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Formatura marca a última noite de “ALGO/RITMO” no Guairão

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A segunda noite da temporada 2025 de “ALGO/RITMO”, espetáculo da Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG), foi marcada por um momento especial: a formatura de nove alunas que encerraram o curso de formação da instituição.

Ao todo, quase 3 mil pessoas prestigiaram as duas noites de apresentações no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), nesta quinta (4) e sexta-feira (5), celebrando a potência da montagem e também a trajetória das jovens bailarinas que concluíram o ciclo de estudos.

“Eu cresci aqui dentro, tive toda a minha vida aqui. Esse lugar é a minha segunda casa”, contou a formanda Gabriela Rocha Urbinatti. “Esse ano foi bem difícil porque ao mesmo tempo em que estou feliz de estar finalizando, é um pouco triste porque é muito tempo aqui dentro. A gente cria apego pelo ambiente e pelas pessoas. Mas tem sido muito especial”,  resumiu Maria Clara Czarnobay Nery sobre o sentimento duplo com a formação.

Elas também destacaram o papel da EDTG como base para a formação profissional. “Esse curso de formação agregou muito na minha vida, é muito importante pra quem eu sou hoje em dia”, apontou Isadora Cividini Piaia. “Com o Guaíra a gente tem uma base muito boa do balé, então conseguimos seguir carreira com confiança”, destacou Eduarda Rossi Tosta.

Completaram o time de formandas da EDTG as alunas Beatriz Moreira Javorouski, Daniela Regina Barchik, Ester dos Santos Soares Pinto, Gabriela Yumi Mariano Harada e Mariana Bulka Tkatchuk.

A coordenadora da escola e diretora-geral do espetáculo ALGO/RITMO, Larissa Pansera, reforçou esse sentimento de passagem e recomeço. “A formatura é sempre muito especial, porque fecha um ciclo. Mas, na verdade, elas vão descobrir que é agora que o ciclo começa. A escola está aqui para formar, e elas saem hábeis para buscar audições em várias companhias, inclusive no próprio Balé Teatro Guaíra”, destacou.

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A força do espetáculo – “ALGO/RITMO” é uma Atividade Artística Pedagógica da EDTG, considerada essencial para a formação dos alunos. A montagem havia estreado no Guairinha em julho e ganhou maturidade no palco do Guairão diante da experiência que os alunos acumularam ao longo do ano.

Com coreografia de Rodrigo Leopolldo, integrante do Balé Teatro Guaíra, e trilha sonora original de Gilson Fukushima, a proposta mescla linguagens do balé clássico e da dança contemporânea em um visual de impacto, contando com figurinos de Luan Valloto, cenografia de Pablo Colbert, projeções visuais de Alan Raffo e iluminação de Marcos Rocha.

Para Larissa Pansera, a energia dos estudantes foi determinante para o sucesso da temporada. “Eu adoro esse espetáculo. Ele é potente, e os alunos se entregaram totalmente à proposta”, disse.

Na plateia, pais, amigos e espectadores se emocionaram com a entrega dos alunos no palco e com a maturidade em cena. O espetáculo convida a refletir sobre a relação entre humanidade e tecnologia.

A gerente Fernanda de Azevedo definiu o espetáculo como “incrível”. “Ver desde os pequenos até os grandes brilhando nesse palco é de emocionar. E a proposta do espetáculo casou com tudo que a gente vive hoje em dia, é um alívio que a gente precisa no meio da semana caótica”, apontou.

Para a família do pequeno Miguel, que há dois anos está na EDTG, a noite também foi inspiradora: “É um sonho que ele está vivendo e a gente está vivendo junto com ele”, resumiu o pai, Anderson de Souza. A mãe, Ariane Chaves de Souza, ficou feliz em ver a grande participação dos meninos no espetáculo. “Enche meu coração de saber que, conforme ele melhorar, ele vai ter mais espaço.”

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Entre os jovens espectadores, a reação também foi positiva. “Foi uma coisa muito marcante essa mistura de tecnologia com ritmo”, avaliou Mariana Alves Santos, de 13 anos, que sempre acompanha os espetáculos da Escola.

70 ANOS – A apresentação de final de ano também marcou a reta final para o aniversário de 70 anos da Escola de Dança Teatro Guaíra, que será celebrado em 2026. Como adiantou Larissa, o próximo ano trará um espetáculo especialmente dedicado à história da instituição. “Vai ser um espetáculo muito, muito tudo, porque são muitas histórias, muitos talentos formados e uma trajetória enorme.”

A EDTG é o corpo artístico mais antigo em atividade do Centro Cultural Teatro Guaíra e é hoje uma das poucas instituições públicas do país a oferecer formação gratuita em dança, mantida pelo Governo do Paraná. A Escola oferece vagas para crianças e jovens de 8 a 18 anos. As inscrições para o processo seletivo das turmas de 2026 foram finalizadas nesta sexta-feira e o teste de ingresso será em fevereiro.

A Escola oferece um curso de sete anos de duração, do nível preparatório ao aperfeiçoamento, com aulas de balé clássico e dança contemporânea e atende atualmente 100 alunos. “É um berço de formação artística de excelência no Paraná. Este novo espetáculo traduz perfeitamente o espírito inquieto e inventivo que marca a trajetória da escola”, afirma o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro.

Fonte: Governo PR

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Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

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As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

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As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

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O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

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