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Paraná

Bombeiros alertam para o início da ‘temporada de incêndios’ no Paraná

Publicado em

Rodolfo Luis Kowalski

Encerrada a estação de chuvas, o Corpo de Bombeiros alerta para o início da temporada de incêndios no Paraná. É que o clima agora costuma começar a ficar mais seco e com ventos mais fortes, o que facilita a ocorrência de incêndios (principalmente os ambientais) e também a sua propagação.

Segundo o Sistema Digital de Dados Operacionais do Corpo de Bombeiros do Parnaá (SYSBM-CCB), a cada dia é registrado no estado a ocorrência de 45 incêndios — ou um incêndio a cada 32 minutos, em média. Entre janeiro de 2015 e junho deste ano (até ontem), foram 72.555 registros desse tipo no Paraná.

Os meses de julho, agosto e setembro são os que concentram o maior número de ocorrências, sendo que 40,5% dos episódios de incêndio são registrados justamente nesses três meses do ano.

De acordo com os bombeiros, os incêndios ambientais podem ser causados por fatores da natureza (incidência de raios e combustão espontânea) ou pela ação do homem (queimadas para limpeza de terrenos destidas ao plantio, fogueiras para acampamento, incêndios criminosos ou simplesmente pelo descuido de jogar uma bituca de cigarro em local inapropriado). O sistema de Previsão de Risco de Fogo, inclusive, aponta que há risco de incêndios ambientais em aproximadamente 60% de todo o território paranaense – e isso considerando os alertas de nível crítico.

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Por isso, os bombeiros alertam e orientam a população sobre os cuidados necessários para esse período de clima mais seco e ventos fortes, com o objetivo de prevenir a ocorrência de incêndios — no último sábado, inclusive, o morro do Capivari Mirim foi atingido por um incêndio que durou cerca de 24 horas e consumiu aproximadamente 5 mil metros quadrados de mata nativa.

Dentre as medidas listadas pela corporação estão a recomendação para não utilizar queimadas para a limpeza de terrenos baldios; não jogar lixo em terrenos baldios; não jogar bitucas de cigarro na beira das estradas ou jogar em lugar inapropriado durante passeios em meio amata; e não fazer fogueiras durante caminhadas ou acampamentos.

Inversão térmica afeta a saúde
A sequência de dias sem chuva, comum no outono/inverno no Paraná, traz alguns transtornos à população e ao meio ambiente. Quem sofre com doenças respiratórias, por exemplo, observa uma piora significativa, pois a poeira/poluentes fica mais concentrada no ar que respiramos. Esta situação ocorre devido ao fenômeno chamado de inversão térmica, quando o ar próximo a superfície é mais frio (portanto mais pesado) do que o situado logo acima. Esta condição ocorre normalmente durante a madrugada/manhã. Outro problema mais frequente nesta época são os incêndios florestais.

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Paraná

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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