Connect with us


Paraná

Bombeiros orientam como prevenir e o que fazer em caso de queimaduras por água-viva

Publicado em

O verão chegou e quem vai aproveitar o calor para se refrescar nas praias do Litoral deve estar atento para se prevenir de acidentes no mar e tirar o melhor proveito de suas férias. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta para uma ocorrência muito comum entre os banhistas, a queimadura por água-viva — termo usado popularmente para designar tanto as águas-vivas quanto as caravelas. Embora diferentes, ambas possuem tentáculos que liberam toxinas capazes de causar dor intensa e lesões na pele.

A presença desses animais não segue um padrão específico. Águas-vivas podem aparecer por movimentos migratórios e desequilíbrios ecológicos, enquanto as caravelas geralmente chegam à faixa de areia empurradas pelos ventos fortes. “Dias com vento intenso costumam trazer mais caravelas para a orla”, ressalta a capitã Tamires Silva Pereira.

Um alerta para a concentração maior desses animais é quando tentáculos e exemplares inteiros são facilmente vistos no raso e na faixa de areia, sinalizando que o banhista deve evitar o mar. Para diferenciar: a caravela tem formato semelhante a uma bexiga azul-arroxeada, que flutua na superfície; já a água-viva parece um sino transparente, quase invisível.

A dor intensa das queimaduras ocorre porque o contato com os tentáculos libera uma toxina de ação digestiva. “É uma queimadura química. A toxina é produzida para neutralizar e digerir presas, e quando entra em contato com a pele, reage imediatamente, causando ardor forte”, explica a capitã.

Leia mais:  Com apoio do Estado, Circuito Caminhos do Paraná leva motorhomes para 80 cidades

PRIMEIROS CUIDADOS – Ao sofrer queimadura, a orientação é sair imediatamente da água e procurar um posto de guarda-vidas, onde há vinagre disponível para aplicar no local afetado. “O vinagre é um ácido que neutraliza a toxina destes animais. Deve ser aplicado diretamente no local, com frasco ou borrifador, e depois a área deve ser lavada com água do mar”, afirma a bombeira. Ela reforça que o banhista deve buscar abrigo do sol e aguardar a evolução do quadro.

Casos mais críticos ocorrem quando há grande extensão de queimaduras, principalmente no tórax, pescoço e áreas próximas às vias aéreas. Crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias exigem atenção especial.

Práticas populares e muito difundidas podem agravar a lesão. A capitã faz um alerta importante: “Água doce não deve ser usada porque rompe as cápsulas da toxina, aumentando a área de contato. Gelo, álcool e urina também não são indicados”, afirma.

ATENDIMENTO MÉDICO – O banhista deve procurar a equipe dos guarda-vidas ou atendimento médico se houver febre, dificuldade para respirar, dor intensa que não diminui com o tempo, ou sinais de reação alérgica grave.

De acordo com a capitã, temporadas recentes registraram períodos pontuais de aumento de casos (às vezes por 15 a 20 dias) mas não há padrão fixo de uma temporada para outra.

Leia mais:  Estado investe R$ 211 milhões em pavimentações, aeroporto e escolas de União da Vitória

COMO PREVENIR – Os guarda-vidas reforçam orientações ao público nos postos do Litoral quando há maior presença desses animais, assim como nas redes sociais do Corpo de Bombeiros. Ao entrar no mar, a melhor forma de prevenção é reduzir a área de pele exposta. “O uso de camisetas e bermudas em elastano, que são apropriadas para atividades aquáticas e possuem elasticidade, é uma ótima alternativa. Elas protegem principalmente regiões sensíveis como pescoço, tórax e virilha”, reforça a capitã Tamires.

RECOMENDAÇÕES DO CORPO DE BOMBEIROS:

  •  Observe a faixa de areia: se houver animais ou tentáculos, evite entrar no mar.
  •  Use camisetas e bermudas em elastano, próprias para atividades aquáticas, para reduzir a área de contato, especialmente em crianças e idosos.
  •  Em caso de queimadura, saia da água e procure um posto de guarda-vidas.
  •  Aplique vinagre diretamente na lesão e lave com água do mar.
  •  Nunca use água doce, gelo, álcool ou urina.
  •  Procure ajuda médica se surgirem febre, confusão mental, dificuldade respiratória ou dor intensa persistente.
  •  Em situações de emergência, acione o telefone 193.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público denuncia por cárcere privado e violência psicológica homem que manteve mulher confinada na própria casa em Colombo

Published

on

O Ministério Público do Paraná denunciou pelo crime de cárcere privado e violência psicológica um homem investigado por manter a mulher com quem convivia confinada, por cerca de um ano, em sua própria residência, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. A vítima, que tem um filho ainda criança, foi resgatada na última sexta-feira, 7 de agosto, após conseguir enviar um e-mail pedindo ajuda a um serviço da Secretaria da Mulher do Município. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 11 de agosto, pela 3ª Promotoria de Justiça de Colombo.

De acordo com o apurado, o denunciado controlava e restringia a liberdade da mulher, mantendo as grades e janelas da residência fechadas e a porta trancada por fora nas ocasiões em que estava ausente, somente permitindo que ela deixasse o imóvel mediante sua autorização. Ele ainda instalou um sistema de monitoramento por câmeras na residência para vigiá-la, além de controlar o uso de telefone celular, o acesso telefônico e às redes sociais, condições que a impediam de manter contato com amigos ou familiares e dificultavam qualquer tentativa de pedido de ajuda.

Leia mais:  Estado promove capacitação sobre Inteligência Artificial aplicada à gestão pública

Agressões – Durante o período em que manteve a então convivente em cárcere privado, o homem também fez uso de violência física, dentre outras condutas. Com a prática dos atos, o acusado causou grave dano emocional à vítima, prejudicando sua saúde psicológica.

Preso em flagrante na última sexta-feira (7), ele teve a prisão convertida em preventiva, a pedido do Ministério Público do Paraná, que também requereu a aplicação de medidas protetivas de urgência em favor da mulher e da criança. Além da condenação às penas previstas na legislação, o Ministério Público requer, com o oferecimento da denúncia, a fixação da obrigação de pagamento de valor mínimo a título de reparação pelos danos morais causados à vítima.

Processo 0008078-67.2026.8.16.0028 (sob sigilo)

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262