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Cinco casas novas estão em construção em Rio Bonito do Iguaçu

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O ritmo de construções das casas contratadas pelo Governo do Paraná para famílias de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado, segue acelerado. Com a primeira iniciada em 3 de dezembro, até esta quinta-feira (11) são cinco residências erguidas pela empresa contratada, em diferentes fases de acabamento. Ao todo, serão 320 unidades, com um investimento de R$ 44 milhões. Já os benefícios criados para apoio às famílias já alcançaram cerca de duas mil pessoas.

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) é a responsável pelo gerenciamento das obras e pelo cadastro das famílias atingidas pelo fenômeno climático. Até o momento, oito lotes já passaram pela limpeza, com cinco casas erguidas: uma em fase de acabamento (com instalação de cerâmica, pintura, forro, louças e metais), duas em processo de telhamento e outras duas com a montagem das paredes.

O objetivo é acelerar ainda mais a velocidade das construções nos próximos dias. “Realizamos alinhamentos com a prefeitura para ampliar o número de famílias atendidas, inclusive com um novo espaço e chamamentos públicos para que quem teve a casa severamente danificada possa optar pela reconstrução. Estamos trabalhando para agilizar a liberação dos terrenos e dar mais ritmo às obras, permitindo que as famílias desabrigadas possam retornar ao seu local e recomeçar a vida”, afirmou o superintendente de Programas da Cohapar, Kerwin Kuhlemann. “Também estamos trabalhando para agilizar a liberação dos terrenos que já estão definidos, tanto os municipais quanto os das próprias famílias afetadas.”

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Para as famílias que possuem terreno, a casa é levantada no mesmo local. É o caso da dona Albarina Almeida Dalmagro, 71 anos, irmã de Marilda Risse, que perdeu o marido no evento climático e que também receberá uma casa do Estado. Albarina não vê a hora de ver o novo lar pronto. “Eu gostei muito da casa. Eu sempre falo que a hora que eu tiver o meu banheiro e o meu quarto, eu estou feliz”, afirmou.

Ela morava com o filho na casa que o vento simplesmente levou embora. “Nós recebemos a notícia pelo celular. Foi o maior desespero”, recordou. Ela estava em Cascavel na hora do tornado, na missa de um mês de falecimento de uma outra irmã. “Quando foi 23h30 nós saímos de lá e às duas horas da manhã chegamos em Rio Bonito. Não dava para entrar em casa, porque tudo estava espalhado pela rua, por tudo. Foi terrível. Além da dor pela morte do meu cunhado, que nos ajudava em tudo.”

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“Se tivesse que construir uma casa do zero eu não sei o que faria. E eu não quero sair de Rio Bonito, porque eu tenho tudo aqui, minhas coisas, minha vida. Se a gente mudar de lugar, acho que não ia me acostumar, então para mim é muito importante, o que vier é bem-vindo, eu agradeço de coração”, falou, ansiosa pelo dia em que sua casa será entregue.

A construção das unidades segue uma ordem definida após 1,5 mil vistorias feitas em imóveis, realizadas pela Cohapar em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) e Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR). A área de cada unidade tem três variações: 45 m², 48 m² e 50 m², e possuem sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. O prazo para a empresa entregar as 320 unidades é de 180 dias.

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Foto: Arnaldo Neto/AEN

PROCESSO – Antes de iniciar a construção, os terrenos são limpos para que os serviços de fundação rasa e concretagem possam ser iniciados. Com o espaço liberado, essa primeira etapa leva de dois a três dias, até que o concreto possa secar.

Na sequência, é iniciada a montagem da casa propriamente dita. As paredes chegam prontas e são encaixadas uma na outra. Esse processo leva, em média, 1h30. Essa rapidez é possível graças ao modelo construtivo das unidades. As casas são construídas no sistema light wood frame, que utiliza painéis de madeira engenheirada para formar a estrutura das paredes.

Diferente da alvenaria tradicional, esse método permite que as peças sejam produzidas em fábrica e transportadas prontas para montagem no local, garantindo rapidez, alta precisão e menor desperdício. Também oferece conforto térmico/acústico, melhorando a sensação térmica tanto em períodos de frio quanto de calor.

SUPERAÇÃO E RECONSTRUÇÃO – Além da construção de casas, o Governo do Estado também tem apoiado as famílias de Rio Bonito do Iguaçu com outros dois programas: o Superação e o Reconstrução. Ambos são coordenados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef).

O programa Superação, que oferece auxílio de R$ 1 mil para atingidos pelo tornado, já chegou à 1.810 famílias desde que foi criado pelo Governo do Estado. Os beneficiários são cadastrados pela Sedef, que faz o atendimento em um espaço na prefeitura. Após a checagem e o cruzamento dos dados, a secretaria encaminha ao Banco do Brasil a lista de aprovados para os depósitos.

Já o programa Reconstrução consiste em um cartão destinado à compra de materiais de construção para reforma nas casas afetadas. Já foram 549 cartões carregados com valores que variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil, a depender do dano causado. Desse total, 341 já foram entregues às famílias e os demais devem chegar em breve. 

O programa funciona em duas modalidades: o Cartão Reconstrução, entregue fisicamente às famílias e válido para compras em estabelecimentos que aceitam a bandeira Elo, e o Voucher de Serviços, depositado em uma poupança social do Banco do Brasil e destinado exclusivamente ao pagamento de serviços de construção ou reparo. A regulamentação determina que 80% do valor recebido deve ser aplicado em materiais e 20% na contratação de serviços, sendo obrigatório manter comprovantes e recibos por cinco anos.

Somados o valor destinado para as reformas (R$ 13,6 milhões) e os vouchers para contratação de mão de obra (R$ 1,9 milhão), já foram repassados R$ 15,5 milhões em recursos para as famílias dentro do Reconstrução.

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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