Agro
ANP prorroga flexibilização de estoques de combustíveis até junho para conter alta nos preços
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu prorrogar até 30 de junho a flexibilização das regras que desobrigam produtores e distribuidoras de manter estoques mínimos de gasolina e óleo diesel no Brasil. A medida faz parte do pacote emergencial adotado pelo governo federal para garantir o abastecimento interno e reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis diante da escalada do petróleo no mercado internacional.
A flexibilização havia sido implementada inicialmente em 19 de março, com validade até 30 de abril, mas foi ampliada por mais dois meses após a continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos impactos sobre a cadeia global de energia.
Segundo a ANP, a medida busca “aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado”, permitindo que maiores volumes de combustíveis sejam direcionados imediatamente ao mercado consumidor.
Medida amplia oferta de diesel e gasolina
Com a suspensão temporária da obrigatoriedade de manutenção dos estoques mínimos, produtores e distribuidoras podem comercializar volumes que antes precisavam permanecer armazenados como reserva regulatória.
A regra original está prevista na Resolução ANP nº 949/2023, que determina a manutenção de estoques semanais médios de gasolina A e diesel A, nas versões S10 e S500. Esses combustíveis correspondem aos derivados que saem das refinarias antes da mistura obrigatória com etanol e biodiesel.
Na avaliação da agência reguladora, a flexibilização aumenta a fluidez logística e reduz riscos de desabastecimento em um cenário internacional marcado pela forte volatilidade dos preços do petróleo.
A ANP informou ainda que os agentes regulados foram oficialmente comunicados sobre a extensão da medida por meio de ofício encaminhado no dia 17 de abril.
Guerra no Oriente Médio pressiona mercado global
O avanço das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel segue impactando diretamente o mercado internacional de petróleo. Desde o agravamento do conflito na região, o transporte marítimo de petróleo pelo Estreito de Ormuz passou a enfrentar interrupções e ameaças logísticas.
A região é considerada estratégica para o abastecimento mundial de energia, já que cerca de 20% da produção global de petróleo circula pelo estreito que conecta os golfos Pérsico e de Omã.
Com a redução da oferta global e o aumento das incertezas geopolíticas, o barril do petróleo Brent saltou de aproximadamente US$ 70 para patamares próximos de US$ 120 nos últimos meses. Atualmente, os contratos seguem operando ao redor de US$ 100 por barril.
Como o petróleo é uma commodity global, a alta internacional acaba impactando diretamente os preços internos dos combustíveis, inclusive em países produtores como o Brasil.
Dependência das importações aumenta pressão sobre diesel
O diesel segue como um dos combustíveis mais sensíveis ao cenário externo. Atualmente, o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido no mercado interno, fator que amplia os efeitos da volatilidade internacional sobre os preços domésticos.
Além da flexibilização dos estoques, o governo federal também adotou outras medidas para conter a escalada dos combustíveis, incluindo redução temporária de tributos e mecanismos de apoio a importadores e produtores.
Especialistas do setor avaliam que o comportamento do petróleo e os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio continuarão sendo determinantes para os preços dos combustíveis nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Trigo sobe no Brasil e no exterior com oferta restrita, clima adverso e avanço lento da semeadura no Sul
O mercado de trigo segue operando em alta no Brasil e no exterior, impulsionado pela combinação de oferta limitada, avanço lento da semeadura no Sul do País, problemas climáticos em importantes regiões produtoras e incertezas geopolíticas globais. No mercado interno, os preços permanecem sustentados pela retração dos vendedores e pela preferência dos compradores pelo trigo nacional, diante das dificuldades relacionadas à qualidade do cereal importado da Argentina.
Segundo levantamento do Cepea, os produtores seguem cautelosos nas negociações, limitando a oferta da safra remanescente de 2025 e aguardando melhores oportunidades de comercialização. O movimento mantém os preços firmes no mercado doméstico, especialmente nas regiões produtoras do Sul.
