Agro
Brasil pode colher safra recorde de soja em 2025/26, mas La Niña gera preocupação
A safra de soja 2025/26 no Brasil está projetada em 178 milhões de toneladas, o que representaria um novo recorde de produção. No entanto, fatores climáticos ligados à possível ocorrência do fenômeno La Niña, especialmente no Sul do país, exigem monitoramento constante. A avaliação foi divulgada nesta quarta-feira (24) pela Hedgepoint Global Markets.
La Niña pode afetar desenvolvimento da safra
Durante teleconferência, a gerente de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Thais Italiani, destacou que há chances de confirmação do La Niña nos próximos meses. O fenômeno tende a provocar clima mais seco no Sul do Brasil e na Argentina, o que pode impactar a produtividade.
“Se confirmar o La Niña e a depender da intensidade, isso pode trazer impacto para o Sul do Brasil e Argentina… Por isso, precisa acompanhar nos próximos meses”, afirmou Italiani.
Além disso, outubro — período crucial para o desenvolvimento do plantio — apresenta previsão de clima mais seco e quente, segundo os mapas meteorológicos analisados pela empresa.
Projeções de crescimento na produção e na área plantada
Em condições climáticas favoráveis, a produção brasileira de soja poderia avançar 3,7% em relação à safra anterior, com início da colheita previsto para janeiro de 2026. A produtividade média também deve superar levemente os resultados da temporada passada.
A Hedgepoint estima ainda um aumento da área cultivada para 48,2 milhões de hectares, contra 47,7 milhões no ciclo anterior, reforçando a expansão contínua da cultura no país.
Exportações devem alcançar novo recorde
As projeções da Hedgepoint também indicam que o Brasil pode atingir exportações recordes de soja em 2025/26. O volume estimado é de 112 milhões de toneladas, superando as 109 milhões embarcadas na safra anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Estoques de CPR somam R$ 600,3 bilhões em agosto
Os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR), referentes a agosto de 2026, totalizaram R$ 600,3 bilhões, distribuídos em 359 mil cédulas. O ticket médio foi de R$ 1,67 milhão. Considerando os papéis emitidos entre julho e agosto, nos dois primeiros meses da safra 2026/27, foram registradas R$ 62,50 bilhões em novas CPR.
Os dados integram o Boletim de Finanças do Agro, divulgado mensalmente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola.
Em relação à Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), os estoques do título totalizaram R$ 561,29 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,77 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento ao setor agropecuário. Desse montante, ao menos 45%, correspondente a R$ 151,55 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores consideram a safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.
O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram, em julho, estoques de R$ 174,95 bilhões e R$ 30,62 bilhões, respectivamente.
No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), os dados de julho de 2026 indicam patrimônio líquido de R$ 65,78 bilhões, distribuídos entre 291 fundos.
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