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Atrativo gastronômico de Foz do Iguaçu, Mercado Público cativa os turistas

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Comer bem, conhecer sabores (e saberes) locais ou aproveitar uma iguaria artesanal costumam ser momentos especiais durante uma viagem. Em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, um atrativo gastronômico tem chamado a atenção: o Mercado Público Barrageiro usa da culinária, cultura diversa e preservação histórica para captar turistas que visitam o município do Oeste do Paraná.

Inaugurado no final de 2024, o Mercado já se posiciona como um dos principais atrativos da Tríplice Fronteira. Por lá, os turistas encontram uma grande variedade de produtos e serviços que complementam o roteiro e mostram um pouco mais das múltiplas culturas que compõem a identidade de Foz do Iguaçu.

Ao caminhar pelo mercado, não é difícil encontrar sabores do Brasil e dos vizinhos Argentina e Paraguai, além de iguarias com forte influência da comunidade árabe da cidade – considerada uma das maiores do mundo. No local estão reunidos mais de 30 lojistas, com variedade de bebidas, refeições, serviços e produtos artesanais, como, cafés, cachaças e demais itens e serviços. 

“Turistas gostam de entrar em contato com a cultura dos destinos. Nesse aspecto, o Estado é uma referência, porque a identidade do povo paranaense tem uma rica e diversa bagagem cultural, com potencial para encantar e aprimorar a experiência de quem visita os nossos municípios”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado a Secretaria do Turismo (Setu-PR).

O mercado se integra aos diversos roteiros já existentes no município, recebendo turistas de todo o Brasil e de outros países que visitam Foz do Iguaçu. Com pouco mais de 1 ano de existência, mais de meio milhão de pessoas já visitaram o atrativo.

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MULTICULTURAL – O projeto do Mercado é resultado de uma parceria entre Itaipu Binacional e a Itaipu Parquetec, responsável pela gestão do espaço. Não se trata apenas de um local de compras: o espaço foi concebido como um instrumento de desenvolvimento sustentável, social, cultural e também turístico. 

São mais de 4,7 mil metros quadrados, com diversos boxes para atender os visitantes – sendo uma parte deles destinados a cooperativas, produtores da agricultura familiar, artesãos e iniciativas de economia solidária. Também há uma agenda artística agitada, com apresentações, oficinas, contação de histórias e eventos semanais.

Além do pilar gastronômico, os visitantes encontram no Mercado práticas manuais e memórias de um município – e de um Estado – múltiplo e diverso. Elizete Roveda, presidente da Associação Arte Sem Fronteiras, conta que oferecer variedade aos turistas é importante, porque mostra o quão amplo é o artesanato, por exemplo, com trabalhos que valorizam os diferentes saberes, técnicas e histórias.

“Trabalhamos com uma grande variedade de produtos artesanais, feitos por diferentes artesãos locais. Recebemos muitos turistas aqui no Mercado Público Barrageiro, de várias regiões do Brasil e do Exterior, o que faz o nosso trabalho ganhar ainda mais valor e visibilidade, levando um pouco de Foz do Iguaçu para o mundo. Cada artesão e comerciante representa um pouco dessa mistura cultural e, juntos, conseguimos oferecer uma experiência rica, autêntica e cheia de significado”, disse.

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TURISMO É MEMÓRIA – A localização do atrativo também carrega simbolismos: sua construção foi feita na antiga sede da Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal), que por anos abasteceu e garantiu alimentação às vilas e redutos dos operários que ergueram a usina. 

“Representa um novo capítulo dessa história. Hoje, o espaço vem sendo ressignificado a partir de um conceito contemporâneo, voltado à valorização de pequenos produtores e empreendedores locais. Em um destino turístico internacional como Foz do Iguaçu, o Mercado oferece contato direto com a cultura local, por meio da gastronomia, do artesanato, da agricultura familiar e das atividades culturais”, conta Angela Meira, gerente do Mercado Público Barrageiro.

Na estrutura e espaços do Mercado, o turista encontra uma exposição permanente sobre a usina e os barrageiros, além de diversos itens históricos usados pelos operários, que ficam expostos em diferentes áreas, homenageando quem ajudou a construir Foz do Iguaçu e a Usina de Itaipu – líder na geração de energia limpa e renovável no mundo e um dos principais pontos turísticos do município, que recebeu mais de 500 mil visitantes apenas em 2025.

“O resultado é um ambiente em que cultura, turismo e desenvolvimento local caminham juntos, gerando experiências autênticas para os turistas e oportunidades concretas para quem faz parte da cidade. O Mercado não apenas apresenta Foz do Iguaçu a quem a visita, mas também valoriza e impulsiona aquilo que a cidade tem de mais genuíno: sua história, sua diversidade e sua produção local”, acrescentou Angela.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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