Paraná
Atingida por quedas de barreira, Estrada da Graciosa ainda tem obras em andamento
Após a conclusão das obras emergenciais no km 39 e km 41 da BR-277, a Secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (SEIL) concentra os esforços de recuperação da Estrada da Graciosa, também atingida por queda de barreira após as fortes chuvas do final do ano passado.
São quatro quilômetros com obras em andamento, sendo que no km 7, onde chegaram a ser registrados rachaduras e afundamento da pista, já foram concluídos os serviços de injeção de nata de cimento (jet grouting) para estabilizar o talude, e agora está em andamento a perfuração e injeção de tirantes na cortina de contenção do local. Esse ponto, considerado o mais crítico, deve ser o primeiro a ser entregue.
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No km 8 foi concluído o grampeamento de solo no topo do talude danificado, e estão avançando os serviços de perfuração e grampeamento no talude próximo à pista, além de serviços de terraplenagem do local danificado. Este quilômetro é o único que conta com frente de trabalho noturna, visando dar maior celeridade aos serviços no local, atingido por novos escorregamentos de material em meses recentes, ainda que de menor porte em relação ao primeiro.
No km 11 foi iniciada a perfuração e injeção dos grampos metálicos no talude abaixo da pista, visando conter e estabilizar a plataforma da rodovia no local.
E no km 12 está sendo concluído o grampeamento no topo do talude, em conjunto com a implantação de drenos horizontais profundos. No restante do talude danificado no local está em andamento a terraplenagem, com escavação e retaludamento do espaço.
Devido às constantes chuvas dos últimos meses, alto fluxo de veículos nos segmentos em obras e a longa distância a ser percorrida até o bota-fora do material escavado e removido, a conclusão dos serviços possivelmente deve se estender além de maio, quando estava prevista a conclusão da maior parte dos serviços de contenção.
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VEÍCULOS – A rodovia permanece operando com sistema pare-e-siga entre o km 7 e km 8 e entre o km 11 e km 12, com sinalização provisória e orientação aos usuários nestes locais com pista única.
O tráfego de veículos poderá ser bloqueado em dias com grande volume de chuvas ou devido a chuvas durante períodos prolongados, visando garantir a segurança dos usuários, uma vez que um elevado nível pluviométrico pode acarretar em novos escorregamentos. Os trabalhos também são prejudicados em todos o trecho nestas ocasiões.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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