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Bolsas da China recuam com expectativa de decisões econômicas; Hong Kong encerra em leve alta

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Os principais índices da China encerraram o pregão desta terça-feira (2) em queda, em um cenário de cautela entre investidores antes das próximas reuniões de política econômica do governo. O movimento ocorre em meio a um período de menor volume de resultados corporativos e incertezas sobre os rumos da economia chinesa para 2026.

O índice de Xangai registrou baixa de 0,42%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,48%. Já o Hang Seng, principal indicador da Bolsa de Hong Kong, avançou 0,24%, refletindo um leve otimismo pontual entre os investidores locais.

Mercado monitora agenda econômica de Pequim

Após semanas de realização de lucros, muitos agentes de mercado voltaram suas atenções para setores com avaliações mais atrativas, avaliando oportunidades de recomposição de carteira. Analistas destacam que a cautela predomina diante da expectativa por novas diretrizes do governo chinês, especialmente na Conferência Central de Trabalho Econômico, evento que definirá as metas de crescimento e prioridades de política econômica para o próximo ano.

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As atenções também se voltam para a próxima reunião do Politburo, que deve confirmar os rumos da política fiscal e monetária do país. O mercado aposta na manutenção de uma postura fiscal mais ativa, com foco em eficiência e execução de investimentos, e em uma política monetária flexível, voltada a medidas pontuais e direcionadas, sem grandes estímulos em escala.

Desempenho das bolsas asiáticas

O pregão asiático desta terça-feira apresentou resultados mistos, refletindo a combinação de expectativas econômicas e ajustes de portfólio por parte dos investidores. Confira o desempenho dos principais índices da região:

  • Tóquio (Nikkei 225): estável, aos 49.303 pontos;
  • Hong Kong (Hang Seng): alta de 0,24%, a 26.095 pontos;
  • Xangai (SSEC): queda de 0,42%, a 3.897 pontos;
  • Shenzhen (CSI300): recuo de 0,48%, a 4.554 pontos;
  • Seul (Kospi): valorização de 1,90%, a 3.994 pontos;
  • Taiwan (Taiex): alta de 0,81%, a 27.564 pontos;
  • Cingapura (Straits Times): avanço de 0,24%, a 4.536 pontos;
  • Sydney (S&P/ASX 200): aumento de 0,17%, a 8.579 pontos.
Cenário asiático segue influenciando mercados globais

As oscilações nas bolsas da Ásia continuam sendo acompanhadas de perto pelos investidores internacionais, já que a China segue como um dos principais vetores de influência sobre o comércio global e sobre o mercado de commodities, especialmente agrícolas e energéticas. As decisões de política econômica esperadas para dezembro podem redefinir o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo e influenciar diretamente a dinâmica das exportações brasileiras no próximo ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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