Agro
Brazilian Beef fortalece presença na China e amplia rotas comerciais em Zhengzhou
Em mais um movimento estratégico para consolidar a presença da carne bovina brasileira no maior mercado importador mundial, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a ApexBrasil realizaram, em 2 de novembro, a terceira edição do projeto The Beef and Road: Bridging the Brazil–China Beef Routes, na cidade de Zhengzhou, capital da província de Henan.
A iniciativa visa aproximar empresas brasileiras de novos polos de consumo fora dos grandes centros chineses, como Pequim e Xangai, fortalecendo a interiorização das ações promocionais do setor. O evento reuniu empresários, autoridades locais e representantes do MAPA e do MRE, criando um ambiente propício para negócios e parcerias comerciais.
Cooperação estratégica e rodadas de negócios
Nesta edição, a ABIEC firmou acordo de cooperação com a Henan Dingshenghe International Trade Co., Ltd. (DSH), apoiando a organização do evento. A programação incluiu rodadas de negócios, apresentações culturais e o tradicional Brazilian Beef Dinner, com cortes premium preparados pelo chef estrelado Michelin Yingzhong Shi, do restaurante Lanxuan, reconhecido por integrar sabores tradicionais da culinária de Henan em suas criações.
O presidente da ABIEC, Roberto Perosa, destacou:
“Estamos promovendo o encontro direto entre compradores e vendedores. Esse trabalho evita deslocamentos longos, reúne todas as partes no mesmo espaço e facilita os negócios. É uma forma de fortalecer a presença da carne brasileira na China.”
Participaram 27 empresas associadas à ABIEC, incluindo JBS, Marfrig, Minerva, Frigosul, Suprema, Better Beef, entre outras, evidenciando o interesse contínuo do setor em expandir os negócios e consolidar laços comerciais no país asiático.
Zhengzhou se consolida como polo estratégico
Com população superior a 12 milhões de habitantes, Zhengzhou é um dos principais centros logísticos e de consumo da China, conectando o comércio entre o leste e o interior do país. A cidade reafirma-se como ponto estratégico para a interiorização das rotas de exportação do Brazilian Beef, complementando edições anteriores realizadas em Hangzhou e Nanjing.
O evento também contou com participação na China–LAC Business Summit, fórum que reúne representantes de governos e empresários da América Latina e do Caribe com autoridades e investidores chineses, reforçando a presença brasileira no país.
Brasil lidera exportações de carne bovina para a China
O Brasil é atualmente o maior fornecedor de carne bovina da China, respondendo por cerca de 50% das importações do país. Hoje, 67 plantas frigoríficas (SIFs) e 31 empresas associadas à ABIEC estão habilitadas para exportar para o mercado chinês.
Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações brasileiras de carne bovina para a China totalizaram 1,15 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 6,06 bilhões, altas de 38,7% no volume e 75,8% no valor em relação ao mesmo período de 2024. A China representa 48,8% da receita total das exportações brasileiras de carne bovina e 47,3% do volume embarcado, consolidando-se como o principal destino do produto — à frente dos Estados Unidos (10,4%) e do México (4,1%).
Próxima etapa: China International Import Expo 2025
Após Zhengzhou, a ABIEC participará da China International Import Expo (CIIE) 2025, entre 5 e 10 de novembro, em Xangai, em parceria com ApexBrasil, MAPA, Embaixada do Brasil em Pequim e Consulado-Geral do Brasil em Xangai.
O evento reunirá mais de 3.500 expositores e centenas de milhares de visitantes. A ABIEC levará 20 empresas associadas, somando-se a outras 17 brasileiras do setor de Alimentos e Bebidas, com expectativa de gerar US$ 280 milhões em negócios. Entre as atrações, o churrasco brasileiro assinado pelo Barbacoa promete destacar o sabor e a qualidade da carne nacional.
Com essas ações, o projeto The Beef and Road reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável, seguro e sustentável, consolidando sua liderança no comércio internacional de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio
Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio
O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.
De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.
O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.
Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo
Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.
Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.
Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro
Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.
A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.
Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas
O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.
As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.
A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.
Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score
Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.
Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.
Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural
Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.
Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.
Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva
O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.
Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.
Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro
Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.
Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.
A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).
Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco
Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.
Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.
Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro
Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.
A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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