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Coronavírus: A Revista Paraná mostra o que foi cancelado ou adiado no Paraná

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Ações do poder público e da iniciativa privada visam prevenir a transmissão do vírus. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, no estado são 80 casos suspeitos e seis confirmados.

Com o intuito de prevenir a transmissão do novo coronavírus, autoridades públicas e organizadores de atividades particulares, com aglomeração de pessoas, decidiram suspender ou adiar os eventos.

Os últimos dados do Ministério da Saúde, divulgados no domingo (15), mostraram que no Paraná há 80 casos suspeitos do novo coronavírus; seis pessoas testaram positivo; e 50 suspeitas foram descartadas.

Não há confirmação de transmissão comunitária – que são aqueles casos em que não é possível identificar a trajetória de infecção do vírus.

UNIVERSIDADES

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) suspenderam as aulas por duas semanas por causa do novo coronavírus.A medida é válida para as atividades letivas acadêmicas presenciais, a partir desta segunda-feira (16).

A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, suspendeu, por recomendação do Ministério da Saúde, todos os eventos com aglomerações de pessoas como uma das medidas de prevenção ao novo coronavírus. Palestras, simpósios, congressos e outros eventos acadêmicos.

Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) anunciou que palestras, seminários, eventos culturais e desportivos, previstos para março e abril, devem ser cancelados.

Os campi de Realeza, no sudoeste do Paraná, e de Laranjeiras do Sul, na região central do estado, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) estão com as atividades acadêmicas presenciais suspensas a partir desta segunda-feira (16).

Universidade Positivo anunciou que vai seguir as recomendações das autoridades públicas de saúde e que as aulas presenciais dos alunos de graduação e pós-graduação foram suspensas de 17 a 29 de março.

RESTAURANTES UNIVERSITÁRIOS

Universidade Federal do Paraná vai fechar os Restaurantes Universitários (RUs) a partir desta segunda-feira (16). O objetivo da medida, de acordo com a UFPR, é evitar o aglomerado de pessoas nos RUs e a contaminação de alimentos e utensílios de cozinha.

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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