Paraná
Aeroporto de Londrina receberá R$ 185 milhões em investimentos até final de 2024
O Aeroporto Governador José Richa, de Londrina, no Norte do Paraná, receberá R$ 185 milhões em investimentos para melhorias que devem triplicar a capacidade da estrutura. As obras foram iniciadas nesta quinta-feira (24) pela empresa CCR Aeroportos, que administra o terminal aéreo desde março de 2022, após evento que contou com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Os investimentos devem dar mais agilidade e segurança às operações do aeroporto. A previsão é que as obras sejam concluídas até o fim de 2024. Além disso, cerca de 230 empregos devem ser gerados com as obras no terminal.
Segundo o governador, as obras fazem parte de uma série de investimentos estratégicos que estão sendo feitos em Londrina e que vão colaborar com o desenvolvimento da Região Norte. “É um aporte que vai mudar o patamar do Aeroporto de Londrina, que vai estar à altura da cidade, atendendo toda a região. Estamos falando aqui de um pacote robusto de investimentos, que incluem as obras no Viaduto da PUC e a duplicação PR-445. São intervenções que eram aguardadas há muito tempo pela população e pelo setor produtivo da região”, disse Ratinho Junior.
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, os investimentos são fruto de um programa de modernização do modal aeroviário do Paraná. Em 2021, o aeroporto de Londrina fez parte de um pacote de concessões à iniciativa privada, composto também pelos aeroportos internacionais Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e das Cataratas, em Foz do Iguaçu, e pelo Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, com previsão total de investimentos de cerca de R$ 1,4 bilhão por 30 anos.
“Estamos vendo o resultado de um planejamento que foi feito com lideranças da cidade de Londrina e do Governo do Estado. Com essas obras, vamos voltar a ter um fluxo de mais de 1 milhão de passageiros por ano, recolocando Londrina no mapa da aviação”, afirmou Sandro Alex. Em 2022, cerca de 340 mil passageiros embarcaram no Aeroporto José Richa.
“São obras que vão mudar a história do Aeroporto José Richa. Era um sonho da cidade de Londrina e agora vamos ver ele se concretizar”, afirmou o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati.
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MAIS SEGURANÇA – A principal mudança será a implantação do ILS, sigla em inglês para Sistema de Pouso por Instrumento, e do ALS, Sistema de Luzes de Aproximação. O ILS possibilitará que o aeroporto continue operando mesmo em condições climáticas adversas, como em dias chuvosos, por exemplo, o que atualmente não é possível. A CCR Aeroportos irá preparar a estrutura necessária para implantação da tecnologia, sendo que o sistema em si é de responsabilidade do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
Já o sistema ALS é um conjunto de luzes coloridas ou piscantes, que auxilia a transição de voo por instrumentos para o voo com referências visuais. Esta reforma deve dar mais segurança às operações, além da aumentar o número de embarques e desembarques e de aviões que chegam ou partem de Londrina.
As intervenções também incluem a reforma e ampliação do terminal de passageiros, que passará de 5,8 mil metros quadrados para 8 mil metros quadrados; a implantação de duas pontes de embarque; a construção de um novo pátio de aeronaves para 6 posições C; e uma nova estrutura de Seção Contra-Incêndio (SCI).
O CEO da CCR Aeroportos, Fábio Russo, destacou que o foco principal das melhorias é a segurança. “Essas obras irão transformar o aeroporto, ampliando a capacidade para receber novas aeronaves, investimentos em segurança, além de uma reforma completa do terminal”, explicou.
As melhorias foram anunciadas pela CCR Aeroportos ainda em 2022, mas o projeto precisou ser revisto para a realização de adequações apresentadas pelos técnicos da Prefeitura de Londrina. Agora, com as alterações protocoladas, a empresa pode dar início às obras.
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CCR AEROPORTOS – A CCR Aeroportos é uma divisão de negócios do Grupo CCR. Ela opera 20 terminais aéreos no mundo em quatro países e nove estados brasileiros. Ao todo administra 17 aeroportos no Brasil, sendo quatro deles no Paraná: Curitiba, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu. Além do Aeroporto de Londrina, a empresa também está iniciando, de forma simultânea, melhorias em outros 14 aeroportos sob sua gestão no País, entre eles os outros três do Paraná. O prazo para conclusão vai até o final de 2024.
“Os quatro aeroportos do Paraná terão melhorias. A pista do Afonso Pena terá 3 mil metros de comprimento, permitindo voos para a Europa e América do Norte, o de Foz será ampliado, também teremos melhorias no Bacacheri, tudo isso para prestar um melhor serviço para os nossos usuários”, disse Fábio Russo.
PRESENÇAS – Participaram da cerimônia de início das obras o vice-governador Darci Piana; o secretário estadual do Turismo, Márcio Nunes; o secretário de Saúde, Beto Preto; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o diretor-geral do DER, Fernando Furiatti; a deputada federal Luísa Canziani; os deputados estaduais Cobra Repórter, Cloara Pinheiro e Tiago Amaral; e outras autoridades da região.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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