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Agro

Anuário ASBIA 2026 destaca avanços da genética bovina e traz panorama completo do mercado de inseminação artificial

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A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) lançou o Anuário ASBIA de Genética Bovina 2026, publicação que consolida análises de mercado, artigos técnicos e entrevistas com especialistas do setor. O material apresenta um panorama detalhado da evolução do melhoramento genético na pecuária brasileira, além de trazer os números do INDEX ASBIA 2025, considerado um dos principais indicadores do mercado de inseminação artificial no país.

Publicação reúne dados estratégicos e análises do setor

O anuário traz conteúdos técnicos, avaliações de mercado e um levantamento abrangente das atividades da ASBIA. Entre os destaques está o INDEX ASBIA 2025, que funciona como um raio-x do uso de genética bovina tanto na pecuária de corte quanto na de leite.

A publicação também reúne entrevistas e contribuições de especialistas, oferecendo uma visão ampla sobre o desempenho recente do setor e suas perspectivas.

Mercado de genética bovina registra retomada e crescimento

De acordo com a ASBIA, o mercado de genética bovina apresentou forte recuperação ao longo de 2025, com crescimento expressivo na comercialização de doses de sêmen para corte e leite.

O período também foi marcado por recordes, especialmente nas exportações de material genético, que registraram avanço superior a 30%. Esse cenário positivo reflete o aumento da adoção de tecnologias reprodutivas e o fortalecimento da pecuária nacional.

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Entrevista e análises trazem visão de mercado

O anuário apresenta entrevista com o presidente da ASBIA, Luis Adriano Teixeira, que aborda os impactos da expansão da inseminação artificial nos rebanhos brasileiros ao longo de 2025.

As análises de mercado ficam a cargo de especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pesquisadora Natália Grigol avalia o desempenho da pecuária leiteira, enquanto a equipe da instituição analisa os indicadores da pecuária de corte, incluindo produção, demanda e tendências.

Projeções apontam avanço do melhoramento genético

A publicação também reúne projeções de empresas do setor, que apresentam expectativas para o avanço do melhoramento genético nos próximos anos.

As análises destacam o papel crescente da tecnologia na pecuária, com foco em produtividade, adaptação dos rebanhos e maior eficiência nos sistemas de produção. O material também reforça a importância de investimentos em manejo, nutrição e sanidade animal.

Artigos técnicos reforçam conteúdo especializado

O anuário conta com cinco artigos técnicos assinados por especialistas da área, abordando temas relevantes para a pecuária brasileira.

Entre os autores estão profissionais ligados a instituições como a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, a Unesp e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Os conteúdos abordam aspectos relacionados à reprodução animal, melhoramento genético e práticas que contribuem para o aumento da eficiência produtiva.

Novo relatório amplia visão sobre o mercado de embriões

Outro destaque da publicação é o INDEX ASBIA Embriões, relatório que apresenta um panorama inédito do mercado de embriões bovinos no Brasil.

O levantamento foi desenvolvido em parceria com laboratórios, com o Cepea e com a Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE), sendo o primeiro estudo a mapear de forma detalhada esse segmento no país.

Publicação está disponível gratuitamente

O Anuário ASBIA de Genética Bovina 2026 foi elaborado em parceria com o Grupo Texto, agência de comunicação da entidade, e está disponível para acesso gratuito.

A publicação se consolida como uma importante fonte de informação para produtores, técnicos e profissionais da cadeia pecuária, reunindo dados, análises e tendências que contribuem para a tomada de decisão no setor.

Anuário Asbia 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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