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Agronegócio brasileiro bate recorde em exportações em 2025

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O agronegócio brasileiro alcançou um novo recorde em 2025, mantendo a liderança nas exportações de produtos agropecuários mesmo diante de desafios comerciais internacionais. As informações foram divulgadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O faturamento total do setor alcançou US$ 169 bilhões, um aumento de 3% em relação a 2024, resultado impulsionado pelo crescimento no volume exportado, que subiu 3,4%, enquanto o preço médio registrou uma leve queda de 0,4%.

Crescimento do volume e valorização de produtos-chave

Entre os produtos com maior expansão no volume exportado em 2025 destacam-se:

  • Carnes bovina e suína
  • Celulose
  • Soja em grão
  • Algodão
  • Milho

No quesito preços, itens como carnes bovina e suína, etanol, café e óleo de soja apresentaram valorização no mercado internacional, contribuindo para o faturamento recorde.

Principais destinos das exportações brasileiras

Os principais mercados consumidores do agronegócio brasileiro continuam sendo:

  • China – destaque para o complexo soja
  • União Europeia – produtos florestais, café, frutas e suco de laranja
  • Estados Unidos – madeira, suco de laranja, etanol, café, frutas, celulose e carne bovina
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2026 começa com cenário de incertezas globais

O início de 2026 é marcado por incertezas climáticas e geopolíticas. Produtores do Hemisfério Sul finalizam a colheita da safra de verão e iniciam o plantio da nova safra, enquanto os do Hemisfério Norte seguem atentos às condições climáticas e aos impactos do conflito no Oriente Médio.

O Cepea alerta que a instabilidade global já elevou os preços do petróleo e gerou desafios logísticos, especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de energia e fertilizantes. Cerca de 30% dos fertilizantes globais, principalmente à base de nitrogênio, circulam por essa região.

Irã se torna maior comprador de milho brasileiro

Em 2025, o Irã se consolidou como o principal destino do milho brasileiro, recebendo 9 milhões de toneladas, quase o dobro do volume exportado em 2024. Apesar disso, as exportações de milho do Brasil tendem a se concentrar no segundo semestre, e os agentes do setor acompanham os possíveis impactos do cenário internacional.

Oriente Médio e a relevância para a carne de frango

O Oriente Médio permanece como um mercado estratégico para o setor avícola brasileiro. Em 2025, a região recebeu quase 25% das exportações de carne de frango do país. Os principais compradores foram:

  • Emirados Árabes Unidos – maior destino
  • Arábia Saudita – terceiro maior mercado
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Juntos, esses países importaram mais de 877 mil toneladas, representando 12,6% do volume total exportado de frango.

Impactos da política monetária brasileira no agronegócio

No Brasil, o setor também acompanha de perto o cenário macroeconômico. A taxa Selic atualmente está em 15% ao ano, patamar mantido pelo Banco Central do Brasil nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Analistas projetam que, caso a inflação continue sob controle, a autoridade monetária poderá iniciar redução gradual dos juros em 2026, com expectativa de Selic próxima de 12,5% ao final do ano. Alterações na taxa básica impactam diretamente custo de crédito, investimentos e competitividade das exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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