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Agro

André Luiz Narciso Rosa assume presidência da ABCCC e projeta expansão do Cavalo Crioulo pelo Brasil

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Eleito por aclamação nesta quarta-feira (15/10), André Luiz Narciso Rosa assume a presidência da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) em 1º de dezembro. Com 1.500 provas anuais e eventos em dez estados, a raça busca ampliar sua presença em todo o país, consolidando-se tanto no esporte quanto na lida com rebanhos.

“Levar o cavalo do Sul para todo o Brasil é o que nos move. Queremos introduzir a raça em diferentes culturas equestres e consolidá-la como marca, criando oportunidades de negócios e projetos”, destacou Rosa.

Impacto econômico e geração de empregos

A meta do novo presidente é fomentar a geração de renda e empregos no universo do Cavalo Crioulo. Um estudo preliminar da Esalq/USP estima que a movimentação financeira ligada à raça no Rio Grande do Sul atinja R$ 3 bilhões por ano. Rosa pretende ampliar essa agenda especialmente na Região 8, que engloba São Paulo e áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O trabalho seguirá a linha da gestão do atual presidente Cesar Hax, na qual Rosa atuou como vice-presidente responsável por Modalidades Seletivas. “É uma honra suceder o Cesar, que nos mostrou que tudo isso era possível. Ele deu autonomia para as pastas trabalharem em prol do cavalo e nos ensinou gestão e convivência”, acrescentou Rosa.

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Trajetória de André Luiz Narciso Rosa

Natural de Santa Catarina, Rosa atua no setor imobiliário e comanda a Estância Guapuruma, em Navegantes (SC). Sua relação com os cavalos começou ainda na infância, acompanhando rodeios com o pai. Aos 14 anos, conquistou seu primeiro cavalo Crioulo, o macho Bagiru AA, adquirido do criador Astrogildo Amaral.

Em 1991, registrou seu afixo Guapuruma na ABCCC e, ao longo dos anos, acumulou experiência como jurado em provas da raça, incluindo finais do tradicional Freio de Ouro. “O Cavalo Crioulo é paixão, une gerações e proporciona cultura e amizades”, afirmou.

Projetos e benfeitorias da nova gestão

Entre as metas da gestão 2026/2027, Rosa prevê:

  • Ampliação do número de associados da ABCCC, atualmente em cerca de 5 mil;
  • Expansão das 14 modalidades esportivas da entidade;
  • Fortalecimento dos núcleos regionais, porta de entrada para novas gerações;
  • Conclusão das obras de infraestrutura no entorno da Arena de Esteio, oferecendo melhores condições para associados e visitantes.

“Queremos preparar o terreno para atrair novas pessoas e expandir a paixão pelo Cavalo Crioulo”, ressaltou o presidente.

Diretoria ABCCC 2025–2027
  • Presidente: André Luiz Narciso Rosa
  • Vice-Presidente Técnico: Leonardo Alberton Ardenghy
  • Vice-Presidente de Modalidades Seletivas: Júlio César Moreira Hax
  • Vice-Presidente de Provas Esportivas: Fernando Gonzales
  • Vice-Presidente de Comunicação: Bruno Berwig Tombini
  • Vice-Presidente de Relações Comerciais: Ramiro Davis
  • Vice-Presidente Administrativo-Financeiro: Miguel Scarpellini Campos
  • Vice-Presidente de Núcleos: Guilherme Wendler
  • Vice-Presidente Jurídico: Gilberto Rodrigues de Freitas
  • Vice-Presidente de Expansão: Roberto Araújo Diedrich
  • Secretário: Carlos Alberto de Souza Júnior
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Conselho Fiscal: Roberto Xavier Martins, Daniel Jaeger Gonçalves da Silva, Frederico Wolf

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil abre plantio da soja com safra projetada em recorde de 181,6 milhões de toneladas

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O Brasil realiza nesta quinta-feira (17) a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 com a expectativa de colher 181,6 milhões de toneladas, novo recorde para a oleaginosa. A cerimônia começa às 9h, pelo horário de Brasília, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte, a aproximadamente 440 quilômetros de Cuiabá.

A projeção preliminar da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) representa crescimento de 0,7% sobre as 180,4 milhões de toneladas colhidas na temporada 2025/26, que já foi a maior da história. Mesmo com uma expansão mais moderada, a soja continuará respondendo por praticamente metade de todos os grãos produzidos no País.

