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Agro

Apenas 34% dos produtores rurais conhecem crédito de carbono no Brasil, aponta pesquisa da ABMRA

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Apenas 34% dos produtores rurais brasileiros afirmam conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª edição da Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. O levantamento indica que o tema ainda está em fase de disseminação no setor agropecuário, apesar do avanço das pautas ligadas à sustentabilidade no campo.

Entre os produtores que declararam conhecimento sobre o assunto, 24% já participam de alguma iniciativa relacionada ao crédito de carbono, demonstrando que a adoção prática ainda é restrita e concentrada em um grupo menor dentro do universo pesquisado.

Conservação ambiental é principal ação ligada ao crédito de carbono no campo

Entre os produtores inseridos em iniciativas associadas ao crédito de carbono, a conservação de áreas naturais aparece como a principal prática adotada, citada por 66% dos entrevistados.

Outras ações também ganham destaque no levantamento, como:

  • adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%);
  • práticas de reflorestamento (34%).

Os dados reforçam que, embora o conceito ainda não esteja amplamente difundido, muitas propriedades já desenvolvem atividades alinhadas às exigências de sustentabilidade e redução de emissões.

Comunicação no agro ainda é desafio para ampliar adoção de práticas sustentáveis

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os resultados mostram uma oportunidade para ampliar a comunicação sobre sustentabilidade no meio rural e aproximar o produtor de novos instrumentos ambientais.

“Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Segundo o executivo, a valorização das práticas já adotadas pelos produtores é um ponto central para fortalecer a percepção positiva do setor.

“A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural”, destaca.

Produtores percebem impacto do clima, mas ainda enfrentam barreiras técnicas

A pesquisa também mostra que 86% dos produtores rurais acreditam que as mudanças climáticas já afetam ou irão afetar diretamente a produção agrícola.

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Apesar disso, apenas 31% consideram altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário de transição, no qual há consciência sobre os impactos ambientais, mas ainda existem limitações para a implementação de soluções no campo.

  • Entre os principais desafios apontados estão:
  • falta de informação técnica clara;
  • acesso limitado a recursos financeiros;
  • incertezas sobre o retorno econômico das práticas sustentáveis.
Perfil do produtor rural brasileiro combina tradição e modernização

O estudo também traça um panorama do perfil do produtor rural no Brasil. A idade média é de 48 anos, e 61% afirmam atuar na atividade por sucessão familiar, mantendo forte vínculo com a tradição do campo.

Ao mesmo tempo, o levantamento aponta avanço no nível de conhecimento técnico, que passou de 24% em 2021 para 43% em 2025, indicando maior profissionalização da gestão rural.

Outro destaque é a percepção sobre a participação feminina na gestão das propriedades: 98% dos entrevistados consideram a atuação das mulheres como vital ou muito importante para a condução das atividades no campo.

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Pesquisa ABMRA é a maior radiografia do produtor rural brasileiro

A 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerada o maior estudo sobre o perfil do produtor rural no país. O levantamento foi realizado com 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados brasileiros, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

Os resultados ajudam a mapear tendências de comportamento, adoção tecnológica e percepção sobre sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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