Connect with us


Agro

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março

Publicado em

A balança comercial brasileira manteve saldo positivo na segunda semana de março de 2026, com superávit de US$ 2,2 bilhões, refletindo o desempenho das exportações frente às importações no período.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e indicam continuidade do resultado positivo no acumulado do mês e do ano.

Superávit semanal é puxado por exportações

Na segunda semana de março, o Brasil registrou:

  • Exportações: US$ 7,5 bilhões
  • Importações: US$ 5,3 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 12,8 bilhões

O saldo positivo de US$ 2,2 bilhões reforça o bom desempenho do comércio exterior brasileiro, mesmo em um cenário de leve desaceleração frente ao ano anterior.

Saldo comercial no mês chega a US$ 3,9 bilhões

No acumulado de março até a segunda semana, os números seguem positivos:

  • Exportações: US$ 14,7 bilhões
  • Importações: US$ 10,8 bilhões
  • Superávit: US$ 3,9 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 25,5 bilhões

Já no acumulado de 2026, o Brasil registra:

  • Exportações: US$ 65,6 bilhões
  • Importações: US$ 53,7 bilhões
  • Superávit: US$ 11,9 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 119,4 bilhões
Leia mais:  Mercados Globais Sob Tensão Geopolítica e Dados Econômicos; Ibovespa e Bolsas Mundiais Reagem
Exportações e importações recuam na média diária

Na comparação com março de 2025, houve leve retração tanto nas exportações quanto nas importações.

A média diária de exportações até a segunda semana de março de 2026 ficou em US$ 1,471 bilhão, queda de 2,7% frente ao mesmo período do ano passado.

Já as importações tiveram média diária de US$ 1,083 bilhão, recuo de 1,9% na mesma base de comparação.

Com isso, a corrente de comércio média diária somou US$ 2,554 bilhões, com queda de 2,4% em relação a março de 2025.

Indústria extrativa impulsiona exportações

O desempenho das exportações por setor mostrou resultados distintos no período.

Na média diária até a segunda semana de março:

  • Indústria extrativa: alta de 19,2% (+US$ 54,55 milhões)
  • Agropecuária: queda de 9,8% (-US$ 42,2 milhões)
  • Indústria de transformação: recuo de 7,0% (-US$ 55,18 milhões)

O crescimento da indústria extrativa foi o principal responsável por sustentar o desempenho geral das exportações.

Importações recuam com destaque para agropecuária

No lado das importações, o comportamento também foi heterogêneo entre os setores.

Leia mais:  Farm Show consolida-se como uma das principais vitrines do agronegócio

Na média diária:

  • Indústria extrativa: alta de 17,1% (+US$ 8,5 milhões)
  • Agropecuária: queda de 21,3% (-US$ 6,44 milhões)
  • Indústria de transformação: recuo de 2,2% (-US$ 22,38 milhões)

A redução nas compras externas de produtos agropecuários foi o principal destaque negativo.

Perspectiva mantém viés positivo para o comércio exterior

Mesmo com a leve queda nas médias diárias em relação ao ano passado, o Brasil segue registrando superávits consistentes na balança comercial em 2026.

O desempenho da indústria extrativa e o controle das importações têm contribuído para manter o saldo positivo, indicando um cenário ainda favorável para o comércio exterior no curto prazo.

Balança Comercial Preliminar 2° Semana de Março/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações

Published

on

O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.

Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.

“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.

Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor

A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.

Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.

Leia mais:  Garrotilho segue como desafio sanitário e impacta desempenho de equinos no Brasil

Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.

Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado

Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.

Os preços registrados foram:

  • Peito congelado: R$ 8,80/kg;
  • Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
  • Asa congelada: R$ 11,00/kg.

No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:

  • Peito: R$ 9,00/kg;
  • Coxa: R$ 7,20/kg;
  • Asa: R$ 11,30/kg.

O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.

  • No atacado:
    • Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
    • Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
    • Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
  • Na distribuição:
    • Peito: R$ 9,10/kg;
    • Coxa: R$ 7,30/kg;
    • Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste

Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.

Os preços registrados foram:

  • São Paulo: R$ 5,20/kg;
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
  • Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
  • Goiás: R$ 5,40/kg;
  • Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
  • Distrito Federal: R$ 5,30/kg.

O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.

Leia mais:  Representantes do Mapa cumprem agenda de trabalho na Expointer

As principais altas ocorreram em:

  • Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
  • Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
  • Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita

O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.

O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.

Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:

  • Crescimento de 35,2% na receita média diária;
  • Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
  • Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.

O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262