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Agro

Algodão: Cotação se mantém firme com foco em qualidade e exportações

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A firmeza dos vendedores e o interesse dos compradores por algodão de maior qualidade sustentaram os preços da pluma no Brasil. De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores estão atentos ao bom ritmo das exportações e priorizam o cumprimento de contratos no mercado interno.

Enquanto isso, os compradores buscam ajustar os estoques para as últimas semanas de 2025 e se preparar para o início das operações de 2026, reforçando a demanda por produtos de melhor padrão.

Exportações brasileiras registram leve queda em novembro

No mercado externo, os embarques de algodão brasileiro somaram 244 mil toneladas na primeira quinzena de novembro, segundo dados da Secex. O volume é 18,5% menor que o registrado em todo o mês de novembro de 2024, quando foram exportadas 299,5 mil toneladas.

Se o ritmo atual se mantiver até o fim do mês, o Brasil pode atingir mais de 460 mil toneladas exportadas em novembro.

NY encerra sessão em alta com dólar fraco e petróleo valorizado

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), os contratos de algodão fecharam em alta nesta terça-feira, impulsionados pelo dólar desvalorizado em relação a outras moedas e pela valorização do petróleo.

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Além disso, o mercado avaliou os dados recentes sobre as condições das lavouras americanas, que retornaram após 43 dias de paralisação do governo dos Estados Unidos. Durante o shutdown iniciado em 1º de outubro, os relatórios semanais do Departamento de Agricultura (USDA) haviam sido suspensos.

Avanço da colheita nos EUA

Conforme o USDA, até a semana encerrada em 16 de novembro, 71% das lavouras de algodão nos EUA já haviam sido colhidas. Em igual período de 2024, a colheita estava em 76%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 72%.

Os contratos futuros de algodão para março de 2026 encerraram o dia cotados a 64,39 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,33 centavo (0,5%). Já o vencimento de maio de 2026 fechou a 65,57 centavos, valorização de 0,32 centavo (0,5%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Dólar deve oscilar com tensão no Oriente Médio e indicadores econômicos dos EUA, aponta análise da StoneX

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O mercado de câmbio deve permanecer volátil nos próximos dias, com o dólar influenciado por dois fatores principais: a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos. A avaliação é da consultoria StoneX, que destaca um cenário externo ainda incerto e com impacto direto sobre o apetite global ao risco.

As oscilações recentes refletem a combinação de notícias divergentes sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Enquanto parte do mercado observa sinais de possível avanço nas conversas, outro segmento acompanha com cautela a persistência das tensões na região, o que mantém a volatilidade elevada nos mercados financeiros internacionais.

Tensão geopolítica sustenta volatilidade e influencia busca por ativos seguros

A instabilidade no Oriente Médio continua sendo um dos principais vetores de influência sobre o comportamento dos investidores. Em momentos de maior tensão, cresce a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar norte-americano, o que tende a fortalecer a moeda no cenário global.

Por outro lado, eventuais avanços diplomáticos podem reduzir a aversão ao risco e abrir espaço para ajustes nas cotações cambiais, com reflexos diretos sobre moedas emergentes e mercados de commodities.

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Inflação nos EUA segue acima da meta do Federal Reserve

Nos Estados Unidos, a atenção do mercado também está voltada para os indicadores de inflação. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), métrica de referência para o Federal Reserve, registrou alta de 3,3% no acumulado de 12 meses.

O resultado permanece significativamente acima da meta de 2% perseguida pela autoridade monetária norte-americana, reforçando a percepção de cautela em relação aos próximos passos da política de juros.

Dados econômicos reforçam expectativa sobre juros americanos

Além da inflação, o mercado acompanha de perto os indicadores de emprego e atividade econômica nos Estados Unidos. Dados mais fortes podem sustentar a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo, o que tende a favorecer o dólar.

Em contrapartida, sinais de desaceleração econômica poderiam aumentar as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve, reduzindo a pressão de valorização da moeda norte-americana e ampliando a volatilidade no mercado cambial global.

O cenário segue, portanto, dependente da evolução simultânea dos riscos geopolíticos e dos fundamentos econômicos dos Estados Unidos, que continuam ditando o ritmo do dólar no mercado internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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