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Abril Azul: Nota Paraná beneficia instituições que atendem pessoas autistas

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O Nota Paraná, programa do Governo do Estado, coordenado pela Secretaria da  Fazenda, faz repasses mensais de recursos a 1.679 entidades sociais, entre elas estão as que atuam com atendimento a pessoas autistas. A iniciativa é destacada neste mês, definido como Abril Azul, campanha criada para conscientizar a população sobre a inclusão de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).  

Os recursos são de crédito oriundo da devolução de parte do ICMS cobrado em compras no comércio e de sorteios realizados pelo programa, todos os meses. De 2015, quando foi criado, até março de 2023, o Nota Paraná destinou R$ 226,5 milhões para entidades da área de assistência social, na qual se incluem as que atendem pessoas com autismo.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ponta Grossa (Campos Gerais) é uma dessas instituições. Fundada em 1966, a entidade abriga autistas e crianças, adolescentes e jovens com deficiência intelectual e múltiplas deficiências, oferecendo uma estrutura adaptada aos usuários, além do atendimento especializado nas áreas de saúde, educação e assistência social.

“Com recursos recebidos já melhoramos o espaço físico da instituição, onde todo o trabalho pedagógico e terapêutico é desenvolvido. O trabalho necessita de um ambiente arejado, com pintura adequada, que traga tranquilidade, segurança e bem-estar a pessoa com autismo, desde o início ao fim de seu atendimento”, explica Josneide Panazzolo, diretora da entidade. O trabalho diário da instituição contribui significativamente para o desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial da pessoa, buscando a semi-independência ou independência nas atividades da vida prática e da vida diária.

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APAE PORECATU – A Apae de Porecatu (região Norte) é outra instituição que conta com o apoio dos recursos do Nota Paraná. Atualmente atende 54 alunos com idades de 01 a 52 anos diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista.
“Para atender essa demanda, temos que nos adequar e nos atualizar, e para isso, os recursos do Programa Nota Paraná têm sido de grande valia, pois são utilizados na manutenção da entidade proporcionando melhorias nos atendimentos e na qualidade de vida de nossos alunos”, declara o presidente da associação, Álvaro Guerra. 

AFECE – A Afece (Associação Franciscana de Ensino ao Cidadão Especial), de Curitiba, é uma instituição sem fins lucrativos, com mais de 50 anos, que atende crianças, jovens e adultos com deficiência que também participa do Nota Paraná. “Nos últimos três anos, nossos atendimentos aumentaram de 230 para 600 pessoas por mês, nas áreas de saúde, educação e assistência. O programa Nota Paraná contribui para que todo esse atendimento seja realizado. O recurso é muito importante e sempre sensibilizamos as empresas para que doem as notas fiscais para a associação”, observa David Walid, coordenador do Nota Paraná na Afece.

O objetivo da instituição é oferecer uma formação completa para os cidadãos com deficiência por meio de Atividades de Vida Autônoma e Social (AVAs) e Atividades de Vida Prática (AVPs), além de trabalhar a comunicação, o desenvolvimento sócio emocional, a cognição e psicomotricidade.

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NOTA PARANÁ – O Nota Paraná já destinou a entidades sociais cadastradas mais de R$ 342 milhões, no período de 2015, quando foi criado, até março de 2023. As 1.679 entidades sociais participantes atuam nas áreas de assistência social, educação, saúde, geração de emprego e recebem crédito do programa e participam de concursos mensais concorrendo a dez prêmios de R$ 20 mil e a 20 mil prêmios de R$ 100. Do total de R$ 342 milhões, R$ 106,6 milhões foram em prêmios e R$ 235,7 milhões em créditos.

COMO DOAR – O cidadão pode doar à instituição de sua escolha as notas fiscais em que ele próprio não informar o CPF. Assim, a entidade escolhida terá mais chances de ser contemplada tanto em crédito como nos sorteios. Há três formas de efetivar a doação, uma decisão exclusiva do consumidor: acessar o site do Nota Paraná com seu CPF e senha. Na aba “Minhas Doações” escolher a entidade e digitar a chave de acesso da nota fiscal. 

Outra forma é utilizar o aplicativo Nota Paraná, que está disponível para Android e iOS. Na opção “Doações”, o cidadão busca a entidade desejada e lê o QR Code da nota fiscal. O doador também pode depositar a nota fiscal em urnas disponibilizadas pelas entidades nos estabelecimentos comerciais. A própria instituição recolhe as notas das urnas e se encarrega de cadastrá-las.

Fonte: Governo PR

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Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.

Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César

Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.

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A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.

Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.

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Processo 0016498-43.2025.8.16.0013

Notícia anterior:

26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga

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[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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