Semeadura avança abaixo da média no Paraná
Apesar do início do plantio da nova safra de trigo no Sul do Brasil, principalmente no Paraná, o ritmo da semeadura ainda é considerado lento. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, até 1º de maio, apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada.
O percentual fica abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 15,4%.
No cenário nacional, a área semeada alcançava 9,9% até a mesma data, contra 13,1% registrados em igual período de 2025 e média histórica de 13%.
De acordo com informações da Seab/Deral, mesmo com a recente recuperação dos preços pagos ao produtor, os altos custos de produção ainda limitam o interesse dos triticultores paranaenses em ampliar investimentos na cultura. Com isso, o mercado já trabalha com expectativa de redução da área cultivada no estado.
Trigo nacional ganha espaço diante de problemas com produto argentino
Outro fator que reforça a sustentação dos preços é a preferência dos compradores pelo trigo brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, moinhos e indústrias seguem priorizando o cereal nacional devido às dificuldades relacionadas à qualidade dos lotes importados da Argentina.
A menor disponibilidade interna de trigo de boa qualidade também contribui para a valorização do produto brasileiro, em um momento de demanda relativamente estável e oferta mais restrita.
Bolsas internacionais registram forte alta
No mercado externo, os contratos futuros do trigo encerraram a segunda-feira em forte valorização nas principais bolsas internacionais. O movimento foi impulsionado pela expectativa de redução das estimativas oficiais de produção nos Estados Unidos, além de fatores climáticos e geopolíticos.
De acordo com a TF Agroeconômica, investidores aguardam o relatório WASDE, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com expectativa de confirmação da menor área plantada de trigo no país desde 1919. A projeção é de colheita em torno de 47 milhões de toneladas.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo brando SRW para maio avançou 2,43%, equivalente a 14,75 cents por bushel, fechando a US$ 622,25. O vencimento julho subiu 2,42%, para US$ 634,00 por bushel.
Já em Kansas, o trigo duro HRW para julho registrou alta de 1,55%, encerrando a US$ 686,25. Em Minneapolis, o trigo HRS também para julho avançou 1,18%, cotado a US$ 686,50.
Na Euronext, em Paris, o trigo para moagem com vencimento em setembro fechou a € 208,25 por tonelada, alta de 0,97%.
Clima e tensões geopolíticas elevam volatilidade
Analistas internacionais destacam que a seca severa nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos segue preocupando o mercado, afetando o potencial produtivo das lavouras norte-americanas.
Além disso, a continuidade das tensões no Oriente Médio e na Ucrânia ampliou a volatilidade no mercado global de commodities agrícolas, incentivando compras técnicas por parte dos fundos de investimento.
O trigo foi uma das commodities agrícolas com melhor desempenho na sessão internacional, registrando a maior valorização entre os principais grãos negociados.
Mercado no Sul do Brasil segue cauteloso
No Rio Grande do Sul, a semana foi marcada por bom volume de negócios, mas o mercado demonstrou preocupação com a sobra de sementes, indicando possível redução da área cultivada na próxima safra.
Mesmo com a queda do dólar, os preços permaneceram relativamente estáveis, sem aumento expressivo da demanda ou da oferta. Para a safra nova, foram registrados negócios pontuais a R$ 1.250 por tonelada CIF porto e moinhos, com cerca de 40 mil toneladas negociadas antecipadamente.
Em Panambi (RS), o preço pago ao produtor ficou em R$ 62,04 por saca.
Em Santa Catarina, o mercado continuou lento, acompanhando o desempenho moderado das vendas de farinha, embora tenham sido observadas altas pontuais no interior do estado. As ofertas chegaram ao mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB.
No Paraná, os preços variaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada no Sudoeste do estado. Com os moinhos relativamente abastecidos, algumas pedidas recuaram, e os negócios oscilaram entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, conforme a região.
Especialistas avaliam que o mercado do trigo deve seguir sustentado nas próximas semanas, principalmente diante das incertezas climáticas globais, da redução da oferta interna e da expectativa de menor área cultivada no Brasil e nos Estados Unidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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