Economia
Alckmin defende mais comércio e integração produtiva entre Brasil e África do Sul
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira (9/3) a ampliação do comércio, dos investimentos e da cooperação produtiva entre Brasil e África do Sul, durante a abertura do Fórum Empresarial Brasil–África do Sul, em Brasília (DF).
Na abertura do fórum, ele destacou a importância estratégica da relação entre os dois países e o potencial de ampliação do comércio bilateral.
“O presidente Lula atribui uma importância enorme à África do Sul e ao continente africano. Nosso intercâmbio comercial ainda é relativamente modesto, mas já no ano passado aumentamos 11,6% a corrente de comércio, comparado a 2024”, afirmou.
“Poderemos avançar ainda mais, revisando o acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral. Menos de 10% do nosso comércio é beneficiado pelas preferências tarifárias do acordo. Queremos ampliar as linhas tarifárias”, disse.
O vice-presidente também ressaltou o potencial de cooperação em investimentos e integração das duas economias.
“Queremos promover investimentos e integrar cadeias produtivas em setores estratégicos. Estamos em negociações avançadas para um acordo de cooperação e facilitação de investimentos”, concluiu.
Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, em encontro bilateral no Palácio do Planalto. A agenda da visita incluiu ainda compromissos institucionais no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.
Comércio e investimentos na agenda Brasil–África do Sul
Brasil e África do Sul mantêm relação bilateral com status de Parceria Estratégica desde 2010. No atual mandato, Lula esteve no país africano em 2025, para a 20ª Reunião de Cúpula do G20, e em 2023, para a 15ª Cúpula do BRICS. Anteriormente, visitou a África do Sul em 2003, 2007 e 2010.
O fluxo comercial entre Brasil e África do Sul alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes de aves e suas miudezas (16,2%), açúcares e melaços (8,3%) e veículos rodoviários (6,9%). Já as importações brasileiras foram lideradas por prata, platina e outros minerais do grupo da platina (53,9%).
Mecanismos bilaterais e agenda econômica
A relação entre Brasil e África do Sul se beneficia de diversos canais de diálogo que aproximam os dois países em temas econômicos e políticos, como BRICS, IBAS, G20 e a Organização Mundial do Comércio.
O principal mecanismo bilateral voltado ao comércio e aos investimentos é a Comissão Mista Brasil–África do Sul, estabelecida em 2002. A instância reúne grupos de trabalho sobre temas como economia, comércio e turismo, além de cooperação multilateral.
Mercosul–SACU
O Mercosul mantém acordo de preferências tarifárias desde 2016 com a Southern African Customs Union, bloco composto por África do Sul, Botswana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia. O acordo contempla cerca de mil linhas tarifárias com preferências comerciais em cada lado.
Durante reuniões preparatórias para a visita do presidente sul-africano ao Brasil, representantes dos dois países discutiram alternativas para aprofundar a parceria comercial, incluindo a ampliação da cobertura do acordo ou a elevação de seu status para um acordo de livre comércio.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Gecex delibera sobre alterações tarifárias e defesa comercial
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) deliberou nesta quinta-feira (27/8), em sua 240ª Reunião, por aplicação de medidas de defesa comercial, alteração de alíquotas do imposto de importação e prorrogação da aplicação, por 60 dias, a partir de 8 de setembro de 2026, do imposto de 12% sobre exportação de petróleo.
Em defesa comercial, foram aprovadas determinações definitivas de antidumping sobre resinas PET originárias da Malásia e Vietnã e sobre tubos de aço carbono da Ucrânia; além de aplicação de medida antidumping provisória contra fibras de vidro de China e Egito.
O colegiado deliberou também pela renovação, por 12 meses, da elevação tarifária para 28 produtos do setor químico. Para quase a totalidade dos produtos, a alíquota foi mantida nos níveis atualmente vigentes.
Entre as reduções tarifárias, foi aprovada a inclusão de 553 novos itens de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) na lista de ex-tarifários, que zera imposto de importação para produtos que não têm produção nacional similar.
A íntegra das deliberações será disponibilizada em breve na página da Camex.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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