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Seguro rural precisa de reforço urgente para garantir sustentabilidade do agronegócio, alerta presidente da Faesc

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Setor enfrenta cenário crítico em proteção contra riscos climáticos

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), José Zeferino Pedrozo, alerta que o mercado de seguro rural brasileiro vive um momento de fragilidade. Embora o Plano Safra 2025/2026 tenha ampliado significativamente os recursos para crédito rural — tanto para a agricultura empresarial quanto para a familiar —, os valores destinados à proteção de risco permanecem insuficientes, o que compromete a sustentabilidade da produção agropecuária.

Pedrozo destaca que a atividade rural está sujeita a riscos inevitáveis, como geadas, secas, granizo, excesso de chuvas, pragas e doenças, que não apenas reduzem a produtividade, mas também impactam toda a cadeia produtiva, desde a renda dos produtores até o abastecimento alimentar nacional.

Seguro rural: investimento em resiliência e continuidade

Segundo o dirigente, o seguro rural deve ser visto como investimento, e não como gasto. Ele afirma que a ferramenta é essencial para garantir a continuidade da atividade produtiva, além de incentivar o uso de tecnologias modernas e a formalização de operações no campo.

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No entanto, Pedrozo ressalta que o quadro orçamentário atual evidencia fragilidade. Dados recentes mostram que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) não recebeu o aporte necessário do orçamento federal, enfrentando inclusive bloqueios e suplementações negadas.

Falta de recursos limita adesão dos produtores

Apesar do aumento no volume de crédito para custeio e investimento anunciado pelo governo, não houve expansão proporcional dos recursos destinados ao seguro rural. Essa falta de alinhamento, segundo Pedrozo, coloca em risco a segurança e a sustentabilidade da produção agropecuária.

“Quando o produtor investe em lavouras, criação de animais ou extrativismo, ele assume riscos de mercado e riscos naturais. Diferentemente das empresas urbanas, o agricultor lida com fatores totalmente fora de seu controle”, afirma o presidente da Faesc, destacando o que chama de ‘incerteza estrutural’ da atividade rural.

Falta de seguro pode levar à insolvência no campo

Sem um seguro rural acessível e efetivo, eventos climáticos severos podem provocar perdas irreversíveis, levando ao endividamento, à quebra de ciclos produtivos e até ao abandono da atividade agrícola. Essa vulnerabilidade afeta produtores de todos os portes, mas atinge com maior intensidade os pequenos agricultores, que possuem menor estrutura financeira e tecnológica para lidar com prejuízos.

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Pedrozo reforça que o subsídio ao prêmio do seguro rural é uma ferramenta de inclusão produtiva, garantindo que o produtor não enfrente sozinho os impactos de fenômenos climáticos extremos.

Seguro rural deve ser tratado como política pública essencial

O presidente da Faesc defende que os órgãos responsáveis pela política agrícola e orçamentária reforcem o PSR, ampliando os recursos e assegurando liberação tempestiva dos valores.

“Sem o fortalecimento do seguro rural, o país perde não apenas em produtividade, mas também em estabilidade social e econômica no meio rural”, conclui Pedrozo. Ele defende que o seguro rural seja tratado como pilar fundamental da política pública agropecuária, e não apenas como um item complementar dentro do Plano Safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

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O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

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As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

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Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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