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Agro

Governo do Paraná lança edital recorde de R$ 100 milhões para fortalecer a agricultura familiar por meio do Coopera Paraná

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O Programa de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar do Paraná (Coopera Paraná) abriu inscrições para um novo edital de chamamento público que vai destinar até R$ 100 milhões a projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e ao desenvolvimento do cooperativismo no Estado.

Coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o programa alcança o maior valor já disponibilizado desde sua criação, superando amplamente a edição anterior, que destinou R$ 31,5 milhões.

As inscrições seguem abertas até 1º de fevereiro de 2026.

Programa amplia recursos e reforça foco no desenvolvimento sustentável

De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Marcio Nunes, o Coopera Paraná tem impacto direto na vida das famílias que vivem no campo.

“Esse é o maior Coopera da história do Paraná. Ele fortalece as cooperativas, diversifica a produção e estimula práticas sustentáveis que promovem o crescimento das comunidades rurais”, afirmou.

O secretário destacou ainda que o fortalecimento das cooperativas resulta em aumento de renda para os produtores e melhor organização das cadeias produtivas, garantindo que o crescimento econômico venha acompanhado de preservação ambiental.

Edital oferece até R$ 2,2 milhões por projeto aprovado

Segundo Julian Mattos, coordenadora do Coopera Paraná e integrante do Departamento de Desenvolvimento Rural (Deagro), as cooperativas e associações com Projetos de Negócio aprovados poderão receber até R$ 2,2 milhões em recursos financeiros.

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Na edição anterior, os valores eram de até R$ 300 mil para associações e R$ 720 mil para cooperativas, o que evidencia a ampliação significativa do apoio financeiro.

O novo edital também traz inovações na padronização de objetivos, metas e indicadores, facilitando a elaboração e execução dos projetos.

“É importante que as organizações leiam atentamente o edital, observem os formulários e os prazos para cada etapa”, reforçou a coordenadora.

Foco em gestão, crédito e capacitação

O Coopera Paraná tem como objetivo fortalecer a estrutura das cooperativas e associações por meio de ações integradas entre o setor público e privado.

Entre as iniciativas, estão:

  • Assessoramento em gestão, governança e acesso a mercados e crédito;
  • Capacitação de dirigentes, técnicos e equipes administrativas;
  • Apoio financeiro para investimentos em infraestrutura e equipamentos.

Julian explica que o programa busca fomentar projetos técnica e economicamente viáveis, capazes de gerar trabalho, renda e impacto social positivo para os agricultores familiares, além de promover a preservação ambiental e a segurança alimentar no Estado.

Critérios de participação ampliam acesso ao programa

Para participar do edital, as cooperativas e associações devem atender a alguns requisitos:

  • Ter sede no Paraná e CNPJ ativo há pelo menos dois anos;
  • Possuir o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo;
  • Apresentar média de faturamento anual de até R$ 300 milhões nos últimos três anos.

Esse novo teto amplia o alcance do programa, já que anteriormente o limite era de R$ 40 milhões, permitindo que mais organizações tenham acesso aos recursos.

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Parcerias fortalecem a execução do Coopera Paraná

O Coopera Paraná conta com o apoio de importantes instituições parceiras, como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR) e a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

Segundo Carmem Truite, gerente de Convênios do BRDE, o banco atua para ampliar o acesso ao crédito e facilitar a inclusão financeira de cooperativas.

“Desde que entrou no comitê do Coopera, em 2019, o BRDE tem se consolidado como um agente financeiro ativo, abrindo portas para um público que antes não tinha acesso ao sistema bancário formal”, destacou.

Perspectiva de fortalecimento do cooperativismo rural

Com a ampliação recorde dos investimentos e o foco em sustentabilidade, inclusão e gestão eficiente, o Coopera Paraná se consolida como uma das principais políticas públicas de apoio à agricultura familiar no país.

O programa promete estimular a competitividade das cooperativas, gerar renda nas comunidades rurais e promover o desenvolvimento sustentável em todas as regiões do Estado.

Para ler o edital do Coopera Paraná 2025 e fazer sua inscrição no programa, acesse AQUI e AQUI.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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