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Agro

Brasil marca presença em eventos voltados ao comércio de gergelim e alimentos em Istambul

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O Brasil marcou presença em dois importantes eventos realizados em Istambul, na Turquia, entre os dias 2 e 7 de setembro: a World Sesame & Peanut Conference 2025 e a feira WorldFood Istanbul 2025.

Na conferência dedicada ao gergelim e ao amendoim, realizada de 5 a 7 de setembro, produtores, exportadores e compradores internacionais discutiram o cenário atual e as perspectivas do setor. A delegação brasileira foi composta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) e seus associados.

Hoje, o Brasil é o sétimo maior exportador mundial de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. Em 2024, as exportações brasileiras da semente somaram cerca de US$ 348 milhões, um crescimento de mais de 58% em valor na comparação com 2023, impulsionado pela demanda internacional. Durante os debates, foi destacada a importância da consolidação da cadeia produtiva nacional e a relevância da recente abertura do mercado chinês para o produto brasileiro, que altera a dinâmica de fornecimento no maior destino importador, 38,4% da produção mundial.

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Paralelamente, de 2 a 5 de setembro, o Brasil participou também da WorldFood Istanbul 2025, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas da região euro-asiática. No pavilhão organizado pelo Mapa em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, 19 empresas brasileiras apresentaram cafés, pimentas, castanhas, mel, doces, feijões, amendoim, chia, gergelim e açaí.

O espaço contou com a presença do embaixador do Brasil na Turquia, Ruy Amaral, e do adido agrícola, Diego Rodrigues, que atuou no apoio às empresas, facilitando o acesso ao evento e a aproximação com importadores locais.

Durante a feira, o Ibrafe promoveu, com apoio da ApexBrasil e do Mapa, um encontro entre exportadores e compradores turcos de pulses e gergelim, reunindo cerca de 50 participantes.

A participação brasileira nos dois eventos reforçou o compromisso do país em ampliar mercados, diversificar destinos e fortalecer sua imagem como fornecedor confiável de alimentos. A presença em feiras e conferências internacionais é considerada estratégica para aumentar a visibilidade do agronegócio nacional, aproximar produtores e importadores e abrir novas frentes para a pauta exportadora.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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