Agro
Bolsas globais operam com volatilidade em dia de decisões de juros e tensões geopolíticas
Os mercados financeiros globais operam sob forte influência de decisões de política monetária e tensões geopolíticas nesta quarta-feira (18/03/2026). Investidores acompanham a chamada “Superquarta”, com anúncios de juros nos Estados Unidos e no Brasil, além dos desdobramentos no Oriente Médio e seus impactos sobre commodities e inflação.
Wall Street fecha em alta com foco no Fed e cenário geopolítico
Nos Estados Unidos, os principais índices de Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq encerraram o último pregão em alta, refletindo a cautela dos investidores diante do impasse no Estreito de Ormuz e a expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve.
O Dow Jones avançou 0,10%, o S&P 500 subiu 0,25% e o Nasdaq teve alta de 0,47%. O mercado aguarda sinais sobre os próximos passos da política monetária, especialmente em relação à inflação e aos impactos do cenário internacional.
Ásia reage com volatilidade e impulso do setor de tecnologia
As bolsas asiáticas apresentaram movimentos mistos, com destaque para a recuperação puxada pelo setor de tecnologia e inteligência artificial.
Na Shanghai Composite, o índice subiu 0,32%, enquanto o CSI300 avançou 0,45%. Em Hang Seng, a alta foi de 0,61%, impulsionada principalmente por empresas de tecnologia.
O destaque ficou para a Alibaba Group, que registrou valorização de 2,3% após anunciar reajuste nos preços de serviços ligados à inteligência artificial e armazenamento em nuvem.
Outros mercados da região também registraram ganhos expressivos:
- Nikkei 225 (Tóquio): +2,87%
- KOSPI (Seul): +5,04%
- TAIEX (Taiwan): +1,51%
- Straits Times (Singapura): +1,34%
- S&P/ASX 200 (Sydney): +0,31%
O avanço reflete o otimismo com tecnologia, apesar das incertezas globais e da expectativa pelas decisões do Fed.
Ibovespa oscila e acompanha cenário externo e decisões de juros
No Brasil, o Ibovespa opera próximo da estabilidade, tentando sustentar o patamar dos 180 mil pontos em meio à volatilidade internacional.
O mercado local acompanha de perto as decisões do Comitê de Política Monetária e do Federal Reserve. A expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, embora parte dos agentes financeiros não descarte manutenção.
Na véspera, o índice fechou com leve alta de 0,30%, enquanto os contratos futuros apresentavam oscilações moderadas no início do pregão.
Dólar, commodities e fluxo estrangeiro no radar
O dólar opera abaixo de R$ 5,20, após recuar no pregão anterior, refletindo o fluxo externo e a cautela dos investidores antes das decisões monetárias.
No mercado de commodities, o minério de ferro registra queda, pressionado pelo aumento dos custos de frete, enquanto o petróleo segue sendo monitorado diante das tensões no Oriente Médio.
Outro destaque é o aumento da participação estrangeira na bolsa brasileira. A B3 registrou crescimento de 50% no volume médio diário negociado em fevereiro, impulsionado por investidores internacionais.
Destaques corporativos e agenda econômica
Entre as empresas, as ações da Embraer seguem no radar, sustentadas por fundamentos positivos e expectativas de desempenho.
No setor de varejo, os papéis registraram alta recente, mas o movimento ocorre com cautela diante da sensibilidade do segmento às taxas de juros.
Na agenda econômica, também chama atenção o início do prazo para a declaração do Imposto de Renda 2026, previsto para a próxima segunda-feira (23), além de acordos internacionais envolvendo minerais críticos entre Brasil e Estados Unidos.
Cenário exige cautela e reforça atenção a riscos globais
O ambiente atual reforça a necessidade de cautela por parte dos investidores. A combinação de decisões de política monetária, tensões geopolíticas e mudanças nos fluxos globais de capital mantém os mercados sensíveis a novos desdobramentos.
