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Agro

Abate de bovinos em 2023 já é o maior dos últimos 9 anos

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O volume de abates de bovinos no Brasil em 2023 alcançou o patamar mais elevado dos últimos nove anos, totalizando 24,64 milhões de animais entre janeiro e setembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse período foram abatidas 24,64 milhões de cabeças, com vacas adultas e novilhas representando 42,3% do total.

Ao mesmo tempo os preços do boi gordo se estabilizaram nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Até terça-feira (12.12), o Indicador CEPEA/B3 registrou um aumento acumulado de 4,6% na parcial de dezembro.

De acordo com especialistas do Cepea, esse suporte nos preços está vinculado à necessidade de garantir escalas por parte de alguns frigoríficos, especialmente neste período final do ano, quando muitos pecuaristas tendem a reduzir o ritmo de vendas.

As exportações de carne de boi in natura também estão em alta, encerrando a segunda semana de dezembro com um total de 64,87 mil toneladas embarcadas, alcançando uma média diária de 10,81 mil toneladas. Esse volume é 55,75% superior ao registrado em dezembro de 2022, conforme relatórios da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Fonte: Pensar Agro

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Agro

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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