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Agrotis projeta crescimento anual de 20% após faturar R$ 70 milhões em 2025

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A Agrotis, empresa paranaense pioneira em software para o agronegócio, encerrou 2025 com faturamento de R$ 70 milhões, crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Para celebrar os 35 anos, a companhia reuniu mais de 600 convidados, incluindo colaboradores, clientes, parceiros, jornalistas e autoridades do setor, em evento realizado em Curitiba (PR) nesta quinta-feira (26/2).

“O aniversário de 35 anos reafirma nossa essência técnica e nos permite projetar próximos passos com responsabilidade. Temos base sólida para expandir ainda mais, apoiados na especialização no agro, na ampliação da carteira de clientes e no fortalecimento da governança”, destacou o CEO e fundador, Manfred Schmid.

Nova sede e debates sobre agro e política

O evento começou com um tour pela nova sede da Agrotis, no bairro Batel, que ocupa mais de 2.600 m² e abriga 300 colaboradores. Em seguida, os convidados participaram de uma celebração no Castelo do Batel, com palestras do chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, e do comentarista político Caio Coppolla.

Spadotti destacou o papel do Brasil na economia circular dentro do agronegócio. “No agro, vivemos a perfeita definição de economia circular: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A cana gera etanol, açúcar e energia, e seus resíduos voltam como fertilizantes; o milho vira etanol, óleo e farelo, que alimenta suínos, cujos dejetos retornam como biofertilizante ou biometano. Enquanto outros países ainda discutem a implementação, o Brasil já pratica esse modelo em larga escala”, explicou.

Coppolla analisou o cenário político e eleitoral, mostrando padrões históricos de comportamento do eleitor e o impacto do meio digital. “Pesquisas são fotografias; o que importa é o filme. Governos que não atingem certo patamar de aprovação enfrentam dificuldades de reeleição, e as novas gerações, informadas digitalmente, mudam a dinâmica da opinião pública e do cenário eleitoral”, afirmou.

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Agrotis: referência em tecnologia para o campo desde 1991

Fundada em 1991 por estudantes de agronomia, a Agrotis nasceu para desenvolver soluções tecnológicas voltadas ao agro, quando softwares específicos eram raros. O primeiro produto da empresa foi um sistema eletrônico de receituário agronômico, que compilava informações sobre defensivos agrícolas.

“Nosso diferencial sempre foi entender profundamente o agro, não apenas oferecer tecnologia. Investimos continuamente em conhecimento técnico para atender às demandas reais do campo”, disse Schmid.

Nos últimos anos, a empresa reforçou sua governança, implementando conselho de administração, separação entre diretoria e conselho de acionistas e auditoria independente. O plano estratégico prevê crescimento médio anual superior a 20% nos próximos cinco anos.

“Investimos em estrutura porque acreditamos na cultura e no trabalho presencial como pilares da inovação. Queremos preparar nosso time para os próximos 35 anos”, concluiu o CEO.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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