Agro
Bahia deve ampliar produção agrícola em 2026 com crescimento em 16 culturas, aponta IBGE
A agricultura da Bahia deve continuar em crescimento em 2026, segundo projeções da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). O estado, que já se destaca como um dos principais polos produtivos do Nordeste, deve colher resultados positivos graças à diversificação das lavouras, fator que impulsiona o desempenho do campo e fortalece o agronegócio regional.
De acordo com o primeiro prognóstico do IBGE, o estado deve registrar avanço em 16 das 26 culturas analisadas, com destaque para o algodão, o café arábica e o feijão da primeira safra — cadeias consideradas estratégicas para a economia baiana.
Políticas públicas e tecnologia impulsionam produtividade
O secretário estadual Pablo Barrozo destacou que o comportamento diversificado das culturas é resultado direto das políticas estaduais de manejo, irrigação e assistência técnica promovidas pela Seagri.
“A pasta acompanha de perto o desempenho das lavouras e mantém diálogo constante com produtores e entidades do setor, buscando ampliar a produtividade e mitigar os efeitos de oscilações climáticas e de mercado”, afirmou Barrozo.
O uso crescente de tecnologia agrícola e o fortalecimento de parcerias público-privadas têm contribuído para aumentar a eficiência produtiva e reduzir riscos associados às variações de clima e preços.
Safra de 2025 será histórica para o estado
Enquanto 2026 se desenha com perspectivas favoráveis, a safra de 2025 deve consolidar um recorde histórico de produção. Segundo o IBGE, a Bahia deve alcançar 12,84 milhões de toneladas de grãos, representando um crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior.
Esse desempenho reforça o protagonismo do agronegócio baiano no cenário nacional, especialmente no Cerrado baiano, que segue como uma das regiões mais produtivas e tecnificadas do país.
Café e feijão puxam crescimento das culturas em 2026
Entre os produtos com maior projeção de crescimento para 2026, o café arábica se destaca com alta estimada acima de 40%, impulsionada por investimentos em renovação de lavouras e melhoria genética.
O feijão da primeira safra também deve apresentar desempenho expressivo, com elevação de 23,5%, resultado do avanço no uso de sementes adaptadas ao clima semiárido e da ampliação da área irrigada em regiões produtoras.
Esses avanços reforçam o papel das culturas tradicionais na sustentação da economia agrícola baiana e na geração de renda para pequenos e médios produtores.
Soja e milho devem recuar, mas algodão sustenta bons resultados
Apesar das projeções positivas, o conjunto dos grãos deve registrar leve retração de 4% em 2026, impactado pelo desempenho mais contido da soja e do milho, que respondem pela maior parte da produção estadual.
Por outro lado, o algodão mantém tendência de crescimento e deve avançar 6,5%, consolidando a Bahia como o segundo maior produtor do país, responsável por mais de 20% da produção nacional prevista para o próximo ano.
Projeções podem mudar com o clima e ritmo do plantio
As estimativas integram o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado mensalmente pelo IBGE, e podem sofrer ajustes ao longo de 2025, conforme as condições climáticas e o andamento do plantio.
Ainda assim, o cenário geral é de otimismo para o campo baiano, que segue firme em sua estratégia de diversificação, inovação e sustentabilidade — pilares que sustentam o crescimento contínuo da agricultura no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta quinta-feira (4), missão oficial em Honduras com avanços na agenda de cooperação bilateral em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, desenvolvimento rural e segurança alimentar. A programação também resultou em encaminhamentos voltados ao fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.
A missão foi liderada pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e contou com a participação da embaixadora do Brasil em Honduras, Andrea Watson; da adida agrícola Priscila Rech; da chefe de gabinete da Secretaria-Executiva, Erika Ferraz; e do representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Cristian Fischer.
A programação teve início com reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária de Honduras, Moisés Molina. Durante o encontro, as autoridades discutiram oportunidades de atuação conjunta em áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor agropecuário, incluindo planejamento agrícola, inovação tecnológica, melhoramento genético e transferência de conhecimento.
A delegação brasileira também se reuniu com representantes da Dirección de Ciencia y Tecnología Agropecuaria (Dicta), principal instituição de pesquisa agropecuária hondurenha. Na ocasião, foram debatidas ações voltadas ao fortalecimento institucional, à formação de recursos humanos e à modernização dos sistemas de inovação. As discussões evidenciaram oportunidades de intercâmbio em áreas como pesquisa agropecuária, assistência técnica, sanidade animal e vegetal e adaptação às mudanças climáticas, com potencial contribuição de instituições brasileiras como a Embrapa e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No campo comercial, a missão também avançou em tratativas relacionadas a produtos de interesse bilateral, com destaque para farinhas de origem animal, carne de aves e carne suína. Os temas integram a agenda de ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e Honduras.
O encerramento da missão ocorreu na Presidência da República de Honduras, em reunião que reafirmou o interesse dos dois governos em aprofundar o diálogo técnico e institucional. O encontro destacou a convergência de prioridades em temas como segurança alimentar, inovação, desenvolvimento rural e modernização da agricultura.
A missão contou com o apoio do IICA, parceiro estratégico na articulação institucional e na identificação de oportunidades de trabalho conjunto. Os resultados da agenda reforçam o compromisso do Brasil com a promoção do desenvolvimento agropecuário sustentável e com o fortalecimento das relações com os países da América Central.
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