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Agro

Brasil caminha para safra recorde de algodão e amplia presença nas exportações globais

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Plantio avança e Brasil se aproxima de safra histórica de algodão

O Brasil se aproxima do encerramento do plantio da nova safra de algodão, com 97,4% da área já semeada até 12 de fevereiro de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão. Restam apenas áreas pontuais a serem implantadas na Bahia (4%), Minas Gerais (10%), Piauí (8%) e Mato Grosso (2%).

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o ritmo de plantio do algodão de segunda safra em Mato Grosso superou a média dos últimos cinco anos, mantendo-se dentro da janela ideal. Apesar disso, a área total cultivada deve cair 5,5%, totalizando 2,05 milhões de hectares em 2025/2026.

A Abrapa deve divulgar nova projeção de área e produção no próximo 9 de março de 2026, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Beneficiamento confirma safra recorde e produtividade em alta

Enquanto o novo ciclo avança no campo, o beneficiamento da safra 2024/2025 está praticamente concluído. Até meados de fevereiro, 99% do algodão colhido já havia passado pelas algodoeiras brasileiras, restando apenas pequenos volumes em Mato Grosso e na Bahia.

A Abrapa estima uma produção recorde de 4,25 milhões de toneladas de algodão, alta de 14,8% em relação ao ciclo anterior. O desempenho positivo reflete tanto o aumento da produtividade média — 316,8 arrobas de algodão em caroço por hectare, crescimento de 3,6% — quanto o avanço da eficiência das lavouras.

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A Companhia Nacional de Abastecimento também confirma esse cenário, projetando 4,076 milhões de toneladas de pluma, um aumento de 10% frente à safra 2023/2024.

Exportações de algodão seguem aquecidas e consolidam liderança da China

Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil exportou 1,722 milhão de toneladas de algodão, movimentando US$ 2,73 bilhões. A China manteve a liderança nas compras, com 480,4 mil toneladas, o equivalente a 28% do total embarcado.

Os maiores crescimentos foram registrados nas vendas para Índia e Turquia, com avanço de cerca de 80 mil toneladas cada. Por outro lado, o Vietnã reduziu significativamente suas importações, com queda de 154,8 mil toneladas, sendo o principal destaque negativo do período.

Para o ano comercial 2025/2026, a Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas, alta de 13% em relação à temporada anterior, consolidando o Brasil como um dos maiores fornecedores de algodão do mundo.

Altos estoques internos pressionam preços no mercado doméstico

Mesmo com o avanço das exportações, o aumento da produção eleva os estoques internos. A estimativa da Abrapa aponta 835 mil toneladas estocadas até julho de 2025, um salto de 65% sobre a safra anterior. Com isso, a relação estoque/uso deve subir de 14% para 21% até julho de 2026.

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Esse cenário tem refletido diretamente nos preços. Desde novembro de 2025, o Cepea registra valores próximos ao preço mínimo fixado pelo governo federal, de R$ 114,58 por arroba de pluma. Em Mato Grosso, os preços médios de janeiro de 2026 ficaram 5,7% abaixo desse patamar, pressionando a rentabilidade dos produtores.

Mercado internacional aponta maior oferta e pressiona cotações

O relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgado em 10 de fevereiro de 2026, indica aumento da oferta mundial de algodão na safra 2025/2026. A produção global deve atingir 26,10 milhões de toneladas, alta de 1,1% em relação à safra anterior.

Entre os principais produtores, China, Brasil e Índia devem registrar crescimento, enquanto Austrália, Turquia e Estados Unidos tendem à retração. O consumo global foi estimado em 25,85 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ciclo passado.

Com a oferta superando a demanda, os estoques mundiais devem alcançar 16,35 milhões de toneladas, aumento de 1,8% na comparação anual. Esse quadro reforça a tendência de pressão sobre os preços internacionais e demanda atenção redobrada de produtores e indústrias no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto

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A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.  

Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total. 

Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). 

Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). 

No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%). 

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CÁLCULO 

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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