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Brasil leva alimentos e bebidas à THAIFEX HOREC Asia 2026 e amplia conexões comerciais no Sudeste Asiático

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O Brasil participou pelo segundo ano consecutivo da THAIFEX HOREC Asia 2026, realizada na última semana, em Bangkok, na Tailândia.

Em um ambiente voltado à prospecção de negócios e à geração de conexões comerciais no setor de hotéis, restaurantes e catering (HORECA), a feira reuniu cerca de 644 expositores de 35 países e atraiu mais de 20 mil visitantes de diversas partes do mundo.

No pavilhão brasileiro, organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), participaram representantes da Embaixada do Brasil na Tailândia e das empresas Mundolah, Sambazon, Sapiens Global, Selva Foods, Petruz Açaí, Tramontina e Vereno. Ao longo da feira, os estandes apresentaram ao público produtos como café, açaí, pão de queijo, vinho e cachaça, além de itens que refletem a diversidade da oferta brasileira para o segmento HORECA.

Vale destacar que a presença brasileira dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando o país estreou na feira com foco na diversificação da pauta exportadora e na promoção de produtos de maior valor agregado.

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Mais do que negócios, a participação brasileira na THAIFEX HOREC Asia 2026 evidenciou a capacidade do Brasil de inovar e conquistar novos espaços no cenário internacional.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país

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A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.

Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.

A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.

A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.

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O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.

A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.

Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.

No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.

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Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.

Fonte: Pensar Agro

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