Agro
Exportações de milho caem 30% em novembro, e Mato Grosso reforça foco no mercado interno
Volume exportado registra forte retração no mês
As exportações de milho de Mato Grosso recuaram de forma expressiva em novembro de 2025, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (8).
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o estado embarcou 2,77 milhões de toneladas no período — o que representa queda de 30,9% em relação a outubro e recuo de 9,6% frente ao mesmo mês de 2024.
No acumulado da temporada 2024/25 (julho a novembro), Mato Grosso exportou 16,46 milhões de toneladas, volume 13,1% menor que o registrado no mesmo intervalo do ano anterior. O resultado reforça a tendência de desaceleração das vendas externas diante das condições de mercado mais desafiadoras.
Alta na oferta global reduz competitividade do cereal brasileiro
De acordo com o Imea, o recuo nas exportações está diretamente ligado ao aumento da oferta mundial de milho, impulsionado pela melhor performance de países concorrentes na atual safra. O crescimento da produção global pressiona os preços internacionais e reduz a competitividade do grão brasileiro no exterior.
Apesar da menor quantidade embarcada, o relatório destaca elevação nas referências de preço: a paridade de exportação subiu 4,72% e as cotações da CME Group (Bolsa de Chicago) avançaram 2,10% na comparação mensal.
Mercado interno se mostra mais atrativo aos produtores
Mesmo com a leve recuperação das cotações internacionais, o mercado doméstico manteve-se mais vantajoso para os produtores mato-grossenses. O Imea explica que a maior firmeza dos preços internos e a demanda aquecida no estado tornaram o mercado local mais competitivo em relação às exportações.
“Diante da maior atratividade interna, os produtores priorizaram as vendas dentro do país, em vez de direcionar o grão ao mercado externo”, destaca o relatório.
Perspectivas seguem cautelosas para o fim da safra
Com a oferta mundial em alta e a valorização limitada do dólar, o Imea avalia que as exportações do cereal devem seguir em ritmo mais lento até o encerramento da temporada. Ainda assim, a demanda doméstica aquecida — especialmente da indústria de rações e do setor de etanol de milho — tende a sustentar os preços no mercado interno nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Rumo (RAIL3) bate recorde histórico de transporte em maio e Santander mantém recomendação de compra para ações
Rumo registra maior volume mensal de transporte da história
A operadora logística Rumo (RAIL3) alcançou em maio cerca de 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTK), o maior volume mensal já registrado pela companhia.
O resultado representa crescimento de 8% em relação a maio de 2025, segundo relatório do Santander Corporate & Investment Banking, divulgado nesta quarta-feira (10).
O desempenho também superou as expectativas do mercado, ficando 7,5% acima das estimativas do banco, indicando uma performance operacional mais forte do que o projetado.
Crescimento é impulsionado por corredores Norte e Sul
De acordo com os analistas do Santander, o avanço foi sustentado pelo desempenho consistente das principais rotas operacionais da companhia.
- Corredor Norte: alta de 8,2% na comparação anual
- Corredor Sul: crescimento de 6,5% no mesmo período
O relatório destaca que a expansão simultânea nas duas regiões reforça a eficiência logística da empresa e sua capacidade de atender a demanda crescente do transporte ferroviário no Brasil.
Santander mantém recomendação de compra para Rumo
Com base nos resultados operacionais, o Santander manteve a recomendação de “Outperform” (equivalente à compra) para as ações da Rumo.
O banco também reiterou o preço-alvo de R$ 20,50 para o final de 2026, reforçando a perspectiva positiva para os papéis da companhia no médio prazo.
Segundo o relatório, o desempenho operacional sólido contribui para sustentar a confiança dos investidores e fortalece as expectativas de continuidade do crescimento ao longo do ano.
Análise reforça solidez operacional da companhia
O estudo foi elaborado pela equipe de pesquisa de ações para a América Latina do Santander, com participação dos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani.
A análise considerou os dados operacionais divulgados pela própria Rumo em 9 de junho, além de comparações com projeções internas do banco, informações da plataforma FactSet e histórico operacional da companhia.
Para o Santander, os números confirmam a solidez operacional da Rumo e reforçam a visão de um cenário favorável para o desempenho da empresa no setor de logística ferroviária brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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