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Política Nacional

Lucas Barreto repudia declarações de chanceler alemão sobre visita a Belém

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O senador Lucas Barreto (PSD-AP) repudiou, nesta terça-feira (18), a conduta e as declarações do chanceler alemão Friedrich Merz por comentários sobre Belém após visita em que participou da Cúpula dos Líderes da COP30. O parlamentar condenou o uso da expressão “aquele lugar” para se referir à capital paraense, classificando a postura do líder alemão como “carregada de soberba e desprezo”.

Barreto criticou também a afirmação de Merz, de que a comitiva alemã ficou feliz em deixar a cidade, associando-a a uma “forma de desumanização”.

— Belém o recebeu com respeito, ele o retribuiu com insulto. Essa forma de desumanização ecoa uma mentalidade que muitos acreditavam enterrada em capítulos sombrios da história alemã, quando líderes tratavam povos como inferiores — afirmou o senador.

O parlamentar defendeu que o chanceler veio à região buscar “palanque climático” e fazer discursos em defesa da floresta e união global, mas sem compromisso prático. Para Lucas Barreto, o comportamento foi contraditório e indigno.

— Quando precisou demonstrar compromisso real, como no Fundo Florestas para Sempre, fugiu da responsabilidade. Prometeu o indefinido e não apresentou um único valor concreto — disse.

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Lurya Rocha, sob supervisão de Patrícia Oliveira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Vai à Câmara projeto que facilita desembargo de área com infração ambiental

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (2), em votação simbólica, um projeto de lei que cria regras para a regularização ambiental de áreas rurais embargadas em razão de infrações ambientais. O PL 6.531/2025 segue agora para a Câmara dos Deputados.

A proposta altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605, de 1998) para disciplinar a regularização de áreas embargadas por descumprimento das regras de proteção da vegetação nativa previstas no Código Florestal (Lei 12.651, de 2012). O texto recebeu parecer favorável do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA).

A proposta obriga a autoridade ambiental a informar o produtor sobre a possibilidade de um termo de compromisso logo no ato da multa ou embargo. Se o produtor pedir para assinar esse acordo e o órgão ambiental não responder em 60 dias, as punições econômicas (como o bloqueio de acesso ao crédito rural) serão automaticamente suspensas. Isso permite que o agricultor volte a buscar financiamento enquanto o processo de regularização continua correndo.

Autor do projeto, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) diz que a medida favorece os pequenos produtores que têm áreas embargadas e ficam impossibilitados de produzir.

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— O órgão [ambiental] terá 60 dias para dar resposta ao produtor; se o órgão não se manifestar, o produtor passa a produzir. Da forma que estamos hoje, é luta desigual com os nossos produtores — afirmou.

Além de saudar a aprovação do projeto, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) cobrou justiça para os produtores de todos os estados da Região Amazônica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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