Política Nacional
Cuidar de si: política nacional do autocuidado pode virar lei
Babás, cuidadoras e cuidadores de idosos e de crianças são alguns dos profissionais que se dedicam a cuidar dos outros, mas que não devem esquecer de cuidarem de si mesmos. Entretanto, segundo alerta da senadora Jussara Lima (PSD-PI), autocuidado não é automedicação, mas sim consciência sobre a própria saúde e bem-estar.
— O autocuidado não se confunde, em nenhuma medida, com a automedicação nem com a responsabilização exclusivamente individual pela própria saúde. O autocuidado remete para a elevação da capacidade de o próprio cidadão aprender a reconhecer questões relevantes relativas à sua própria saúde. Naturalmente, esse aprendizado de autocuidado não implica jamais a ausência de consulta aos profissionais de saúde que estão devidamente qualificados para prescrever medicamentos e tratamentos de todo tipo — afirmou a senadora.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), informou Jussara Lima, o autocuidado corresponde às capacidades de indivíduos, famílias e comunidades para promover a saúde, prevenir doenças e manter o bem-estar, com apoio de profissionais de saúde quando possível. A senadora também registrou que o autocuidado já está presente em várias normas e iniciativas governamentais. O Sistema Único de Saúde (SUS), sublinhou a parlamentar, tem o autocuidado como tema transversal em diversas políticas públicas há mais de vinte anos.
Jussara Lima apoiou a aprovação do projeto de lei que obriga o estímulo ao autocuidado responsável no SUS, e cria a Política Nacional de Autocuidado e o Dia Nacional do Autocuidado em 24 de julho (PL 3.099/2019), mesma data do Dia Internacional do Autocuidado. Ela presidiu a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) desta quinta-feira (27) sobre o projeto, que está na comissão sob relatoria da senadora.
Saúde coletiva
A senadora explicou que o autocuidado envolve a adoção de hábitos saudáveis e outras atitudes:
- Nutrição adequada
- Atividade física regular
- Sono de qualidade
- Gerenciamento do estresse
- Respeito aos tratamentos médicos
- Uso responsável de medicamentos
- Atenção à própria saúde
— Por isso, o autocuidado é fundamental não apenas pela melhora da qualidade de vida, mas também por contribuir diretamente para a sustentabilidade do nosso sistema de saúde, desafogando hospitais e unidades de atendimento, ao reduzir a incidência de casos preveníveis. O autocuidado é, portanto, ato de saúde coletiva — acrescentou a senadora.
Qualidade de vida e produtividade
A presidente da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde, Cibele Zanotta, explicou que o dia 24 de julho (24/7) simboliza que a pessoa precisa cuidar de si mesma nas 24 horas do dia e nos 7 dias da semana. Ela disse que grande parte da população brasileira tem dificuldades para interpretar orientações médicas, entender bulas e rótulos, reconhecer sinais de alerta e usar o sistema de saúde.
Zanotta acrescentou que o Brasil tem atualmente alta prevalência de doenças crônicas, desigualdade de acesso à informação qualificada de saúde, automedicação inadequada em alguns contextos e baixos índices de alfabetização em saúde. Ela afirmou que políticas públicas de autocuidado podem gerar impactos positivos no cidadão e na sociedade, com melhoria da saúde, na qualidade de vida e na produtividade social e econômica.
— Nesse contexto, essa proposta do Dia Nacional do Autocuidado não é tão somente uma data comemorativa, ela é estratégica. A data permitirá promover campanhas nacionais, com linguagens acessíveis para nossa população, disseminar conteúdos educativos confiáveis e estimular a corresponsabilidade de toda a sociedade no cuidado com a saúde. A criação da data transforma o autocuidado em agenda permanente, com o potencial de influenciar gerações. Se queremos um país com pessoas mais saudáveis, mais informadas e com melhor qualidade de vida, precisamos colocar o autocuidado no centro do planejamento público, com ações contínuas de educação, prevenção e orientação — resumiu Zanotta.
