Connect with us


Agro

Acordo Mercosul-União Europeia volta à pauta e enfrenta resistência de países europeus

Publicado em

Acordo volta ao centro do debate internacional

Após mais de duas décadas de tratativas, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia voltou ao centro das discussões políticas e econômicas globais. O tratado, considerado estratégico para o fortalecimento das relações comerciais entre os blocos, ainda enfrenta entraves ligados às preocupações de países europeus com o impacto sobre seus setores agrícolas.

O tema voltou a ganhar força após a aprovação, pelo Parlamento Europeu, de mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas, uma medida que, embora represente um avanço, também adiciona novas complexidades ao processo de negociação.

Governo brasileiro pressiona por avanços nas tratativas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a cobrança para que França e Itália assumam o compromisso de avançar com a assinatura do acordo. Segundo o governo brasileiro, há maioria favorável dentro da União Europeia à conclusão do pacto, mas resistências políticas pontuais têm impedido sua efetivação.

A posição do Brasil é de que os produtos agropecuários do Mercosul não representam concorrência direta aos europeus e que o bloco sul-americano já realizou concessões significativas ao longo das negociações, especialmente em temas relacionados a normas ambientais, sustentabilidade e abertura de mercado.

Leia mais:  Carne de frango deve manter desempenho positivo em 2026, aponta Itaú BBA
Parlamento Europeu aprova salvaguardas agrícolas

Um dos principais avanços recentes foi a aprovação, pelo Parlamento Europeu, de regras que permitem a suspensão temporária de benefícios tarifários vinculados ao acordo, caso sejam identificados prejuízos a algum segmento agrícola europeu.

O texto aprovado, no entanto, é mais rígido do que a proposta original da Comissão Europeia, o que exigirá novas rodadas de negociação com o Conselho Europeu para adequações.

Resistências dentro da União Europeia ainda são fortes

Para que o acordo avance, é necessária uma maioria qualificada no Conselho da União Europeia, com o apoio de pelo menos 15 dos 27 países-membros, representando 65% da população do bloco.

A França lidera o grupo de países contrários à assinatura nas condições atuais, acompanhada por Itália, Polônia e Hungria, que também expressam preocupações sobre os impactos do tratado em seus setores agrícolas e industriais. Outros países sinalizam possível abstenção ou oposição parcial, o que mantém o impasse diplomático.

Expectativas e próximos passos

Apesar das divergências, diplomatas e especialistas avaliam que o avanço recente nas discussões e a pressão política de países do Mercosul — especialmente do Brasil — podem retomar o ritmo das negociações em 2026. O acordo, se concluído, deve criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores e representando cerca de um quarto do PIB global.

Leia mais:  Agro goiano pode sequestrar até 5 toneladas de CO₂ por tonelada de grãos, revela pesquisa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

Published

on

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Leia mais:  Exportações brasileiras de pulses avançam 30% em 2025
Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
Leia mais:  Consumo de carne suína cresce e reforça presença nas mesas brasileiras

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262