A tendência é de continuidade da volatilidade no curto prazo, com os mercados reagindo rapidamente a sinais dos bancos centrais e ao avanço ou agravamento dos conflitos internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Milho safrinha no Paraná enfrenta desafios climáticos, mas mantém potencial para produção recorde
O início da colheita do milho safrinha no Paraná tem sido marcado por desafios climáticos e pela necessidade de monitoramento constante das lavouras. Apesar das adversidades registradas ao longo do ciclo, a expectativa segue positiva para a produção estadual, que pode alcançar 17,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral).
O Paraná registra nesta temporada uma área histórica destinada ao milho de segunda safra, com aproximadamente 2,9 milhões de hectares cultivados. De acordo com o boletim mais recente do Deral, cerca de 14 mil hectares já foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total plantada.
Desenvolvimento das primeiras lavouras ficou abaixo do esperado
As áreas semeadas logo na abertura da janela de plantio foram as mais impactadas pelas condições adversas enfrentadas durante o estabelecimento da cultura. Problemas climáticos e a elevada incidência de pragas, especialmente pulgões, afetaram o desenvolvimento inicial das plantas em algumas regiões produtoras.
Segundo especialistas do setor, as primeiras produtividades observadas estão ligeiramente abaixo da média esperada em determinadas áreas. No entanto, até o momento, não há registros de perdas significativas que comprometam o potencial produtivo estadual.
A tendência é de recuperação gradual nas lavouras que ainda se encontram em desenvolvimento, favorecidas pela melhora das condições climáticas observada nas últimas semanas.
Atualmente, mais de 24% da área cultivada no estado já se encontra em fase final de maturação, enquanto o restante das lavouras segue em etapas de enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo.
Chuvas e possível influência do El Niño preocupam produtores
O principal fator de atenção neste momento é o comportamento do clima durante a reta final da safra. O registro frequente de chuvas em diversas regiões produtoras acendeu o alerta para possíveis impactos na qualidade dos grãos e na operação de colheita.
Além disso, a consolidação do fenômeno El Niño pode reduzir os níveis de luminosidade necessários para o pleno desenvolvimento das lavouras, aumentando os riscos de perdas qualitativas e exigindo maior agilidade dos produtores para aproveitar as janelas de tempo firme.
Diante desse cenário, o acompanhamento técnico das áreas tem sido intensificado, especialmente nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste do Paraná, consideradas os principais polos produtores de milho safrinha do estado.
Tecnologia ajuda a preservar a produtividade
Mesmo diante das oscilações climáticas, especialistas destacam que o elevado nível tecnológico empregado pelos produtores paranaenses tem sido fundamental para preservar o potencial produtivo das lavouras.
O uso de híbridos de alto desempenho, aliado ao manejo fitossanitário adequado e ao acompanhamento técnico constante, tem contribuído para reduzir os impactos provocados por pragas e estresses climáticos.
Segundo o diretor de Agronomia da divisão de sementes da Syngenta, Fabricio Passini, os investimentos realizados pelos agricultores em genética e manejo já começam a apresentar resultados positivos, mesmo em uma safra marcada por desafios.
De acordo com ele, produtores que adotaram tecnologias mais avançadas conseguiram proteger melhor o potencial produtivo das lavouras e minimizar os efeitos das condições adversas registradas no início do ciclo.
Circuito técnico acompanha situação das lavouras
A evolução da safra também vem sendo acompanhada por equipes técnicas que percorrem as principais regiões agrícolas do país. No Paraná, o roteiro teve início na região de Maringá e seguiu para o Oeste e Sudoeste do estado, reunindo especialistas, franqueados e produtores ligados às marcas NK e Nidera.
Após passar pelo Mato Grosso e pelo Paraná, o circuito técnico continuará nas próximas semanas por importantes estados produtores, incluindo Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com foco na avaliação do desempenho das lavouras e das perspectivas para a colheita.
Apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo, o Paraná mantém perspectivas favoráveis para a segunda safra de milho, reforçando sua posição entre os maiores produtores do cereal no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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