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Cacauicultura avança em Minas: Senar realiza curso piloto na Zona da Mata

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O município de Raul Soares, na Zona da Mata mineira, sediou o primeiro curso piloto do Treinamento do Trabalhador na Cultura do Cacau/Implantação Convencional, promovido pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais local e a Prefeitura.

O curso, com duração de três dias, combinou atividades teóricas e práticas voltadas à profissionalização e fortalecimento da cacauicultura em Minas Gerais.

Conteúdo completo e foco na qualidade da produção

Segundo Alexandre Martins, analista de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar, o treinamento abordou todas as etapas da cadeia produtiva do cacau, incluindo:

  • Planejamento da área e análise de solo
  • Escolha de variedades e preparo de mudas
  • Tratos culturais, podas e controle fitossanitário
  • Etapas de pós-colheita, essenciais para preservar a qualidade do fruto

“O curso mostra o caminho para que o produtor consiga instalar e conduzir a lavoura de forma eficiente. A etapa de pós-colheita foi bastante destacada, porque não adianta ter um fruto de qualidade e perder suas características no processamento. A meta é expandir esse treinamento para todo o estado”, explicou Martins.

Produtores destacam aprendizado e aplicabilidade

Entre os participantes, a avaliação foi positiva. Carlos Henrique da Silva, recém-adquirente de uma propriedade rural, elogiou o conteúdo e a didática do instrutor, destacando visitas a plantações consolidadas. “O curso foi nota 10, com informações desde o preparo do solo até irrigação e custos. Recomendo muito e espero que futuramente seja oferecido também um módulo sobre enxertia”, disse.

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Já o produtor Hemani Furfuro ressaltou a rentabilidade da cultura do cacau e a relevância do treinamento. “Foi excelente, acima das expectativas. Aprendemos bastante em pouco tempo, tanto na teoria quanto no campo”, afirmou.

Instrutor reforça potencial de Minas para a cacauicultura

O curso foi ministrado pelo cacauicultor e professor da Universidade Federal de Viçosa, Genelício Crusoé Rocha, que destacou o potencial econômico e produtivo de Minas. Segundo ele, a alta demanda mundial por chocolate torna a capacitação estratégica para os produtores.

“O curso foi muito procurado, tivemos até mais interessados do que vagas, e isso mostra a curiosidade e a expectativa em torno da cadeia produtiva do cacau”, comentou o instrutor.

Expansão do treinamento e próximos passos

O Sistema Faemg Senar prevê agora o repasse técnico para instrutores da área, com o objetivo de oferecer o curso para produtores de todo o estado. Além disso, já está planejado um treinamento complementar sobre produção de mudas clonais de cacau, considerado um dos principais desafios da cultura em Minas Gerais.

Alexandre Martins enfatizou que a iniciativa deve fortalecer a presença do cacau na fruticultura mineira, abrindo novas oportunidades para os produtores rurais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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