicas utilizado para contenção emergencial de vazamentos. Além da retirada de vítimas e isolamento da área, as equipes treinam técnicas para impedir a dissipação do gás e evitar novos contaminados.

“Em ocorrências com produtos perigosos, o salvamento das vítimas é prioridade, mas simultaneamente, é muito importante conter o vazamento para que a emergência não se expanda. Esse conhecimento técnico faz diferença na resposta operacional”, destacou o bombeiro.

CONHECIMENTO E INTEGRAÇÃO – A maior parte da instrução foi ministrada por técnicos da Sanepar, devido à experiência da companhia no manejo do cloro utilizado no tratamento de água. À frente dos ensinamentos aos cadetes estavam o coordenador de Produção de Água da Companhia, Arion Garcia da Silva, o supervisor da ETA Iraí, Anderson Fabiano, o coordenador de Segurança do Trabalho, José Roberto Correa, além do instrutor do Grupo Hidromar Indústria Química, Junior Mariano de Oliveira.

Para Arion Silva, a integração entre instituições fortalece a capacidade de resposta em situações de emergência. “Quando realizamos treinamentos conjuntos, todos ganham. Nós fortalecemos parcerias, compartilhamos conhecimento e ampliamos a capacidade de atuação em caso de acidentes. Esses cadetes futuramente estarão à frente de equipes em várias regiões do Paraná e vão multiplicar esse conhecimento”, afirmou.

Leia mais:  Ações da PCPR com cães resultaram em aumento de 98% na apreensão de armas em 2023

Além das técnicas de contenção, os participantes também conheceram a estrutura da ETA Iraí e os protocolos adotados pela Sanepar para armazenamento e utilização do cloro no sistema de abastecimento de água.

PREPARO CONTÍNUO – Apesar da baixa incidência de acidentes com gás cloro no Paraná, o Corpo de Bombeiros mantém treinamento constante para atuação em emergências químicas de alta complexidade. O Estado possui intensa circulação de produtos perigosos pelas rodovias e atividades industriais que demandam preparação especializada das equipes de resposta.

“O Corpo de Bombeiros precisa estar preparado tanto para as ocorrências rotineiras quanto para aquelas de baixa probabilidade, mas de grande impacto. Nosso objetivo é garantir que, caso um acidente aconteça, tenhamos equipes capacitadas para atuar de forma rápida, técnica e segura”, destacou o major Alexandre Mançano Cavalca.

Além da formação básica recebida por todos os bombeiros militares, o CBMPR também conta com equipes especializadas e com a força-tarefa de resposta a desastres, preparada para atuar em grandes emergências químicas e ambientais no Estado.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Júri de Campo Mourão condena a 22 anos de prisão homem denunciado pelo MPPR por atirar em ex-namorada e no atual companheiro dela

Published

on

O Tribunal do Júri de Campo Mourão, no Centro Ocidental do estado, condenou a 22 anos de prisão o homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por dupla tentativa de homicídio qualificado praticado no dia 3 de dezembro de 2022. As vítimas eram sua ex-companheira, então com 21 anos, e o homem com quem ela se relacionava na época (27 anos). O agressor e a mulher estavam separados há dois meses.

Áudio do promotor de Justiça Luciano Matheus Rahal 

Na data do crime, o autor, então com 36 anos, ingressou clandestinamente na residência da vítima, que estava com o namorado e amigos confraternizando e jogando cartas, e atirou contra eles, causando-lhes graves ferimentos. Minutos antes, havia passado de carro na frente do local e, ao avistá-los, teria apontado a arma de fogo para eles, ameaçando-os. As vítimas sobreviveram aos disparos por terem recebido pronto atendimento médico.

Na sessão de julgamento, realizada na quinta-feira, 14 de maio, o Conselho de Sentença acolheu as teses sustentadas em denúncia pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, reconhecendo as qualificadoras do uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, feminicídio (no caso da mulher), e motivo torpe (ciúmes, em relação ao homem).

Leia mais:  Com apoio do Estado, Litoral terá shows com fogos de menor ou nenhum barulho

Ciclo de violência – Durante o julgamento, a partir da sustentação do MPPR, ficou demonstrado aos jurados o contexto de violência doméstica e familiar da ocorrência do crime, e a situação de dependência financeira e emocional da vítima em relação ao agressor, que a impedia de romper o ciclo de violência e abusos em que vivia.

O caso chamou a atenção porque, apesar de ser alvo de violência doméstica pelo companheiro há vários anos, com histórico de agressões e ameaças, a mulher compareceu na sessão do júri para defender o réu, tentando assumir a “responsabilidade” pela reação violenta do ex-companheiro.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262