Cuidador também precisa de cuidado
A médica pediatra Silvia Maria de Macedo Barbosa trabalha no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP. Ela é especialista em dor e em medicina paliativa e já viu muitas mães e pais sobrecarregados por serem responsáveis pelo cuidado de filhos com doenças crônicas. De acordo com a OMS, disse a médica, o autocuidado reduz desigualdades, melhora indicadores da saúde e diminui o custo do sistema público. A falta de autocuidado, alertou, causa adoecimento silencioso dos cuidadores, físico e psíquico.
— Eu acompanho essas crianças, eu acompanho essas famílias, e muitas vezes eu vejo pais ficando com condições complexas de saúde porque houve uma negligência por parte deles, de olhar para si e olhar para o seu próprio cuidado. O autocuidado deve entrar como uma agenda global de saúde. E deve ser vista o tempo todo, não é só dentro do serviço de saúde — afirmou Silvia Barbosa.
Atitudes simples podem ajudar
O biólogo Daniel Forjaz, por sua vez, é especialista em plantas medicinais e trabalha com a disseminação desse conhecimento científico, que pode, por exemplo, prevenir problemas de saúde. Ele também sugeriu diversos tipos de ações que podem turbinar o autocuidado da maioria das pessoas:
- Cozinhar a própria comida
- Cuidar de uma horta ou do jardim
- Contato com a natureza com contemplação e banho de sol
- Andar descalço na grama ou na areia da praia
- Atividades comunitárias (escolas, associações, asilos e igrejas)
- Leitura e escrita
- Práticas manuais como pintura, desenho e artesanato
- Meditação e relaxamento
Também participaram da audiência pública o presidente da Associação Latino-Americana de Autocuidado Responsável, Juan Thompson; a gerente-geral de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa, Márcia Gonçalves de Oliveira; a professora e pesquisadora Ana Luíza Pavão; e a especialista Rosane Sousa. Veja aqui a íntegra do debate. A presidente da CDH é a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Camilo Santana faz balanço das ações do governo federal na educação
Ao lembrar que nesta terça-feira (28) se comemora o Dia Mundial da Educação, o senador Camilo Santana (PT-CE), que até o início do mês ocupava o cargo de ministro da Educação, fez um balanço das ações do governo federal na área.
Ele enfatizou avanços na alfabetização, na expansão do ensino integral e na melhoria da infraestrutura das escolas públicas. Segundo ele, o país registrou crescimento no número de crianças alfabetizadas na “idade certa” (até o final do 2º ano do ensino fundamental, ou seja, em geral por volta dos 7 ou 8 anos), passando de 36% em 2021 para 66% em 2025. Ele também frisou que houve ampliação da conectividade nas escolas (ou seja, da qualidade e da disponibilidade do acesso à internet) e a retomada de obras paradas.
— Avançamos na infraestrutura e no tempo de permanência dos estudantes na escola. Hoje, nove em cada dez municípios já adotam o ensino em tempo integral, contra apenas dois em cada dez no fim da gestão passada. Saímos de 42% de escolas conectadas, no fim da gestão passada, para mais de 71% de conectividade pedagógica, beneficiando 24 milhões de estudantes. Retomamos quase 2,5 mil obras que estavam paradas há anos neste país, muitas há mais de uma década. Entregamos 1.683 novas creches, 685 escolas e quase 2,5 mil ônibus escolares, que devolvem a dignidade aos nossos municípios e estados — afirmou.
Camilo Santana também destacou a criação de programas de incentivo, como o Pé-de-Meia, e disse que o ensino superior e técnico foi fortalecido com o aumento de seus orçamentos e a expansão da rede federal.
— No ensino superior, profissional e tecnológico, a rede federal respira novamente. Depois de um período de cortes e retrocessos, aumentamos o orçamento das universidades em 45%, comparado com 2022, e dos institutos federais, em 56%. Estamos criando 115 campi de institutos federais e 15 novos campi de universidades. Investimos nos hospitais de universidades federais com quase R$ 2 bilhões para modernização, ampliação e aquisição de equipamentos para a rede de 45 hospitais universitários em operação, que vão chegar, ainda este ano, a mais de 47; e ainda há mais quatro em construção — declarou ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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