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Educação

Brasil apresenta Pé-de-Meia em evento no Suriname

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O Ministério da Educação (MEC) apresentou o programa Pé-de-Meia durante a Conferência de Educação de Alto Nível “Investindo Hoje, Transformando o Amanhã”, realizada nos dias 8 e 9 de abril de 2026, em Paramaribo, no Suriname. A iniciativa foi destacada como exemplo de política pública voltada à permanência e à conclusão escolar de estudantes em situação de vulnerabilidade. 

A apresentação ocorreu durante um painel dedicado a discutir estratégias para ampliar o acesso à educação e fortalecer trajetórias completas de aprendizagem. Representando o Brasil, a diretora de Incentivos Estudantis para a Educação Básica do MEC, Marisa Costa, expôs os principais elementos do programa brasileiro, com foco em sua estrutura, funcionamento e resultados. 

“O talento está em todo lugar, mas é preciso ter oportunidade. E eu estou muito feliz por vir ao Suriname falar do Pé-de-Meia, que é um programa que tem dado oportunidade para que os mais de 4 milhões de alunos mais vulnerabilizados tenham sua trajetória escolar protegida no ensino médio, e possam abrir a janela para ver o mundo”, disse Costa.  

Durante o evento, o Pé-de-Meia foi apresentado como um modelo de incentivo financeiro direcionado, que vincula benefícios a marcos educacionais como matrícula, frequência, conclusão e participação em exames. Atualmente, o programa atende cerca de 5,6 milhões de estudantes em todo o país e já contribuiu para a redução de 43% na taxa de abandono escolar no ensino médio da rede pública. A política foi destacada como uma ferramenta capaz de apoiar estudantes de baixa renda, contribuindo para sua permanência na escola e para a melhoria dos resultados educacionais. 

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Além da explicação sobre o funcionamento do programa, também foram compartilhadas lições de implementação, com ênfase em aspectos como focalização do público, monitoramento e coordenação das ações. O caso brasileiro integrou o conjunto de experiências internacionais discutidas no evento, com o objetivo de subsidiar reflexões sobre possíveis adaptações ao contexto do Suriname. 

Conferência – A conferência reuniu cerca de 300 participantes, entre lideranças governamentais, especialistas, educadores, jovens e representantes de organizações internacionais. O evento foi organizado pelo governo do Suriname, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e teve como objetivo central discutir o papel do capital humano no desenvolvimento econômico e social do país. 

Ao longo dos dois dias, os debates abordaram temas como acesso à educação, permanência escolar, desenvolvimento de habilidades e aprendizagem ao longo da vida. Um dos focos principais foi a identificação de políticas e intervenções capazes de transformar crescimento econômico em resultados inclusivos e sustentáveis. 

Além dos incentivos financeiros, também foram discutidas iniciativas como programas de alimentação escolar e o fortalecimento de habilidades fundamentais, como alfabetização e numeracia. Essas estratégias foram apresentadas como essenciais para melhorar a frequência, a equidade e os resultados de aprendizagem. 

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O evento também buscou promover o alinhamento entre políticas educacionais e as prioridades econômicas do Suriname, que vive um momento de expansão fiscal impulsionado pelo crescimento dos setores de petróleo, gás e mineração. Nesse contexto, a educação foi destacada como elemento-chave para garantir o desenvolvimento de longo prazo e maior produtividade. 

Pé-de-Meia – Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de fomentar mais inclusão pela educação, estimulando a mobilidade social. Os estados, os municípios e o Distrito Federal prestam as informações necessárias à execução do incentivo, possibilitando seu acesso aos estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino.     

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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