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Autor anônimo assume residência artística do Museu Casa Alfredo Andersen

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A Academia Alfredo Andersen, espaço anexo do Museu Casa Alfredo Andersen, recebe até 31 de outubro, em residência artística, o projeto “Artistanonimo SA”, uma proposta inusitada em que um artista de identidade oculta estabelece no ateliê da Academia uma espécie de empresa de arte.

Sob o comando do líder anônimo, “V” e “H” – codinomes que preservam as identidades dos dois funcionários igualmente alheios à identidade do artista – criarão ao longo do mês de outubro obras de arte e outros produtos visuais utilizando materiais de escritório, como clipes, sulfites e canetas esferográficas, seguindo as diretrizes fornecidas pelo chefe misterioso.

Essa residência incorpora elementos de estrutura empresarial na produção artística. Os funcionários executam suas tarefas cotidianas sob a orientação do artista anônimo, com horários regulares e registros de ponto, assim como uma empresa tradicional. Os produtos gerados durante essa residência são peças de arte concebidas a partir de materiais de escritório, agregando um viés comercial à prática artística.

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O projeto engloba várias questões da arte, desde a produção até a circulação. “Vamos desenvolver trabalhos aqui na residência, como desenhos, pinturas e colagens, além de materiais itinerantes, como cartazes nas ruas, cartas e e-mails, abordando o trabalho artístico de forma ampla”, diz o ‘colaborador’ H sobre a extensão comunitária da sua produção.

A rotina de trabalho e demais atribuições são ditadas aos funcionários de forma desconhecida. “V” conta que o foco é reconhecer um autor anônimo que representa a comunidade artística. “Isso faz parte da concepção como empresa”.

Para o diretor do Museu, Luiz Gustavo Vardânega Vidal Pinto, além da produção artística, as residências promovem a oxigenação do espaço. “O poder de os artistas colocarem suas ideias em prática é fantástico. Essa residência é mais do que uma performance, se constitui uma empresa que movimentará o funcionamento da arte dentro de um ciclo. Além disso, há a possibilidade de visitantes, alunos e artistas interagirem com o projeto de residência”. 

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Interessados podem visitar o ateliê todas as terças, quartas e quintas, das 10h às 17h, para conferir a produção e interagir com a equipe. O público ainda pode conferir o perfil do “Artistanonimo SA” no Instagram (@artistanonimosa). Através dessa plataforma, serão compartilhadas informações, imagens e vídeos revelando o processo criativo e o resultado.

Serviço

Residência artística – “Artistanonimo SA”

Até 31 de outubro

Terças, quartas e quintas, das 10h às 17h

Museu Casa Alfredo Andersen – Rua Mateus Leme, 336 – Curitiba

Fonte: Governo PR

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Paraná

Ministério Público do Paraná denuncia 15 pessoas investigadas na “Operação A Rede” por organização criminosa, fraudes bancárias e lavagem de dinheiro

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra 15 pessoas investigadas por integrarem uma organização criminosa de atuação nacional responsável pela prática de fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. Os crimes foram apurados no âmbito da Operação A Rede.

Áudio do Promotor de Justiça Antônio Juliano Souza Albanez

De acordo com a denúncia, que já foi recebida pela Justiça, o grupo criminoso mantinha uma falsa central telefônica instalada em Ponta Grossa, a partir da qual aplicava golpes em correntistas de instituições financeiras de todo o país. Além do contato telefônico com as vítimas, os investigados utilizavam páginas falsas na internet e links maliciosos para obter dados bancários e acessar indevidamente as contas, desviando valores expressivos.

Prejuízo – As investigações identificaram, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, ao menos 11 vítimas residentes em diferentes estados da federação, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Maranhão e Amazonas. Somente no período investigado, o prejuízo causado ultrapassa R$ 1,4 milhão.

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Os denunciados foram acusados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. No caso das lideranças do grupo, as penas máximas cominadas aos delitos imputados podem superar 12 anos de reclusão.

Reparação de danos – Na denúncia, o Ministério Público também requereu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados às vítimas. Como medida para assegurar o ressarcimento dos prejuízos e eventual perdimento de bens, a Justiça já determinou o bloqueio de veículos, imóveis e contas bancárias dos denunciados.

Atualmente, quatro investigados permanecem presos preventivamente e um dos apontados como líder da organização criminosa encontra-se foragido.

Processo 0005586-66.2025.8.16.0019.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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