Educação
Estudante do IFAP conquista 1º lugar no Prêmio Jovem Cientista
Na 31ª edição do Prêmio Jovem Cientista, um reconhecimento anual aos jovens pesquisadores brasileiros que desenvolvem soluções inovadoras, a educação profissional e tecnológica (EPT) teve destaque nas categorias Ensino Superior e Mérito Institucional Ensino Médio. A Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, de Pernambuco, e os institutos federais do Amapá (Ifap) e do Ceará (IFCE), autarquias vinculadas ao Ministério da Educação, foram premiados.
A estudante Manuelle da Costa Pereira, do Ifap, foi a vencedora da categoria Ensino Superior com a apresentação de um projeto que reutiliza materiais e oferece portabilidade inédita para os extrativistas, o Kit Solar Castanheiro. O objetivo do produto desenvolvido sob a supervisão do professor Diego Armando Silva, é substituir os motores a diesel, que são caros, poluentes e dificultam o deslocamento dos extrativistas na floresta.
No período de coleta das castanhas, os trabalhadores passam semanas ou até meses em áreas da região. “O kit surgiu para atender às necessidades básicas e energéticas de castanheiros durante a coleta. O modelo de utilidade desenvolvido no município de Laranjal do Jari foi testado e aprovado. Com a bateria, é possível carregar utensílios básicos utilizados pelos extrativistas”, explicou a graduanda em engenharia florestal do Ifap. Para a confecção do kit, foram utilizados produtos da região que geralmente são descartados, como as bombonas.
Manuelle é a primeira pesquisadora do Amapá a conquistar o prêmio e já fez história: seu invento foi apresentado na COP30, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) que debateu as mudanças climáticas em Belém, no Pará.
Este ano, o Prêmio Jovem Cientista teve como tema “Resposta às mudanças climáticas: ciência, tecnologia e inovação como aliadas” e contou com 919 inscrições, divididas em três categorias. Foram selecionadas soluções de produtos sustentáveis e eficazes para o combate a desastres, estratégias de resiliência e adaptação às mudanças climáticas, além de soluções sustentáveis para a agricultura. A solenidade de premiação foi realizada na quarta-feira, 26 de novembro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, no Distrito Federal.
EPT em destaque – O projeto do IFCE foi desenvolvido pelo graduando em tecnologia em redes de computadores, Isac Diógenes Bezerra, com orientação do professor Samuel Belarmino. Eles apresentaram uma tecnologia de monitoramento em tempo real que busca facilitar a identificação de problemas e promover o uso consciente dos recursos hídricos, o Water Flow, conquistando o segundo lugar na categoria Ensino Superior.
Na categoria Mérito Institucional Ensino Médio, a Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, localizada em Carnaíba, foi reconhecida por se destacar nacionalmente pela qualidade no ensino de ciência e tecnologia no sertão pernambucano.
Histórico – O prêmio é uma iniciativa do CNPq — fundação pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação —, em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Há 40 anos, cada edição indica um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, com prioridade nacional, que atenda às políticas públicas do governo federal e seja de relevância para a sociedade. Na premiação deste ano, dez jovens talentos e duas instituições foram reconhecidos por suas pesquisas, com premiações entre R$ 12 mil e R$ 40 mil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do Ifap e do CNPq
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva
nstituído oficialmente no Brasil pela Lei Federal nº 11.133/2005, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro, marca a mobilização histórica pela garantia de direitos, acessibilidade e combate ao capacitismo na sociedade. A data reforça a necessidade contínua de políticas públicas voltadas à participação plena e com dignidade de pessoas com todos os tipos de deficiência. No contexto educacional, o Ministério da Educação (MEC) atua para aplicar a igualdade de direitos na prática cotidiana da rede pública de ensino.
O MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está com inscrições abertas para o Edital Conjunto nº 5/2026 para a implementação do Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). A iniciativa destinará recursos de custeio, capital e bolsas de pesquisa ao longo de 36 meses, com o objetivo de estruturar uma central de monitoramento da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI).
