Agro
Contratações do Plano Safra 2025/26 somam R$ 158 bilhões em cinco meses, com queda de 16,9%
Crédito rural movimenta R$ 158,14 bilhões até novembro
Nos primeiros cinco meses do Plano Safra 2025/26, entre julho e novembro deste ano, as contratações de crédito rural somaram R$ 158,14 bilhões, de acordo com levantamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec) em parceria com a consultoria Fator Agro.
O montante representa uma queda de 16,9% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando o volume contratado chegou a R$ 190,36 bilhões, conforme dados do Banco Central do Brasil.
Fontes de recursos: destaque para os Recursos Livres
Os recursos aplicados no crédito rural têm origens diversas, com destaque para os Recursos Livres, que representam 32% do total contratado. Em seguida, aparecem:
- Recursos Obrigatórios – 23%;
- LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) – 17%;
- Poupança Rural – 10%;
- Fundos Constitucionais – 8%;
- BNDES – 5%;
- Outras Fontes – 3%.
A diversidade de fontes de financiamento demonstra a importância de um sistema de crédito rural robusto e diversificado, capaz de atender produtores de diferentes portes e regiões.
Evolução do crédito rural mostra tendência de desaceleração
Para o ciclo 2025/26, o governo disponibilizou R$ 594,4 bilhões em crédito rural. O valor é superior aos montantes contratados nos últimos dois planos safra — R$ 415,46 bilhões em 2023/24 e R$ 377,99 bilhões em 2024/25 —, mas o ritmo de contratação vem apresentando redução gradual.
Segundo Salatiel Turra, analista da área de mercado da Getec, a retração reflete o impacto do aumento das taxas de juros, resultado da elevação da taxa Selic. “A tendência de redução no volume contratado nos últimos anos está diretamente ligada ao encarecimento do crédito, o que influencia as decisões de investimento e custeio por parte dos produtores”, explica.
Cooperativas reforçam protagonismo do Paraná no crédito rural
As cooperativas brasileiras contrataram, entre julho e novembro, R$ 16,03 bilhões em financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2025/26.
Desse total, as cooperativas do Paraná foram responsáveis por 32% das contratações, movimentando R$ 5,16 bilhões — número que reforça a relevância do estado no cenário nacional do crédito rural e o papel estratégico do cooperativismo na sustentação da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre
As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.
No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.
Embarques crescem mais de 32% em um ano
De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.
O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.
O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico
O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.
Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.
Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.
China responde por mais de 60% das compras
A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.
O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.
A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.
Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações
Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.
Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.
Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.
Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção
O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.
Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.
Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Paraná7 dias agoGovernador autoriza pavimentação urbana e do acesso ao Buraco do Padre em Ponta Grossa
-
Paraná6 dias agoMuseu Satélite chega a Paranaguá com unidade do Museu Casa Alfredo Andersen
-
Agro6 dias agoLeite nacional busca ganho de eficiência em meio à pressão de importações
-
Paraná4 dias agoAlunos paranaenses do ensino médio participam da Genius Olympiad, nos EUA
-
Agro5 dias agoEtanol despenca 5,6% em maio com avanço da safra de cana e lidera queda dos combustíveis no Brasil
-
Agro6 dias agoCoamo acelera construção de usina de etanol de milho no Paraná e projeto deve gerar até 2 mil empregos
-
Agro5 dias agoBrasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar
-
Polícial5 dias agoComandante-Geral da PMPR recebe o Secretário de Segurança Pública e encontro é marcado por entrega de condecorações
