Agro
Aberto cadastro para instalação de usinas fotovoltaicas em propriedades rurais afetadas pelo rompimento da barragem de Mariana
Emater-MG lança cadastro para usinas fotovoltaicas
O Governo de Minas Gerais, por meio da Emater-MG, abriu o edital para o cadastro de propriedades rurais elegíveis à instalação de micro usinas fotovoltaicas, como parte do Novo Acordo de Mariana. A iniciativa visa beneficiar mais de 1.500 propriedades localizadas até 100 metros da mancha de inundação causada pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, ocorrido há dez anos.
Os interessados devem procurar os escritórios da Emater-MG nos seus municípios para efetuar a inscrição.
Critérios para participação no projeto
Segundo Otávio Maia, diretor-presidente da Emater-MG, a ação integra o anexo 18 do Novo Acordo de Mariana:
“Proprietários dentro da área definida, com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e padrão de energia elétrica regular, que não paguem tarifa mínima, podem se inscrever para receber a instalação de micro-usinas solares, contribuindo também para a recuperação de seus projetos produtivos.”
O programa busca gerar energia renovável de baixo custo e fortalecer as atividades produtivas, com foco na agregação de valor aos beneficiários rurais.
Redução de custos e fornecimento completo
A chamada pública integra o Programa de Resposta a Enchentes e Recuperação Ambiental e Produtiva das Margens do Rio Doce, que será implementado entre 2025 e 2030.
O projeto prevê:
- Parecer de acesso junto à concessionária local de energia elétrica;
- Fornecimento completo de equipamentos e materiais, incluindo módulos fotovoltaicos, inversores, estrutura de fixação, cabos, conectores e caixas de junção;
- Instalação das micro usinas nos imóveis selecionados.
“Com energia elétrica sustentável e de baixo custo, os produtores terão condições de expandir suas atividades produtivas”, destaca Otávio Maia.
Municípios atendidos
O projeto beneficiará propriedades nos 38 municípios diretamente afetados pelo rompimento da barragem:
Aimorés, Alpercata, Barra Longa, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Bugre, Caratinga, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Córrego Novo, Dionísio, Fernandes Tourinho, Galiléia, Governador Valadares, Iapu, Ipaba, Ipatinga, Itueta, Marliéria, Mariana, Naque, Ouro Preto, Periquito, Pingo D’Água, Ponte Nova, Raul Soares, Resplendor, Rio Casca, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Santana do Paraíso, São Domingos do Prata, São José do Goiabal, São Pedro dos Ferros, Sem-Peixe, Sobrália, Timóteo e Tumiritinga.
Inscrições e divulgação dos beneficiários
As inscrições podem ser feitas até 31 de dezembro de 2026, diretamente nos escritórios locais da Emater-MG no município do imóvel a ser beneficiado.
Quem residir em municípios sem escritório local pode se inscrever em municípios vizinhos que fazem parte da área abrangida.
A lista de beneficiários será atualizada mensalmente no site da Emater-MG: www.emater.mg.gov.br.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático
Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil
A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.
Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.
Extratos de algas fortalecem resistência das plantas
Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.
A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.
Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.
“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.
Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental
Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.
Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.
De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.
Qualidade da fruta se torna fator estratégico
Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.
Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.
“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.
Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares
O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.
Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.
A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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