Educação
MEC reúne gestores do Pacto pela Recomposição das Aprendizagens
Começou nesta terça-feira, 9 de dezembro, em Brasília, o 2º Encontro Nacional de Gestores – Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens. Realizado pelo Ministério da Educação (MEC), o evento tem o objetivo de promover o diálogo, a formação e a colaboração entre dirigentes e técnicos das redes de ensino, com o intuito de fortalecer a implementação das políticas de recomposição das aprendizagens. O encontro ocorre até quarta-feira (10), na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
Na abertura do evento, nesta terça-feira (9), a secretária de Educação Básica (SEB) do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que o ministério trabalha em políticas alinhadas a uma estratégia de reparação, voltada à superação das desigualdades sociais e regionais e à garantia de uma educação de qualidade. Ela reforçou a importância do regime de colaboração entre MEC, estados e municípios na implementação das políticas educacionais, lembrando que são os responsáveis diretos pela oferta da educação básica em seus territórios.
“Mais de 3 mil municípios não têm capacidade técnica para fazerem sozinhos. Então, é muito importante que a União esteja presente, coordenando, articulando e dando apoio técnico, mas os estados também são fundamentais para apoiar os municípios, independente da configuração política. O pacto foi construído em regime de colaboração, desde o desenho da política e em cada passo da implementação, para acompanhar, monitorar e avaliar se a política está no caminho certo ou se precisa de adequações”, explicou.
Schweickardt ainda destacou que a recomposição das aprendizagens deve levar em conta as particularidades dos alunos e da região. “Toda sala de aula é diversa e nenhuma criança, adolescente ou jovem aprende igual. Logo, o desafio de ter possibilidades de ensino-aprendizagem customizados para diferentes grupos de alunos, para diferentes realidades, já é um imperativo antigo que existia e a gente não queria enfrentar. O que a gente aprendeu é que precisamos trazer os alunos para os níveis adequados de aprendizagem e enxergá-los nas suas particularidades, o que ele tem de potencial, os seus desafios e dificuldades”, observou.
O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral da SEB, Alexsandro dos Santos, disse que é necessário que o pacto se torne cada vez mais eficiente e efetivo para chegar mais perto das necessidades das escolas. Segundo ele, a pauta de recomposição de aprendizagens surgiu neste governo como uma necessidade em virtude das desigualdades históricas no aprendizado e também da pandemia causada pela covid-19.
“Nesses dois dias, vamos pensar um pouco sobre algumas estratégias estruturantes do Pacto pela Recomposição das Aprendizagens. Hoje, a gente vai abordar essas estratégias a partir da participação dos nossos técnicos e parceiros do programa. Amanhã é um dia de pôr a mão na massa, em que a gente vai pensar casos e exemplos da implementação do programa que nos ajudam a olhar para 2026”, afirmou Santos.
O evento conta com a participação de 53 coordenadores técnicos do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, responsáveis por articular a política nos estados e municípios. Entre as atividades está o compartilhamento de boas práticas, visando ao fortalecimento do regime de colaboração, além de um momento de alinhamento estratégico para a construção coletiva dos próximos passos para 2026.
A mesa de abertura teve também a presença do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios; do conselheiro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Israel Matos Batista; da superintendente de Apoio ao Desenvolvimento Curricular, representante da Secretaria de Educação de Goiás, Nayra Claudine; e da dirigente Municipal de Educação de Senador Guiomard, no Acre, Maria Elisangela Mendonça, representando a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Recomposição das Aprendizagens – O Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens é uma iniciativa do MEC que tem o objetivo de apoiar estados, municípios e o Distrito Federal na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica que apresentam defasagens. A política, construída de forma colaborativa com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), busca garantir que esses estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade, reduzindo desigualdades e fortalecendo a equidade no ensino.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes
O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território.
A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental.
Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada.
Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas.
A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações.
Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território.
Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens.
Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio.
Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores.
Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho.
Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades.
Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados.
O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação.
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
-
Agro7 dias agoEmpresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”
-
Economia6 dias agoPortaria interministerial amplia alcance do Move Brasil – Táxi Aplicativos
-
Esportes6 dias agoPalmeiras vence Cerro Porteño no Paraguai e avança às quartas de final da Libertadores
-
Esportes5 dias agoSantos segura empate no Equador e avança às quartas da Copa Sul-Americana
-
Política Nacional5 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
-
Brasil6 dias agoDia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em Pernambuco
-
Entretenimento7 dias agoXuxa lamenta mortes de Gloria Menezes e Laura Cardoso: ‘Brasil perde duas joias’
-
Educação4 dias agoEncceja 2026: provas serão aplicadas neste domingo (23/8)