A área destinada à cultura deve alcançar 49,3 milhões de hectares, avanço de 1,4%. Se confirmada, será a maior extensão já cultivada com soja no Brasil, embora apresente o menor crescimento percentual das últimas duas décadas.

O ritmo mais contido não significa perda de força da cultura. Mostra que a próxima etapa de crescimento dependerá menos da incorporação de novas áreas e mais da produtividade, da tecnologia, do controle dos custos e da capacidade de transformar o grão em produtos de maior valor.

Para alcançar a produção estimada, as lavouras brasileiras precisarão atingir rendimento médio próximo de 3,7 toneladas por hectare, equivalente a pouco mais de 61 sacas por hectare. O resultado está próximo dos melhores níveis obtidos pelo País e dependerá principalmente da distribuição das chuvas ao longo do ciclo.

A soja abre uma temporada em que a produção brasileira total de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% sobre o recorde de 361,7 milhões registrado em 2025/26. Além da oleaginosa, a Conab projeta avanço do milho, cuja produção poderá alcançar 148 milhões de toneladas.

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O desempenho da safra anterior também deixou uma base favorável para o novo ciclo. As exportações brasileiras de soja estão estimadas em 116,2 milhões de toneladas, maior volume da série histórica, confirmando a capacidade do País de atender simultaneamente ao mercado externo e à indústria nacional.

Mato Grosso, escolhido para sediar a abertura, deverá novamente liderar a produção brasileira. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima o plantio de 13,05 milhões de hectares no Estado, área equivalente a mais de um quarto de toda a soja cultivada no País.

A produção mato-grossense está projetada em 48,88 milhões de toneladas, com produtividade média de 62,44 sacas por hectare. Sozinho, o Estado poderá colher aproximadamente 27% de toda a soja brasileira.

O plantio está autorizado em Mato Grosso desde 7 de setembro, após o encerramento do vazio sanitário destinado ao controle da ferrugem asiática. Algumas áreas irrigadas e lavouras que receberam chuvas mais volumosas já começaram a ser semeadas, mas o avanço estadual ainda é inferior a 1%.

A expectativa é que as máquinas entrem de forma mais intensa no campo durante a primeira quinzena de outubro, quando as precipitações tendem a se tornar mais regulares. A recomendação é evitar o plantio após chuvas isoladas, sem umidade suficiente no solo ou perspectiva de continuidade.

O início da soja dentro da janela adequada é decisivo para todo o calendário de Mato Grosso. Uma implantação bem conduzida permite colher mais cedo e preserva o período disponível para o milho e o algodão de segunda safra, culturas que respondem por parcela importante da renda das propriedades.

O produtor também começa a temporada com parte relevante da produção já protegida comercialmente. Até agosto, 39,12% da soja mato-grossense prevista para 2026/27 estava negociada, acima da média histórica de 30,55% para o período. O avanço ocorreu em meio à melhora das cotações e permitiu a fixação antecipada de preços em parte da safra.

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A comercialização prévia reduz a exposição às oscilações do mercado, mas exige cuidado para que o volume vendido não supere a capacidade efetiva de produção. O risco aumenta em uma temporada na qual o clima pode apresentar chuvas irregulares e períodos secos concentrados em algumas regiões.

A abertura nacional terá como um dos temas centrais a verticalização da soja na produção de alimentos e energia. O debate acompanha o crescimento do processamento interno, que transforma o grão em farelo para alimentação animal, óleo comestível, biodiesel e matérias-primas utilizadas por diferentes segmentos industriais.

Quanto maior o processamento próximo às regiões produtoras, maior tende a ser a demanda local e menor a dependência da venda do grão sem transformação. A instalação de indústrias também movimenta transporte, armazenagem, produção de carnes, energia e serviços especializados.

A safra 2026/27 começa, portanto, com possibilidade de novo recorde, área próxima de 50 milhões de hectares e demanda firme pela soja brasileira. O avanço mais lento da superfície plantada reforça uma mudança de prioridade: nesta temporada, o resultado deverá vir principalmente da eficiência dentro da porteira e da agregação de valor depois dela.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube a partir das 9h, pelo horário de Brasília, e das 8h no horário de Mato Grosso. O evento ocorre na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte.

Fonte: Pensar Agro

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