Paraná
Hotéis de Curitiba tiveram recorde de hóspedes em outubro e já visam o Natal
O turismo paranaense segue alcançando números positivos em seus principais indicadores. Exemplo disso é a rede hoteleira de Curitiba, que registrou as melhores taxas de ocupação para de outubro dos últimos anos. No décimo mês de 2025, a ocupação média ficou em 90%, melhor resultado pós-pandemia.
Trata-se de um crescimento exponencial da busca de viajantes por hotéis na Capital. Em 2024, a ocupação dos meios de hospedagem curitibanos ficou em 63%, em 2023 teve 53% e 2022 registrou 48%. As informações são do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR) –, com base em dados do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (SEHA).
As médias de ocupação são calculadas por meio de um sistema, tendo como base filiados ao próprio sindicato e outras associações do setor. Estão inclusos nesse cálculo cerca de 150 meios de hospedagens regulamentados, que representam aproximadamente 20 mil leitos distribuídos nos hotéis curitibanos.
“O Estado sabe a importância de ter programações e atrativos turísticos operando durante todo o ano, porque são formas de colocar nossos territórios nos planos de viagens das pessoas. O setor celebra esse fluxo, porque gera empregos, movimenta renda e aquece a iniciativa privada, quem de fato conduz o setor”, disse Leonaldo Paranhos, secretário estadual do Turismo.
Segundo Karla Sottomaior, vice-presidente do SEHA, os motivos para o aumento exponencial nas ocupações são as atrações ao longo do ano, além do posicionamento da Capital como hub de shows e eventos.
“Em geral, as pessoas vêm até Curitiba motivadas por shows e eventos. Porém, a grande divulgação, e até mesmo redescoberta, dos pontos turísticos da Capital faz que com que os turistas acabem ficando mais tempo para conhecer a cidade, coisa que não era tão comum antes da pandemia. Esse fenômeno tem impactado positivamente a rede hoteleira local”, explicou.
TURISMO DE EVENTOS – Segundo o Curitiba Convention – organização responsável pela captação de eventos –, realizadoras de shows e grandes programações encontram na Capital um ambiente com potencial. São 158 locais para eventos na cidade, com capacidade para 245 mil pessoas simultaneamente, que equivalem a uma área superior a 42 mil metros quadrados.
“É um momento excepcional ao turismo paranaense e a Curitiba em especial, que está conseguindo atrair muitos visitantes de fora por conta dos shows, eventos e datas especiais, como o Natal. Várias regiões e serviços se beneficiam desse fluxo, desde as pousadas do Litoral, os parques nos Campos Gerais até os restaurantes da Região Metropolitana”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná.
Outros dados do Curitiba Convention apontam que, em 2025, até começo de novembro, já foram 44 shows internacionais e eventos de grande porte realizados na cidade, um crescimento de 37,5% na comparação com todo o ano passado, que teve 32 programações dessa natureza.
“Posicionar Curitiba como um hub de eventos e grandes shows estrangeiros é fundamental para fortalecer o turismo de negócios e lazer, movimentar a economia local e projetar a cidade no cenário global. Essa vocação amplia a geração de empregos, incentiva investimentos em infraestrutura e consolida a Capital como um destino competitivo, inovador e culturalmente vibrante”, disse Gislaine Queiroz, presidente do Curitiba Convention.
EXPECTATIVA É ALTA – As projeções da rede hoteleira curitibana estão aquecidas por conta das programações de final de ano. Em 2024, o Natal de Curitiba registrou público 2,2 milhões de pessoas, enquanto para este ano a expectativa da Prefeitura Municipal é atingir os 2,5 milhões de visitantes, que devem se alimentar nos bares e restaurantes, visitar pontos turísticos e pernoitar na cidade.
Segundo o SEHA, os turistas costumam ficar em Curitiba entre os dias 15 e 27 de dezembro. Após isso, o fluxo de viajantes é distribuído pelo Paraná, sendo os principais destinos: Foz do Iguaçu (Oeste), municípios do Interior (visita a família e parentes) e o Litoral do Estado (para o réveillon e apresentações da virada de ano – como o próprio Verão Maior Paraná).
O Hotel Centro Europeu, situado na Praça Osório, no Centro da Capital, teve picos de lotação máxima em dezembro de 2024 e a expectativa é que o feito se repita neste ano – desta vez, por mais dias ao longo do mês. Segundo os administradores, o local sempre é visado pelos turistas por conta de sua localização.
Uma grande parte dos viajantes que lá se hospedam tem como objetivo acompanhar o coral do Palácio Avenida, atração clássica do Natal curitibano, a poucos metros do meio de hospedagem. É o que explica o proprietário, Jonel Chede Filho.
“Meios de hospedagem mais próximos ao centro são os primeiros a esgotar, por conta, justamente, das atrações de Natal. Para este ano a nossa expectativa é, novamente, atingir picos de lotação máxima e aumento no faturamento. O movimento nessas datas também nos faz ir atrás de mão de obra, contratar diversos profissionais temporários, porque o fluxo não para”, explicou.
Paulo Brazil Mazzeo Neto, Head Comercial e responsável por toda área comercial da rede Bristol de Hotéis, também afirma que as perspectivas para o final de ano são positivas. “Estamos com uma boa demanda e percebemos a extensão da permanência, em função do Natal da Disney. Temos previsão de um crescimento na taxa de ocupação superior a 20% em relação ao ano passado. É o que temos de perspectiva até o momento, pois as reservas são feitas próximas à data desejada. Mas, seguramente, este crescimento é uma projeção que deve se confirmar”, disse.
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MAIOR NATAL – Curitiba deu a largada para a maior programação natalina e de fim de ano do Brasil, que pela primeira vez vai contar com patrocínio do Governo do Estado em uma das atrações: o Natal da Santos Andrade. Neste ano serão 44 dias de programações e mais de 150 espetáculos espalhados pela cidade. Confira.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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