O coordenador-geral de Avaliação, Monitoramento e Fortalecimento da Política de Diversidade da Secadi, Francisco Moraes da Costa Marques, destacou que a educação inclusiva no Brasil percorre um caminho estratégico e que o Obeduc-EI atuará como a central de inteligência, bússola e orientação ao longo do processo. Marques ressaltou ainda que a missão do observatório é aproximar a produção científica das necessidades da sala de aula, substituindo diagnósticos isolados por indicadores nacionais capazes de nortear a tomada de decisão de estados e municípios.
Estrutura em rede – O Observatório integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei) e será composto por redes regionais formadas por Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) em todo o país. Essa arquitetura garante capilaridade no levantamento de dados quantitativos e qualitativos, uma vez que envolve pesquisadores multidisciplinares, estatísticos, gestores e professores da educação básica.
Ao analisar o edital, é possível aferir que a atuação do Obeduc-EI organiza-se em quatro eixos centrais de implementação:
- Acompanhar e Medir (Gerar Dados Reais): elaboração de indicadores de aprendizagem e de qualidade da oferta escolar para mapear a inclusão efetiva de estudantes nas turmas comuns e no Atendimento Educacional Especializado (AEE).
- Conectar Mundos: integração direta entre os programas de pós-graduação das universidades públicas, secretarias de educação estaduais e municipais, e o ecossistema escolar local.
- Criar Materiais e Treinamentos: formulação de cadernos de orientação, dados abertos e tecnologias pedagógicas acessíveis para o ambiente escolar e familiar.
- Formar Pessoas: capacitação continuada de profissionais da rede pública e concessão de bolsas acadêmicas em diversos níveis de formação.
Valorização Profissional – Para assegurar o suporte técnico às equipes, a Capes concederá modalidades de bolsa mensal aos integrantes de acordo com o programa de pesquisa:
- Pós-Doutorando: R$ 5.300
- Doutorando: R$ 3.100
- Coordenador Geral / Mestrando: R$ 2.100
- Coordenador Local: R$ 2.000
- Professor Pesquisador: R$ 1.800
- Professor da Educação Básica: R$ 1.100
- Graduando (Iniciação Científica): R$ 700
Prazos de Submissão de Propostas – A inscrição no processo seletivo pode ser realizada por docentes ou doutores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino de IES públicas, a fim de representar a instituição. O coordenador da Secadi, Francisco Marques, fez um alerta aos pesquisadores e às instituições para que não deixem a articulação e o envio das propostas para a última hora, tendo em vista a complexidade da constituição das redes de trabalho.
As propostas devem ser submetidas, exclusivamente, por meio do Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes) até o dia 5 de outubro de 2026. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 12 de novembro de 2026, com início imediato das atividades. Dúvidas técnicas e consultas sobre o certame podem ser encaminhadas ao e-mail institucional do programa.
- Prazo final de inscrição: 5 de outubro de 2026
- Link para submissão: inscrição.capes.gov.br
- Contato oficial: [email protected]
Com a articulação entre ciência, universidades públicas e redes de ensino, a implementação do Obeduc-EI visa garantir que a produção de dados e o acompanhamento técnico cheguem ao cotidiano da sala de aula, fortalecendo a consolidação da educação especial inclusiva como realidade de aprendizagem e permanência para todos os estudantes do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
-
Esportes5 dias agoFlamengo vence o Corinthians no Maracanã e reassume a liderança do Brasileirão
-
Esportes6 dias agoPalmeiras vence clássico contra o São Paulo e reassume a liderança do Brasileirão
-
Agro5 dias agoChina vem avaliar frigoríficos e exiger controle maior de resíduos no campo
-
Esportes6 dias agoVasco vira sobre o Grêmio e esquenta briga contra o rebaixamento no Brasileirão
-
Esportes6 dias agoSantos vence o Cruzeiro na Vila Belmiro e emplaca a terceira vitória seguida no Brasileirão
-
Esportes6 dias agoAtlético-MG vence o Fluminense e assume a sétima posição
-
Educação5 dias agoMEC disponibiliza painel com dados do Ideb para análise da aprendizagem
-
Agro7 dias agoPlantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte
