Agro
Morango tem boa safra no RS com clima favorável, mas pragas exigem atenção dos produtores
Clima ideal impulsiona qualidade e produtividade do morango
O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar indica que o clima segue favorável ao cultivo de morango na região de Caxias do Sul. As temperaturas amenas, com média em torno de 20 °C e amplitude térmica elevada, criaram condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.
A sanidade dos morangueiros é considerada satisfatória, com os produtores mantendo tratamentos fitossanitários preventivos baseados em produtos biológicos para o controle de oídio, mofo-cinzento e antracnose. No entanto, a antracnose, conhecida popularmente como “flor preta”, tem se tornado mais frequente, gerando preocupação entre os agricultores.
Em Nova Petrópolis, produtores também relatam casos de ácaro-rajado, praga que exige acompanhamento constante para evitar perdas na produção.
Colheita avança, mas volume segue abaixo do esperado
Apesar das boas condições climáticas, o volume colhido ainda está abaixo do esperado para esta época do ano. Em Gramado, o morango in natura é comercializado entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo, enquanto o morango congelado tem preço médio de R$ 10,00/kg.
Já em Nova Petrópolis, houve aumento de preços em relação à semana anterior. Na venda direta ao consumidor, o produtor tem recebido entre R$ 20,00 e R$ 35,00/kg, e nas negociações com Ceasas, intermediários e mercados, os valores variam de R$ 15,00 a R$ 30,00/kg.
Pelotas registra frutos de excelente qualidade
Na região de Pelotas, os cultivos de morango encontram-se em diferentes estágios, desde os tratos culturais até a colheita. O boletim destaca a excelente qualidade dos frutos, com bom calibre e sabor, reflexo direto das condições climáticas estáveis.
Os preços praticados na região variam de R$ 12,00 a R$ 27,00/kg, dependendo da classificação e destino do produto.
Soledade tem produção em alta e manejo eficiente
Em Soledade, o relatório aponta que a radiação solar, as temperaturas amenas e o maior fotoperíodo favoreceram o desenvolvimento das lavouras. O resultado é uma elevação na produção, na oferta e na qualidade dos frutos.
As cultivares de dias curtos já começam a apresentar redução na produtividade, mas o manejo sanitário constante e as podas leves de limpeza têm contribuído para manter a rentabilidade. O preço pago ao produtor oscila entre R$ 25,00 e R$ 35,00/kg.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
União Europeia ameaça exportações de carne bovina e acende alerta na pecuária de Mato Grosso do Sul
A possível suspensão das exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia colocou a cadeia pecuária de Mato Grosso do Sul em estado de atenção. A medida, anunciada nesta semana pelo bloco europeu, pode representar perdas de aproximadamente US$ 126 milhões para o estado, segundo estimativas baseadas nos dados de Comércio Exterior de Mato Grosso do Sul em 2025.
O impasse envolve novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Caso o Brasil não apresente garantias formais até o próximo dia 3 de setembro, a restrição poderá entrar em vigor, afetando diretamente um dos mercados mais rentáveis para a carne bovina premium brasileira.
De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a carne bovina responde por cerca de 10% das exportações sul-mato-grossenses destinadas à União Europeia, atualmente o segundo principal parceiro comercial do estado, atrás apenas da Ásia.
Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou mais de 14 mil toneladas de carne bovina para países europeus, com destaque para a Itália, terceiro maior destino das exportações estaduais. Embora produtos como celulose e soja liderem o volume financeiro das vendas externas ao continente europeu, a proteína animal é o segmento mais impactado pelas novas regras sanitárias relacionadas aos antimicrobianos.
Mercado interno fragilizado amplia preocupação do setor
A possível perda do mercado europeu ocorre em um momento delicado para a pecuária brasileira. Segundo lideranças do setor, a demanda doméstica segue pressionada pelo baixo poder de compra da população, enquanto os custos de reposição do rebanho permanecem elevados.
O pecuarista Alessandro Coelho afirma que o acesso ao mercado europeu é estratégico justamente pelo alto valor agregado pago ao produto brasileiro.
“Estamos com demanda interna enfraquecida e custos de reposição em patamares históricos. O mercado europeu é extremamente exigente, mas remunera muito bem a carne que consegue acessar aquele destino”, destaca.
Para o produtor, a saída precisa ser baseada em critérios técnicos e não em exigências generalizadas para toda a cadeia produtiva.
“Não faz sentido impor custos inviáveis para todos os produtores indistintamente. O setor precisa avançar em uma classificação que permita individualizar quem já atende aos protocolos. Mato Grosso do Sul possui uma das pecuárias mais eficientes do país e, com remuneração adequada, o produtor se adapta rapidamente às exigências internacionais”, defende.
Acordo Mercosul-União Europeia entra em momento sensível
A decisão europeia também surge em meio às negociações finais do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, ampliando a insegurança no setor exportador.
Na avaliação da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica (ABPO), o tema já vinha sendo debatido, mas a proximidade da possível sanção surpreendeu os produtores.
Segundo o diretor-executivo da entidade, Guilherme Oliveira, parte dos pecuaristas do estado já trabalha dentro de protocolos sustentáveis compatíveis com as exigências internacionais.
“Os produtores ligados à associação já adotam sistemas que não utilizam esses aditivos. O grande desafio agora é incorporar oficialmente a rastreabilidade nutricional dentro dos mecanismos de certificação”, afirma.
Oliveira ressalta ainda que os impactos deverão atingir principalmente a indústria de nutrição animal, exigindo mudanças nos suplementos utilizados nas propriedades rurais.
“O produtor terá que optar por alternativas livres desses antimicrobianos, e muitas delas já existem no mercado, inclusive com custos competitivos”, explica.
Rastreabilidade nutricional ganha protagonismo na pecuária
Entre os principais pontos de discussão está o uso de aditivos nutricionais como a Monensina, amplamente utilizada na pecuária intensiva como promotora de desempenho animal.
Segundo o médico veterinário Renan Maciel, do Grupo Aliança, esses compostos atuam diretamente no rúmen bovino, melhorando a eficiência alimentar e reduzindo a emissão de gases de efeito estufa.
“A nutrição moderna não busca apenas ganho de peso, mas eficiência biológica e ambiental. Esses aditivos otimizam a fermentação ruminal, permitindo melhor conversão alimentar e menor emissão de gases. O desafio agora será inserir toda essa ciência dentro da rastreabilidade oficial, com laudos, receituários veterinários e comprovação documental”, explica.
Maciel avalia que o novo cenário exigirá uma gestão ainda mais rigorosa dentro das propriedades rurais, especialmente porque a carne bovina continua sendo uma commodity, com preços determinados pelo mercado internacional.
“Produzir mais arrobas por hectare, manter elevados índices reprodutivos e garantir controle documental impecável será fundamental para que Mato Grosso do Sul continue acessando os mercados que melhor remuneram a carne bovina brasileira”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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