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Agro

Brasil amplia área de cultivo e consolida liderança global nas exportações de algodão

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O algodão brasileiro reforça sua posição de destaque no mercado internacional, sustentado pelo avanço da área cultivada e pela crescente eficiência produtiva. Segundo levantamento da Rizobacter do Brasil, o setor mantém ritmo de expansão mesmo diante das incertezas econômicas globais, apoiado em práticas tecnificadas e sustentáveis que fortalecem a competitividade do país.

Expansão da área cultivada reflete confiança do produtor

As estimativas mais recentes apontam para um crescimento de 2,5% na área destinada ao cultivo do algodão, demonstrando otimismo entre os produtores e a consolidação da cultura como uma das mais rentáveis do agronegócio brasileiro.

Enquanto o Mato Grosso, principal estado produtor, se encontra em período de entressafra, outras regiões já avançam com o calendário agrícola. Em São Paulo, por exemplo, a safra teve início em outubro, o que contribui para garantir a regularidade da oferta nacional e o abastecimento das indústrias têxteis.

Brasil mantém liderança nas exportações de algodão

No cenário internacional, o Brasil segue como o maior exportador mundial de algodão em pluma, consolidando sua reputação pela qualidade e rastreabilidade da fibra. Esse desempenho é resultado direto do uso intensivo de tecnologia no campo, aliado à adoção de práticas sustentáveis que atendem às exigências dos mercados mais competitivos do mundo.

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Os estados de Mato Grosso e Bahia continuam como os grandes protagonistas do setor, concentrando a maior parte da produção nacional e elevando o padrão de qualidade do algodão brasileiro, reconhecido por sua pureza e resistência.

Perspectivas positivas para o comércio exterior

Mesmo com um cenário internacional marcado pela volatilidade econômica e pela instabilidade dos preços das commodities, as expectativas para o algodão brasileiro permanecem otimistas. As projeções indicam que o país poderá superar a marca de 3 milhões de toneladas de pluma exportadas neste ciclo, mantendo-se entre os principais fornecedores globais.

Segundo a Rizobacter do Brasil, a continuidade desse crescimento está associada à inovação tecnológica no manejo da cultura. A empresa reforça seu compromisso com a cotonicultura, oferecendo soluções que aumentam o potencial produtivo das lavouras, desde o tratamento de sementes até a colheita, promovendo maior eficiência e rentabilidade para o produtor.

Setor se fortalece com tecnologia e sustentabilidade

A modernização das práticas agrícolas e o investimento em tecnologias de precisão têm garantido ganhos expressivos de produtividade e qualidade. Além disso, a sustentabilidade vem se consolidando como diferencial competitivo do algodão brasileiro, abrindo novas oportunidades comerciais e reforçando a imagem do país como líder responsável no mercado mundial de fibras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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