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Indonésia já consome mais de 78% da meta anual de biodiesel em 2025

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O consumo de biodiesel na Indonésia atingiu 12,25 milhões de quilolitros até 10 de novembro de 2025, de acordo com informações divulgadas por Laode Sulaeman, representante do Ministério da Energia do país. O volume representa mais de 78% da meta anual de 15,6 milhões de quilolitros, estabelecida pelo governo para este ano.

Produção baseada em óleo de palma

O biodiesel utilizado pela Indonésia é composto por ésteres metílicos de ácidos graxos (FAME), obtidos a partir do óleo de palma, uma das principais commodities agrícolas do país. O produto é peça-chave na política nacional de biocombustíveis sustentáveis, voltada para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e estimular a produção local.

Política de mistura obrigatória impulsiona demanda

A Indonésia mantém atualmente o nível de mistura B35, que determina a adição de 35% de biodiesel ao diesel fóssil. Essa exigência tem sido fundamental para impulsionar o consumo interno e sustentar a indústria de óleo de palma, além de contribuir para a redução das emissões de carbono no setor de transportes.

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Meta de 2025 está próxima de ser alcançada

Com menos de dois meses para o fim do ano, o país já alcançou quase quatro quintos do volume previsto para 2025. O desempenho reforça o comprometimento do governo indonésio com a expansão do uso de energias renováveis e com o fortalecimento do programa nacional de biodiesel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expectativa de fim das tensões no Oriente Médio derruba preço da ureia

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A queda das cotações internacionais da ureia abre uma janela de alívio para os custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro, em um momento de intensificação das compras para a próxima safra. Segundo analistas, os preços acumulam recuo superior a 40% em oito semanas e já retornam a patamares observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.

O movimento tem impacto direto sobre o planejamento de compras de importadores e cooperativas no Brasil, que dependem fortemente do mercado externo para o abastecimento de fertilizantes nitrogenados. A recomposição de estoques para a safra de verão tende a ganhar ritmo no segundo semestre, período em que o setor costuma aumentar a demanda por insumos.

A correção nos preços ocorre após a redução das incertezas sobre a oferta global, que haviam sido ampliadas pelo risco de interrupção de rotas estratégicas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, responsável por parte relevante do fluxo de petróleo e fertilizantes no comércio internacional, voltou ao centro das atenções do mercado diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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Com a percepção de menor risco logístico, agentes do mercado passaram a reduzir prêmios embutidos nas cotações internacionais. Para analistas, o ajuste reflete mais a reprecificação de risco do que uma mudança estrutural na oferta global de fertilizantes.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que há uma proposta de extensão de um cessar-fogo por 60 dias e abertura parcial da rota marítima, mas pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, seguem em aberto.

Especialistas do setor marítimo avaliam que, mesmo em caso de avanço diplomático, a normalização completa do fluxo de navios no Estreito de Ormuz não será imediata. A reorganização das rotas e a retomada da confiança operacional podem levar semanas.

No Brasil, o recuo das cotações ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio, que concentra a maior parte das compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre. Com preços mais baixos, o setor tende a encontrar condições mais favoráveis para negociação e recomposição de estoques, o que pode ajudar a aliviar parte dos custos de produção da próxima safra.

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Fonte: Pensar Agro

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