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Agro

Brasil deve liderar crescimento nas exportações de frango em 2026, aponta Itaú BBA

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Produção e exportações seguem em ritmo de crescimento

O Brasil deve manter um desempenho positivo na produção e exportação de carne de frango em 2026, segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O avanço será impulsionado por custos de ração mais competitivos e pela expansão da demanda global por proteína animal.

Em dezembro, as exportações brasileiras somaram 496 mil toneladas, considerando produtos in natura e industrializados, volume 14% superior ao mesmo período de 2024. O bom resultado no fim do ano ajudou a compensar o desempenho mais fraco entre maio e agosto, período afetado por embargos temporários após a confirmação de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul.

Setor encerra 2025 com leve alta nas exportações

Apesar das restrições pontuais, o Brasil encerrou 2025 com exportações totais de 5,162 milhões de toneladas, um crescimento de 0,1% em relação ao ano anterior — resultado considerado positivo diante dos desafios enfrentados.

A receita total, porém, recuou 1,9%, somando US$ 9,6 bilhões no acumulado de 2025, reflexo da pressão nos preços internacionais e da variação cambial ao longo do ano.

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Brasil se destaca entre os maiores produtores globais

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), entre os três principais produtores de carne de frango do mundo, a China deverá apresentar o maior crescimento em 2026, com alta de 3,1%. O Brasil aparece logo em seguida, com 1,6%, à frente dos Estados Unidos, que devem crescer 1%.

No cenário das exportações, o país é o grande destaque: o USDA projeta um avanço de 5,5%, o equivalente a 250 mil toneladas adicionais, consolidando o Brasil como líder global na venda de carne de frango.

Cenário favorável com custos de ração mais baixos

O Itaú BBA estima que a produção brasileira cresça 2% em 2026, enquanto as exportações devem avançar 4%. Segundo o relatório, o setor continuará se beneficiando de custos de ração favoráveis, impulsionados pelo bom desempenho das safras de grãos, especialmente soja e milho.

A primeira safra de 2026 apresenta resultados positivos, e as projeções para a safrinha reforçam a expectativa de preços estáveis e competitivos para a alimentação animal — um dos principais componentes do custo de produção.

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Desafio continua sendo a biossegurança

Mesmo com o cenário otimista, especialistas alertam que o principal desafio do setor permanece no controle sanitário. O gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, destaca que a biossegurança é essencial para preservar a confiança dos mercados internacionais.

“Com as importações globais de carne de frango previstas para crescer, o cenário permanece favorável. O grande desafio é manter o controle sobre possíveis casos de gripe aviária, garantindo a continuidade das exportações brasileiras”, afirma Alves.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

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No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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