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Agro

Bradesco prevê avanço de até 20% na carteira de crédito rural em 2026, impulsionado por renovações e juros

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Projeção otimista para o crédito agro em 2026

O Bradesco estima que sua carteira de crédito voltada ao agronegócio cresça entre 15% e 20% em 2026, resultado impulsionado principalmente pela renovação das operações atuais e pela reposição natural do portfólio.

A previsão foi apresentada pelo diretor de Agronegócios do banco, Roberto França, durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR).

Segundo o executivo, o crescimento orgânico pode alcançar cerca de 15% apenas com a renovação dos contratos existentes.

“Se eu renovar todas as operações dos nossos clientes, terei o portfólio atual somado ao aumento das taxas de juros. Isso representa um crescimento orgânico de quase 15% só com renovações”, afirmou França.

Cenário de juros altos impõe desafios ao crédito rural

Apesar da perspectiva positiva, o diretor destacou que o custo do crédito ainda é o principal desafio para o produtor rural.

“A taxa Selic elevada aumenta o custo financeiro, muitas vezes acima da rentabilidade do caixa livre do produtor”, explicou.

Esse cenário de juros altos tem levado o banco a adotar estratégias mais cautelosas na concessão de novos financiamentos, buscando equilibrar o crescimento da carteira com a saúde financeira dos clientes.

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Endividamento controlado entre produtores

Atualmente, cerca de 90% dos clientes rurais do Bradesco mantêm suas obrigações financeiras em dia, enquanto 10% apresentam algum nível de endividamento que requer acompanhamento mais próximo.

França lembrou que o endividamento do produtor não se limita a uma única instituição financeira:

“Normalmente, o produtor rural tem crédito em mais de um banco. O endividamento total é a soma de todos os compromissos assumidos em diferentes instituições.”

Renegociação é alternativa para casos críticos

Dentro do grupo de produtores com maior dificuldade, o Bradesco observa que metade consegue reequilibrar as finanças por meio de renegociações.

Entretanto, aproximadamente 5% dos casos são considerados mais graves, exigindo medidas diferenciadas.

“Quando o cliente demonstra vontade de negociar, o banco flexibiliza as condições e busca soluções personalizadas”, destacou França.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado de bioinsumos no Brasil cresce 21% ao ano e alcança R$ 5 bilhões, impulsionado por inovação e sustentabilidade no agronegócio

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O mercado de bioinsumos no Brasil vem registrando expansão acelerada e já se consolida como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio. Na safra 2023/2024, o setor movimentou aproximadamente R$ 5 bilhões, com crescimento médio anual de 21% nos últimos três anos — índice quatro vezes superior à média global, segundo dados da CropLife Brasil.

A projeção é de que o mercado brasileiro alcance R$ 9 bilhões até 2030, enquanto o volume global pode chegar a US$ 30 bilhões no mesmo período, reforçando o protagonismo do Brasil na adoção de soluções biológicas aplicadas à produção agrícola.

Bioinsumos ganham espaço como alternativa estratégica no campo

O avanço dos bioinsumos — que incluem biofertilizantes, bioinseticidas, biofungicidas e inoculantes — está diretamente ligado à busca por sistemas produtivos mais eficientes, sustentáveis e menos dependentes de insumos importados.

De acordo com a ABCBio, o segmento de biocontrole cresce 5,3 vezes mais rápido que o mercado de defensivos químicos, evidenciando uma mudança estrutural no modelo de manejo agrícola.

A combinação entre biológicos e fertilizantes tradicionais tem permitido ao produtor manter níveis elevados de produtividade, ao mesmo tempo em que reduz custos operacionais e impactos ambientais.

Dependência externa impulsiona adoção de soluções biológicas

Segundo especialistas do setor, a ampliação do uso de bioinsumos também está relacionada à necessidade de reduzir a dependência de insumos importados e de maior exposição às oscilações do mercado internacional.

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Para Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, o movimento representa uma mudança estratégica para o agro brasileiro.

“Dependemos de insumos, defensivos e moléculas químicas que vêm do exterior, o que nos torna vulneráveis a oscilações geopolíticas. Os bioinsumos mudam esse cenário: são produzidos no país e fortalecem a resiliência da agricultura frente a crises globais”, afirma.

A GIROAgro tem investido no desenvolvimento de soluções que integram fertilizantes e biológicos, apostando na sinergia entre tecnologias para maior eficiência agronômica.

Tecnologia e drones ampliam escala de aplicação no campo

A incorporação de tecnologias como drones agrícolas tem acelerado a adoção de bioinsumos no Brasil. A aplicação aérea permite maior precisão, redução de perdas e ganho de escala, tornando o uso de biológicos viável até em áreas extensas.

Esse avanço tecnológico contribui para democratizar o acesso a soluções antes restritas a grandes propriedades, ampliando o potencial de adoção em diferentes perfis de produtores.

Integração entre biológicos e fertilizantes ganha protagonismo

Embora ainda exista no setor uma divisão conceitual entre biológicos e fertilizantes, empresas vêm adotando uma abordagem integrada, desenvolvendo soluções compatíveis entre as duas frentes.

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A estratégia busca unir eficiência agronômica, facilidade de aplicação e estabilidade de resultados, atendendo a um produtor cada vez mais exigente e orientado por produtividade e sustentabilidade.

Marco regulatório impulsiona inovação no setor

A aprovação da Lei de Bioinsumos em 2024 representa um marco importante para o segmento, ao reduzir burocracias e estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O novo ambiente regulatório fortalece a cadeia produtiva e cria condições mais favoráveis para a expansão do mercado no Brasil, alinhando o país às tendências globais de agricultura sustentável.

Projeções indicam crescimento contínuo até 2030

De acordo com a ANPII Bio, o mercado brasileiro de bioinsumos deve crescer cerca de 60% até 2030, superando R$ 9 bilhões em faturamento.

Já a consultoria DunhamTrimmer estima que o mercado global alcance US$ 30 bilhões até o fim da década, com o Brasil respondendo por mais de 20% do crescimento no segmento de biocontrole.

Com expansão acelerada, avanço tecnológico e integração entre soluções, o setor de bioinsumos consolida sua posição como um dos pilares da agricultura moderna no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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