Agro
Área plantada com algodão recua 2,4% no Oeste da Bahia, mas produtividade segue estável
A área cultivada com algodão no Oeste da Bahia teve leve retração na safra atual. De acordo com boletim divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), o cultivo ocupa 403 mil hectares, o que representa uma redução de 2,4% em relação ao ciclo anterior.
Apesar do recuo, a produtividade média permanece estável, com estimativa de 332 arrobas por hectare, resultando em uma produção total prevista de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço.
Estratégias de rotação e ajustes no zoneamento influenciam redução da área
Segundo a AIBA, a diminuição da área plantada pode estar relacionada a estratégias de rotação de culturas e a ajustes no zoneamento agrícola adotados pelos produtores da região, embora os detalhes ainda não tenham sido especificados no boletim.
Essas mudanças fazem parte das estratégias de sustentabilidade produtiva, que buscam equilibrar a rentabilidade e a conservação do solo — fatores essenciais para a competitividade do algodão baiano no longo prazo.
Algodão mantém relevância econômica no Oeste baiano
Mesmo com a redução da área, o algodão segue como uma das culturas mais importantes da economia regional, representando 12,5% da área total cultivada no Oeste da Bahia.
A boa performance climática registrada até o momento também deve favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras, que ainda estão em fase de implantação.
Produtividade dependerá de clima e manejo adequado
A AIBA destaca que a manutenção do potencial produtivo dependerá de um monitoramento climático constante e da adoção de práticas de manejo preventivo, especialmente no controle de pragas e doenças.
Essas ações serão determinantes para garantir altos índices de rendimento e qualidade da fibra, preservando a competitividade do algodão baiano no cenário nacional e internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mapa discute cooperação em genética bovina e abertura de mercado com a Mauritânia
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu em Brasília o ministro da Agricultura da Mauritânia, Sid’Ahmed Ould Mohamed, nesta segunda-feira (27), para uma reunião bilateral voltada ao fortalecimento da cooperação agropecuária entre os dois países. Durante o encontro, o ministro brasileiro destacou o interesse do Brasil em ampliar essa parceria.
“O Brasil coloca toda a sua experiência à disposição para fortalecer essa cooperação. Instituições como a Embrapa estão inteiramente disponíveis para apoiar parcerias e contribuir com o desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades da Mauritânia”, afirmou André de Paula.
Entre os temas discutidos esteve a ampliação da cooperação na área de material genético bovino. Atualmente, o Brasil já exporta para a Mauritânia animais vivos e sêmen bovino, e as equipes técnicas trabalham na negociação para abertura do mercado de embriões bovinos brasileiros.
Durante o encontro, também foi tratada a perspectiva de assinatura de um memorando de entendimento para estruturar a cooperação científica e institucional entre os dois países. A proposta é estabelecer um marco de colaboração que permita o compartilhamento de avanços tecnológicos desenvolvidos no Brasil para aplicação na Mauritânia, com posterior definição de planos de trabalho específicos em áreas de interesse comum.
A delegação mauritana cumpre agenda no Brasil e também deve visitar a Expozebu, uma das maiores feiras de pecuária do mundo, que neste ano chega à sua 91ª edição. O evento é realizado em Uberaba (MG) e reconhecido internacionalmente pelo avanço em melhoramento genético bovino.
Para o ministro Sid’Ahmed Ould Mohamed, o encontro é importante para ampliar a cooperação entre os países. “O Brasil possui uma reputação sólida na pecuária bovina e na produção de carne. Por isso, temos grande interesse em aprofundar essa cooperação e ampliar o intercâmbio técnico entre nossos países”, afirmou.
Segundo ele, a parceria também abre novas oportunidades para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Mauritânia no setor agropecuário. “Acreditamos que essa reunião abre novas portas para fortalecer o comércio entre nossos países, especialmente no setor de produtos de origem animal”, disse o ministro mauritano.
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